Glory é Britney Spears justificando seu título de Princesa do Pop


Todos os fãs de música POP devem concordar comigo, quando digo que o cenário POP já esteve melhor, certo? Mesmo que esse ano tenha sido – até agora – recheado de lançamentos de grandes astros, é inegável a ausência de hits realmente marcantes no mundo da música. Eis que, de repente, surge Britney Spears… Sim! Aquela que decepcionou a todos com o terrível 'Britney Jean'. Mas calma! Dessa vez a princesinha do pop veio com tudo e pretende recuperar seu título dado a ela por direito.

Muitos fãs estão definindo Glory de uma maneira muito curiosa, e diga-se de passagem: pertinente! 'Blackout' e 'In The Zone' tiveram um filho e ele se chama Glory; Depois de ouvir o álbum três vezes, posso afirmar que sim: é um dos melhores trabalhos do ano.

1. Invitation

Srta. Spears abre o álbum bem sexy e atrevida. “Here's my invitation, babyela diz em alto e bom som. Nesta faixa Britney evoca todo seu 'sexapil' pelo qual ficou tão conhecida e entrega vocais arriscados, porém, bem conduzidos. Me lembrou um pouco 'Toxic'. É uma ótima maneira de convidar – hihihi – seu público para acompanhá-lo neste trabalho.

2. Make Me feat (G-Eazy)

Talvez a mais genérica e divertida de todo o registro. Make Me não foi escolhida como primeiro single atoa. É uma faixa daquelas que cantarolamos enquanto lavamos a louça e dançamos na boate em um sábado a noite. Possui um 'hip hop' característico e já conhecido por todos nós. Zedd está orgulhoso de nossa Miss Spears! Sem dúvida, a faixa mais radiofônica do álbum, mas como disse a Billboard: “Please, Britney, no more team-ups with rappers. You don’t need them .

3. Private Show

Não só título de música, como nome de mais um perfume de nossa musa, e olha… Poderia ter só ficado no perfume! A faixa mais problemática de todo o registro. Private Show, além de apresentar aqueles vocais infantis de Spears – sim, lá do início da carreira – é uma música EXTREMAMENTE repetitiva e irritante. Dizem que parece com Rihanna e sua Work, mas conseguiu se sair bem melhor – não foi um elogio. Ela sabe que tem uma das vozes mais conhecidas do mundo, então pra que brincar desse jeito com a mesma? Não funcionou 'My Dear'.

4. Man On The Moon

QUE FOFA <3. Britney exala simplicidade e amor nesta música. É uma mid-tempo BEM simples. Ok, talvez até demais. Mas quem liga? É divertida, bonita, dançante e tão gostosa quanto um chocolate quente no inverno.

5. Just Luv Me

Incrível! A favorita de muita gente e a escolha é justificável. Uma música com uma pegada urban acertada e vocais angelicais de nossa musa. “Imma keep it simple, real simple, just luv me“, sussurra Spears para nos encantar mais uma vez. Talvez seja uma das melhores músicas dela desde seu último lançamento em 2011. Se não for single, não só os fãs, mas todo o mundo da música perderá a promoção de uma grande canção.

6. Clumsy

Já ouviram o PRISM (Katy Perry) após 'Ghost'? Uma bagunça, né? Pois é… Clumsy é isso aí mesmo. Uma música com uma batida ora inspirada nos anos 90, ora com uma pegada Calvin Harris de ser. Não é a queridinha de ninguém e ponderá. Talvez funcione remixada por alguma pessoa desocupada que esteja interessada na música, mas apenas.

7. Do You Wanna Come Over?

Chama Lady Gaga e seu Pokerface pra apreciar mais um pop em essência. 'O Q É ISSU BRASEL?'. Desafio uma pessoa que seja a escutar esta faixa e não ter vontade de sair por aí dançando e cantando seu refrão chiclete. É divertida, sexy, inspirada e REALMENTE BOA. Minha favorita do álbum.

8. Slumber Party

Preste bastante atenção na batida da música e você notará uma leve pegada de reggae. Notou? Legal, né? Essa é daquelas músicas que todos gostam, mas ninguém considera favorita. Feita para ser ouvida em uma festinha na piscina com uma cerveja em uma mão e um espetinho – pode ser de carne? - em outra.

9. Just Like Me

Apesar de boa, não deveria estar como 9° faixa. Um bom álbum segue uma lógica narrativa. Glory é muito bom, mas não é excelente por deslizes como este. Just Like Me é boa, mas não sei se deveria estar neste retorno da nossa princesinha. A música simplesmente não combina com ela e muito menos com o restante do registro.

