TOP 5: Livros Abandonados na Estante


Alguns livros são almejados por nós, leitores, de maneira insana. Assim que surge uma oportunidade nós fazemos a compra do livro. O objetivo? Lê-lo o mais rápido possível, mas todos nós sabemos que isso nem sempre acontece… Às vezes a falta de tempo compromete e o livro acaba sendo esquecido na estante. Também tem aquele famoso caso de compra por impulso. Entre uma compra e outra, a estante só aumenta, e os livros encalhados mais ainda.

                                                    LIVROS QUE NÃO LI E ESTÃO ABANDONADOS NA ESTANTE

Garota Exemplar de Gillian Flynn


Na manhã de seu quinto aniversário de casamento, Amy, a linda e inteligente esposa de Nick Dunne, desaparece de sua casa às margens do Rio Mississippi. Aparentemente trata-se de um crime violento, e passagens do diário de Amy revelam uma garota perfeccionista que seria capaz de levar qualquer um ao limite. Pressionado pela polícia e pela opinião pública e também pelos ferozmente amorosos pais de Amy , Nick desfia uma série interminável de mentiras, meias verdades e comportamentos inapropriados. Sim, ele parece estranhamente evasivo, e sem dúvida amargo, mas seria um assassino? Com sua irmã gêmea Margo a seu lado, Nick afirma inocência. O problema é: se não foi Nick, onde está Amy? E por que todas as pistas apontam para ele?





Memórias de Um Amigo Imaginário de  Matthew Dicks


Enquanto Max acreditar em mim, eu existo. Posso precisar da imaginação do Max para existir, mas tenho os meus pensamentos, as minhas ideias e a minha vida, tudo isso separado dele. Max não gosta de gente da mesma forma que as outras crianças gostam. Ele gosta das pessoas, mas bem de longe. Quanto mais afastado alguém ficar de Max, mais ele vai gostar dessa pessoa.
“Nós dois não gostamos da Sra. Patterson, mas ultimamente ela e Max estão estranhamente próximos. Isso não é normal, muito menos para alguém como o meu amigo. Ele corre perigo, tenho certeza...”
Uma história apaixonante e dramática sobre amor, lealdade e sobre o poder da imaginação. Perfeita para qualquer um que já tenha tido um grande amigo – real ou não....





Um Dia de David Nicholls


Dexter Mayhew e Emma Morley se conheceram em 1988. Ambos sabem que no dia seguinte, após a formatura na universidade, deverão trilhar caminhos diferentes. Mas, depois de apenas um dia juntos, não conseguem parar de pensar um no outro. Os anos se passam e Dex e Em levam vidas isoladas - vidas muito diferentes daquelas que eles sonhavam ter. Porém, incapazes de esquecer o sentimento muito especial que os arrebatou naquela primeira noite, surge uma extraordinária relação entre os dois. Ao longo dos vinte anos seguintes, flashes do relacionamento deles são narrados, um por ano, todos no mesmo dia: 15 de julho. Dexter e Emma enfrentam disputas e brigas, esperanças e oportunidades perdidas, risos e lágrimas. E, conforme o verdadeiro significado desse dia crucial é desvendado, eles precisam acertar contas com a essência do amor e da própria vida.




Silo de Hugh Howey


O que você faria se o mundo lá fora fosse fatal, se o ar que respira pudesse matá-lo? E se vivesse confinado em um lugar em que cada nascimento precisa ser precedido por uma morte, e uma escolha errada pode significar o fim de toda a humanidade? Essa é a história de Juliette. Esse é o mundo do Silo.
Em uma paisagem destruída e hostil, em um futuro ao qual poucos tiveram o azar de sobreviver, uma comunidade resiste, confinada em um gigantesco silo subterrâneo. Lá dentro, mulheres e homens vivem enclausurados, sob regulamentos estritos, cercados por segredos e mentiras.
Para continuar ali, eles precisam seguir as regras, mas há quem se recuse a fazer isso.
E talvez seja a última.






Querido John de Nicholas Sparks


“Querido John”, dizia a carta que partiu um coração e transformou duas vidas para sempre... Com um futuro sem grandes perspectivas, ele, um jovem rebelde, decide alistar-se no exército após concluir o ensino médio. Durante sua licença, conhece a garota de seus sonhos, Savannah Lynn Curtis. A atração mútua cresce rapidamente e logo se transforma em um tipo de amor que faz com que Savannah prometa esperá-lo concluir seus deveres militares. Porém ninguém previa o que estava para acontecer: os atentados de 11 de setembro mudariam suas vidas e a do mundo todo. E assim como muitos homens e mulheres corajosos, John deveria escolher entre seu país e seu amor por Savannah. Agora, quando ele finalmente retorna para Carolina do Norte, ele descobre como o amor pode nos transformar de uma forma que jamais poderíamos imaginar.