10. Love Me Down

Será a melhor – musicalmente – falando? A música se inicia com uma pegada trap incrível e flerta com os sintetizadores de maneira primorosa. Dá pra descer até o chão com essa ou só dançar agarradinho(a) com o crush. Relaxa, eu sei que você quer, hahaha.

11. Hard To Forget Ya

Cheia dos maneirismos clássicos, né dona Brit? É uma música bem forte, apesar de esquecível em certo ponto. É mais uma daquelas que a gente escuta, gosta, mas dificilmente lembraremos ao final do álbum. É boa! Only that.

12. What You Need

Se chama What You Need, mas poderia tomar 'Bye Comfort Zone' emprestado. Britney arrisca vocais perigosíssimos e dá um show! É uma faixa que herda os saxofones – já estão saindo de moda, né? - e flerta com o estilo de Elvis e seu clássico If I Can Dream. Outra queridinha minha!

13. Better

Moderna! Diferente! Não tem muito o que dizer. Poderia ser cantada por diversas divas que estão em ascensão este ano, e se bem trabalhada, poderá se tornar um grande 'hit'.

14. Change Your Mind (No Seas Cortes)

Se temos faixas em Francês, por que não arriscar um espanhol alá Shakira? Lana Del Rey gravaria essa música – talvez com pequenas alterações. Uma das melhores do álbum. A definição de sexy e envolvente. Uma boa música para… Beijar.

15. Liar

Alguém pediu resposta para 'Cry Me a River '? É uma música carregada de ironia e bastante agressiva. Taylor Swift deve estar orgulhosa, sem dúvidas. Eu gosto bastante da faixa, mas talvez pule ela quando for ouvir o álbum pela 4x.

16. If I'm Dancing

Coloquei-a pela 1x no volume máximo e minha mãe já me olhou com um olhar de: “o que tá fazendo ouvindo funk?” HAHAHA! Uma música claramente inspirada nas batidas mais gostosas e envolventes do nosso funk carioca. É uma música para, com o perdão da frase, 'rebolar a raba no chão'. Apesar disso, consegue ser suave. Os vocais de Spears estão deliciosos e a música acaba DO NADA. Adorei!

17. Coupure Eléctrique

U -A -U. Britney Spears, a gente sabe que você fala várias línguas e tudo, mas não precisava humilhar desse jeito! Talvez a música que mais ouvi do álbum até agora. Não é minha favorita, mas eu realmente fiquei impressionado. É uma daquelas faixas que a gente percebe que foi feita mais para o artista, do que para o público. É pessoal, bonita e um ótimo encerramento.


Estou orgulhoso! Britney Spears entregou um trabalho honesto, maduro e GRAÇAS AO BOM DEUS, lotado de farofas pra gente comer com frango <3.

Glory não é só um retorno marcante. Glory fixa Spears como a eterna Princesa do Pop e mostra para tantas outras divas o porque de sua inegável importância no cenário musical. Até mais ver Brit e obrigado ;)

Crítica: A Criatura de Laura Bergallo

Páginas: 122

Autor(a): Laura Bergallo

Editora: Escrita Fina

Ano de Publicação: 2016

Avaliação:

Capa: 5 estrelas

Diagramação: 5 estrelas

Obra Completa: 4 estrelas




O combate já vai começar. Só que, desta vez, será dentro do computador. O cibertransporte garantirá a entrada do prepotente Eugênio na máquina. Ele vai lutar, num game chamado Greeks, contra um personagem que ele próprio criou. Criador x Criatura. Será que, como nos mitos gregos, a criatura há de amargar um castigo eterno ou vai acabar virando o jogo?

Sobre a autora:

Escritora para jovens com 23 livros publicados (inclusive na França e nos EUA),
Laura Bergallo é também jornalista, publicitária e editora de publicações científicas. Seu livro 'A Criatura' recebeu o Prêmio Adolfo Aizen/2006, da União Brasileira de Escritores, como melhor livro juvenil dos anos de 2004/2005.

Segue os dados da autora caso queiram adquirir o livro ou conversar com ela:

insta 
Opinião:

Se vocês estão procurando algo para sair da ressaca literária ou para apenas entreter, “A criatura” é uma obra perfeita para isso. Sabe aquele livro com enredo leve e curto com edição chamativa? É o que encontramos. Laura Bergallo é escritora para jovens, o assunto mais abordado em seus livros é sobre tecnologia, aquela coisa de realidade virtual e tudo mais.
Não é diferente em “A criatura”. Somos apresentados a um mundo tecnológico que não é tão impossível de acontecer. Ao mesmo tempo que é ficção, podemos, sim, coincidir com a realidade.