Já leram algum desses livros? Se sim, me conte nos comentários!

Crítica: Homens, Mulheres e Filhos de Chad Kultgen


Páginas: 351

Autor(a): Chad Kultgen

Editora: Record

Ano de Publicação: 2014


Avaliação:


Capa: 5 estrelas

Diagramação: 5 estrelas

Obra Completa: 4 estrelas




A melhor obra de ficção já escrita sobre a sexualidade de adolescentes e adultos em tempos de Internet. O autor cria uma rede de personagens que levam vidas comuns e aparentemente normais, mas, no fundo, repletas de neuroses, fraquezas, pudores, perversões, inseguranças, ingenuidades, e cujo comportamento é influenciado diretamente pela mídia e pelo mundo virtual.O filho obcecado por videogames, a adolescente com mania de magreza, a mãe superprotetora, a filha rebelde, o jovem deprimido, a esposa que não se sente mais desejada, o marido que foi abandonado pela mulher, o pai viciado em pornografia on-line – neste livro fantástico existe um personagem para cada um de nós.

Desde que comprei este livro eu já sabia o que esperar. Por todas as críticas que eu li/assisti minhas expectativas estavam, de certa forma, altas. Todos diziam que o livro prometia debater assuntos sérios e que teria uma pegada adulta e polêmica. E sim! O livro realmente faz tudo isso, mas se perde em alguns momentos.

Chad Kultgen conta sua história, nada comum, em 3° pessoa. Os personagens vão sendo ambientados aos poucos e a medida que a narrativa se desenvolve, o leitor conhece cada um deles detalhadamente. O autor introduz a história com maestria, e a maneira como ele apresenta todos os personagens e elementos que os circundam para o leitor, é admirável. Logo no início sente-se que as coisas não estão/ficarão bem com aqueles personagens, mas devido a dinâmica escrita de Chad, tudo é digerido facilmente pelo leitor e as 351 páginas passam rapidamente.

O livro se destaca também em suas temáticas polêmicas e necessárias a serem discutidas por todos nós. Personagens com problemas de: bulimia, vício em sexo, depressão, possessividade… Entre outras coisas mais. Todos esses assuntos são bem trabalhados no livro e, apesar de um final aberto demais (já comento isso) as coisas trabalham em harmonia e tudo se encaixa perfeitamente na premissa.
"Eles haviam ultrapassado algum tipo de limite, realizado um ato que representava a sua entrada no mundo adulto. Qualquer inocência que tivessem carregado um dia, embora não tenha sido de todo perdida, fora de alguma forma maculada, e ambos sentiam isso."

Talvez, o que impossibilita o livro de alcançar um público maior, seja a quantidade de cenas fortes e palavrões na obra. O autor não polpa o leitor de absolutamente nada. Palavras de baixo calão são usadas a todo momento e algumas cenas de sexo, por exemplo, são descritivas a ponto de incomodar. Mas é nítido o quanto tudo isso é necessário para um enredo tão intrínseco. Não há como trabalhar com assuntos tão sérios e abordá-los de maneira superficial. Os palavrões são necessários e até as cenas mais constrangedoras acrescentam muito a obra.

O arco mais interessante para mim foi o de Patrícia e Brandy. Uma mãe extremamente controladora que monitora passo a passo o que a filha faz ou deixa de fazer na INTERNET. É de enorme significância, ver o modo como a mãe monitora a filha no mundo virtual, mas de certa maneira esquece de dar a atenção que a filha precisa no mundo real. Brandy faz de tudo para esconder da mãe qualquer coisa e, na maioria das vezes, consegue. Patrícia é a típica mãe que, ao tentar proteger os filhos, os colocam em perigo iminente. Um núcleo muito bem trabalhado!

Filme baseado no livro
O livro estava caminhando para as 5 estrelas, mas o final… Me decepcionou. Em uma tentativa de mostrar para o leitor que: as coisas são assim e pronto. O autor acabou não encerrando da maneira alguns núcleos tão bem trabalhados anteriormente. Entendo que, talvez, essa foi a intenção do mesmo, mas foi uma atitude de uma infelicidade gigante. Quando o livro acabou, achava que estavam faltando páginas em meu exemplar. Não estavam…

Homens, Mulheres e Filhos é um livro que polemiza da maneira correta e consegue abordar diversos assuntos, sem deixá-los empobrecer pela falta de um desenvolvimento correto. A escrita do autor é deliciosa e os personagens são bem desenvolvidos. Infelizmente, o final aberto demais decepciona e tira pontos do livro, mas obviamente não tira a grandiosidade de todo resto. Recomendo para pessoas de mente aberta e para aqueles que gostam de um entretenimento com fortes mensagens de pano de fundo.
 

Crítica: O Regresso

O Regresso

Alejandro González Iñarritu ganhou ano passado o prêmio de Melhor Filme. Ele dirigiu Birdman e conseguiu levar a estatueta. Este ano, Alejandro está indicado novamente, mas dessa vez por um filme BEM diferente de seu antecessor. O Regresso tem mais de 10 indicações ao Oscar, e acredite meus amigos… Todas elas são incrivelmente merecidas! Iñarritu tem muito a mostrar e pode surpreender e ganhar novamente o prêmio este ano. Me siga e veja o porquê.
1822. Hugh Glass parte para o oeste americano disposto a ganhar dinheiro caçando. Atacado por um urso, fica seriamente ferido e é abandonado à própria sorte pelo parceiro John Fitzgerald, que ainda rouba seus pertences. Entretanto, mesmo com toda adversidade, Glass consegue sobreviver e inicia uma árdua jornada em busca de vingança.

O maior mérito de O Regresso é o poder que o filme exerce no espectador. O filme é claustrofobicamente imersivo. É agoniante! A atmosfera que rodeia o filme é de uma precisão invejável e todo o ambiente é fabuloso. Meus olhos se enxeram de lágrimas em determinadas cenas, pois o que eu estava assistindo era, nada mais, do que arte. Arte de verdade! Logo em seu início O Regresso mostra que, acima de tudo, é um filme artístico. Mas não pensem, nem por um momento, que isso tira seu poder de entretenimento.

A história vai tomando rumos imprevisíveis e dolorosamente segmentados. Os personagens sofrem de maneira esdruxula e a verossimilhança e a impecabilidade do roteiro é mostrado em cada take. Leonardo Di Caprio está monstruoso de tão bom. Sim! Ele merece – e vai, eu espero – ganhar o Oscar de Melhor Ator. Leonardo nos brinda com uma das cenas mais horríveis e bem executadas dos últimos tempos. Uma cena que me deixou sem respiração e me fez soar de nervoso. Um acerto gigantesco de edição, design e, é claro, talento do ator.



A medida que a trama avança, o filme vai se arriscando em territórios um pouco mais conceituais e flui bem, mas o desenrolar de tudo é dado bem lentamente. O Regresso tinha tudo para ser só um filme para agradar a academia, mas foi muito mais que isso. Todas as questões técnicas e núcleos do enredo. Tudo! Tudo é muito bem arquitetado. Nada é deixado de lado em mérito a algo maior. Aqui as coisas são grandes em igualdade. Isso é o que mais encanta, sem dúvida.

O que chama a atenção é o local em que o filme foi gravado. É um elogio aos olhos. Todos os movimentos de câmera e as escolhas de locações são muito precisas. Nunca eu tinha assistido a um filme que me fizesse passar tanto frio na vida. Eu via como o personagem de Leonaro Di Caprio estava sofrendo e aquilo me arrepiava a espinha. Custo a acreditar que nenhuma técnica de iluminação foi usada, porque olha… Um dos filmes mais belos visualmente falando que já assisti. E isso não é pouca coisa.




O filme comete apenas um deslize, e infelizmente ele me incomodou um pouco. O personagem de Leonaro Di Caprio sonha com sua mulher às vezes – algo bastante comum em filmes do estilo de O Regresso. Isso me incomodou. Além de não fazer muito sentido para toda a trama em si, os sonhos e as alucinações ficaram um pouco forçadas e jogadas de qualquer jeito na história. O final não me desagradou, mas também não me deixou feliz, justamente por envolver esse elemento que citei.

Você pode pensar que o filme é todo sobre a busca de um homem a vingança, mas não… O Regresso é um filme sobre erros e falhas do ser humano. Um filme que mostra como o amor pode fazer mal e como ele corrompe as pessoas. Fiquei arrepiado com determinadas cenas, justamente pelo êxito que o roteiro conseguiu alcançar ao me mostrar essas mensagens. O Regresso é um filme sobre o encontro do homem com seu espírito. Sobre o homem e a natureza.