O personagem principal, Eugênio, possui os dois valores mais conceituados na sociedade hoje em dia: inteligência e dinheiro. Apesar de ser um personagem, ou seja, totalmente fictício, a autora o fragmentou com características de uma pessoa real. Eugênio é frio, calculista, enfadonho e superior a tudo. Com isso, sabemos que quanto mais rica e talentosa a pessoa for, mais independente ela será.

Peguei-me várias vezes me imaginando no lugar de Eugênio, é magnifico quando entramos no mundo do enredo e encarnamos o personagem. É aquele momento em que começa a filosofia da vida do “SERÁ”. “Será que se eu fosse como ele teria as mesmas atitudes?”. Aquela coisa de deixar o leitor perplexo a ponto de ficar pensando horas e horas no assunto, nem todo autor domina.

O anti-herói e o herói são pessoas totalmente ao contrário do que estamos acostumados a ver. Geralmente, um é o bonzinho e o outro é o maldoso. Em “A criatura” é diferente. O herói, que é o protagonista, tem atitudes malévolas e o anti-herói é quem sofre as consequências, por isso é CRIADOR x CRIATURA. A construção dos dois foram desenvolvidas muito bem, confesso que gostei muito mais do anti-herói que é herói.

Os personagens secundários tiveram participações extremamente pequenas, mas se não fosse pela atitude de um personagem X, tudo o que ocorreu no livro não ia existir. O campo de batalha entre o Eugenio e a criatura, foi feito exatamente por esse personagem. Por isso que eu fico muito atenta a criação e organização dos secundários.

"... - Não sei, mas me impressiona muito. Tem a ver com tudo o que acontece... entre criador e criatura."

A estória apresentada é bem simples. Os diálogos são interessantes, os acontecimentos prendem a atenção do leitor e a descrições das ações são bem apresentadas, fazendo com que o leitor participe do momento. Como eu havia dito, é apenas um livro para entreter.

O desfecho foi além das minhas expectativas. Chega em um determinado momento em que a batalha entre CRIADOR X CRIATURA acaba e somos apresentados ao vencedor, até que... BUM! Viramos a página e acontece outro desenvolvimento que faz-nos sentir enganados. Eu adorei o final, foi o que eu realmente desejava para o Eugênio.

A escrita de Laura é rápida e pouco detalhista. Não tem aquela coisa que muitos consideram maçante, aonde o autor descreve até a cor da célula do pé esquerdo dos personagens. Eu, particularmente, adoro autores descritivos, mas também aprecio os que são fluidos nos detalhes e mesmo assim não deixam faltar nenhuma informação ao leitor.

Em suma, “A criatura” é uma obra curta para entreter, com personagens bem estruturados e diálogos interessantes, acontecimentos marcantes e ações bem descritas. Se vocês estão procurando algo assim, super recomendo!

A edição está maravilhosa. Algumas páginas são brancas com detalhes verdes, outras são pretas. O mais intrigante é que quando começa o momento de conflito da estória as páginas começam a ficar pretas, dando aquele ar de “dark”. Amei essa ideia. 

Beijo e até a próxima!

Crítica: The Kiss of Deception de Mary E.Pearson

Páginas: 406


Autor(a): Mary E.Pearson


Editora: DarkSide Books


Ano de Publicação: 2016


Avaliação:


Capa: 5 estrelas


Diagramação: 4 estrelas


Obra Completa: 3 estrelas





Tudo parecia perfeito, um verdadeiro conto de fadas menos para a protagonista dessa história. Morrighan é um reino imerso em tradições, histórias e deveres, e a Primeira Filha da Casa Real, uma garota de 17 anos chamada Lia, decidiu fugir de um casamento arranjado que supostamente selaria a paz entre dois reinos através de uma aliança política. O jovem príncipe escolhido se vê então obrigado a atravessar o continente para encontrá-la a qualquer custo. Mas essa se torna também a missão de um temido assassino. Quem a encontrará primeiro? Quando se vê refugiada em um pequeno vilarejo distante o lugar perfeito para recomeçar ela procura ser uma pessoa comum, se estabelecendo como garçonete, e escondendo sua vida de realeza. O que Lia não sabe, ao conhecer dois misteriosos rapazes recém-chegados ao vilarejo, é que um deles é o príncipe que fora abandonado e está desesperadamente à sua procura, e o outro, um assassino frio e sedutor enviado para dar um fim à sua breve vida. Lia se encontrará perante traições e segredos que vão desvendar um novo mundo ao seu redor. O romance de Mary E. Pearson evoca culturas do nosso mundo e as transpõe para a história de forma magnífica. Através de uma escrita apaixonante e uma convincente narrativa, o primeiro volume das Crônicas de Amor e Ódio é capaz de mudar a nossa concepção entre o bem e o mal e nos fazer repensar todos os estereótipos aos quais estamos condicionados. É um livro sobre a importância da autodescoberta, do amor, e como ele pode nos enganar. Às vezes, nossas mais belas lembranças são histórias distorcidas pelo tempo.