Não são paletas de cores bem escolhidas ou um design impecável que fazem de um filme perfeito. Isso é apenas um complemento útil e necessário. Um elemento que ajuda a contar a história e O Regresso demonstra isso em cada ato. A película é um compilado de acertos em forma de um roteiro belamente adaptado e uma direção cuidadosa. Com atuações fortes e cenas mais marcantes ainda, o filme é sem dúvida uma das melhores coisas do ano passado e é um fortíssimo candidato ao Oscar 2016.  

Crítica: Mad Max - Estrada da Fúria

Mad Max: Estrada da Fúria
A franquia de George Miller sempre foi querida pelos fãs de cinema. Mad Max foi marca de cenas de ação inesquecíveis e, é claro, Mel Gibson! Quando Estrada da Fúria foi anunciado todos ficaram apreensivos e com medo do filme, de certa forma, 'estragar' a franquia. E o que aconteceu? O oposto! Mad Max: Estrada da Fúria é, sem dúvida, o melhor filme da franquia e um dos melhores filmes de ação de todos os tempos.
Após ser capturado por Immortan Joe, um guerreiro das estradas chamado Max (Tom Hardy) se vê no meio de uma guerra mortal, iniciada pela Imperatriz Furiosa (Charlize Theron) na tentativa se salvar um grupo de garotas. Também tentanto fugir, Max aceita ajudar Furiosa em sua luta contra Joe e se vê dividido entre mais uma vez seguir sozinho seu caminho ou ficar com o grupo.

Mad Max já tem seu início marcado por uma cena épica. Immortan Joe (ele me dá medo) está discursando para seus discípulos sobre a falta de água e o plano deles para dominar diversos locais do deserto. O espectador já percebe ali uma crítica tremenda a questão da escassez e desperdício de água. Isso, é lógico, da maneira mais insana possível. Logo após, Max (dessa vez vivido por Tom Hardy) nos é apresentado e após a sua tentativa de fugir das mãos do exército de Immortan Joe, é que a trama tem início e a maluquice começa. E QUE MALUCO ESSE FILME!

Carros turbinados. Guitarras que soltam fogo. Adrenalina. Elementos esses que são incorporados perfeitamente durante todo o filme. Alguns não fazem o menor sentido, mas quem é que liga? Tudo é muito bem arquitetado e funciona bem em meio aquele deserto tão assustador. Os efeitos especiais estão impecáveis e o realismo de tudo aquilo é surpreendentemente imersivo. Eu não consegui desgrudar meus olhos da tela. George Miller já nos ganha nas primeiras sequências do filme e dai pra lá e só coisa boa.


O exército de Immortan Joe é um retrato explícito da nossa atual sociedade. É interessante como o diretor trabalha essa devoção do povo a determinada figura/pessoa. Ele faz uma crítica também ao homem como instrumento e não ser humano em si. Mad Max é muito mais que um filme de ação!

O elenco está ótimo. Todos os atores interpretam com maestria seus personagens e o figurino e a FANTÁSTICA maquiagem complementa todo esse trabalho, mas há alguem que merece um pouco mais de destaque. Charlize Theron está F-A-B-U-L-O-S-A! Eu ainda estou tentando entender como essa mulher não recebeu uma indicação ao Oscar… Charlize interpreta uma personagem fortíssima e que é uma ótima aliada a todos nós, perante a disseminação das ideias feministas no mundo e tudo o que elas representam. Fazia tempo que não via uma personagem feminina tão forte e interpretada de tão boa maneira. Parabéns a Charlize!



A trilha sonora do filme é incrível e extremamente pontual. Ela complementa as cenas de ação de maneira fenomenal. É muito bonito! O poder que essas cenas possuem no espectador é algo admirável. Eu me empolguei assistindo ao filme, da mesma maneira que eu me empolguei praticando algum tipo de esporte. Mad Max desperta reações viscerais e isso é o mais legal de tudo.

Mad Max: Estrada da Fúria é um filme que repete os acertos dos filmes da franquia original e cria outros novos acertos, agora com esta nova fase. É um filme de ação DE VERDADE, que tem muito a oferecer a não ser grandes explosões – mesmo que essas sejam incríveis. Ainda pretendo assistir ao filme diversas vezes e o Bluray com certeza será adquirido por mim. Valeu a pena e vale, sem dúvida, a indicação a Melhor Filme.

 
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