Talvez a palavra que melhor descreva 'The Kiss of Deception' seja: 'hype'. O livro que, aparentemente, era mais um lançamento entre tantos outros do gênero, acabou encantando leitores de todo o mundo, fazendo assim, com que a DarkSide trouxesse o livro para nós, brasileiros. E, apesar de todo o burburinho ao redor deste lançamento, confesso que o livro não me agradou tanto assim. É mais um daqueles produtos que são espalhadas pela web, mas que não entregam o que prometem.

Levando em consideração o público-alvo de 'The Kiss of Deception', é óbvio que devemos avaliar o livro em uma esfera diferente, do que avaliariamos um livro clássico, por exemplo. Pois bem! Já no início a obra se mostra um pouco perdida e páginas e mais páginas de acontecimentos insossos são entregues. Meu interesse, admito, foi caindo aos poucos. Mesmo depois que personagens importantes são apresentados, o livro continua morno e com um ritmo bem problemático.

"Meu vestido flutuava atrás de mim, agora cansado-me com uma vida de incertezas, mas que assustava bem menos que a vida de certezas que eu tinha encarado. Agora, essa vida era um sonho criado por mim mesma, na qual o único limite era minha imaginação. Era uma vida comandada por mim, apenas por mim."

Já chegando na página 250, é perceptível a mudança de ritmo que o livro tomará. Em demasiado pelas pistas que a autora deixa durante toda a trama e, obviamente, porque o clímax precisa chegar. Assim sendo, Mary E.Pearson finalmente revela o segredo que movimentava o livro. Afinal… Quem é o príncipe/assassino? O único problema é que este mesmo segredo não conseguiu sustentar-se por meros capítulos. Assim que a descrição dos personagens é feita, descobrir quem é quem se torna ridículo de tão fácil. Proposital? ESPERO que sim!

A criação de mundo é bastante rasa, mas isso não foi uma surpresa, já que até os admiradores do livro concordam com tal fato. Tudo é decorrente de um acontecimento X no início do livro, acontecimento este, que necessita de um embasamento político para se mostrar verossímil. E adivinha… Não se mostra. Não há desenvolvimento da parte política do livro. Tudo se resume em alguns pequenos parágrafos de diálogos datados.

"A verdade é que achei ambos atraentes, cada um à sua maneira. Ora, eu não estava morta."

Acalme-se pequeno gafanhoto! Não, nem tudo no livro são defeitos. Ele possui qualidades que se destacam, por justamente serem inovadoras e muito bem trabalhadas; É interessante notar a evolução da escrita de Pearson durante o livro e, mais interessante ainda, é a maneira como tudo é poético, quando narrado pela autora. O nome é: talento. Pena que essa deliciosa narrativa se perde em um livro que não tem muito o que contar.

Atualmente podemos comemorar, não é mesmo? O movimento feminista tem ganhado espaço cada vez mais e me alegra ler/ver personagens fortes em obras de ficção. Lia é uma delas! Apesar de se envolver em um triângulo amoroso – me pergunto qual a necessidade disso em TODA obra YA de fantasia – a personagem se posiciona sempre e não tem a mesma clichê e indefesa voz de tantas outras protagonistas que já conhecemos por aí. O livro ganhou pontos comigo e me apegar a Lia não foi difícil.

"Durante minha vida toda sonhei com alguém me amando pelo que eu era. Por quem eu era. Não por ser a filha de um rei. Não por ser a Primeira Filha. Apenas por mim. E, com certeza, não porque um pedaço de papel ordenava isso. "

Preciso dizer algo sobre a edição? Todos estão cansados de saber que a editora DarkSide Books é a melhor neste segmento e talvez, este seja um dos livros mais bonitos da editora. A arte da capa está lindíssima, assim como todo o livro por dentro e no início de capítulos. Um trabalho primoroso! Só peço que eles tenham mais atenção com a tradução e revisão de seus livros. Já encontrei diversos erros em outras publicações da editora e com esse livro não foi diferente. O problema se agravou, na verdade. Não deixem o trabalho de vocês brilhar menos por erros como esses.

The Kiss Of Deception é um livro que não apresenta nada inovador e se perde com acontecimentos que, na verdade, não vão para lugar algum. As coisas melhoram um pouco devido sua protagonista forte e sua última parte bem animadora. Recomendo se você é amante do gênero e se está disposto a ler uma trilogia (com bastante páginas) de fantasia adolescente.
Eu vivo lendo. Todos os direitos reservados.©
Design e codificação por Sofisticado Design