Resenha: ELO - Imogen Howson

29 de junho de 2015

Oi leitores, tudo bem? Hoje a resenha vai ser de um livro que até agora não decidi se gostei ou não. Sabe aquelas histórias que tem tudo para ser a melhor, mas algo na escrita e na construção da mesma te incomoda? Então, é isso que aconteceu.
Para o melhor entendimento de vocês, dividi a resenha em tópicos. Vou falar dos personagens, da escrita, do enredo e o que não me agradou em cada um dos itens. Vamos lá:


Título: Elo
Título original: Linked
Páginas: 384
Autor (a): Imogen Howson
Editora: Farol Literário
Ano de publicação: 2015
Avaliação:

Capa: 5/5
Diagramação: 5/5
Obra completa: 2/5


Elissa costumava ter tudo: a atenção de todos, popularidade e um futuro promissor. Mas os três últimos anos fez sua vida mudar radicalmente: ela vem lutando contra terríveis visões, dores-fantasma e misteriosos hematomas que aparecem do nada. Depois de muitas idas e vindas a especialistas, surge uma promessa de cura, uma cirurgia para apagar a parte superativa do seu cérebro, que provoca tais alucinações. Às vésperas da operação, no entanto, Elissa faz uma descoberta chocante por trás daquelas visões: ela enxerga o mundo pelos olhos de outra garota.




RESUMO
Elissa sofrera um acidente que mudou completamente sua vida. Por reclamar constantemente de dores fortes, desmaiar e vomitar por causa disso, ficou conhecida como uma menina “mesquinha”. Além disso, perdeu várias amizades por sempre ter que frequentar “médicos para doidos”. Todos acham que é apenas fingimento, mas o que eles não sabem é que ela tem um Elo com uma garota de outro lugar, que até antes da cirurgia, nem Elissa sabia.
Após esta descoberta, Elissa tem que lutar contra o tempo, contra seus pais, contra seu planeta e contra as os caçadores de recompensas. Mas, para isso, precisa viajar para outro planeta e infelizmente tem que contar com a ajuda do menino que menos gosta: Candan.
Enredo
Logo quando li a premissa me apaixonei. É o tipo de gênero e história que eu amo e não posso deixar para trás. Fiquei com tantas expectativas que acabei decepcionando-me. Vou dar uma chance para o segundo livro, talvez a resposta que não encontrei no primeiro, encontrarei no próximo.
A autora teve uma ideia muito original e isso eu gostei bastante. A história tem uma visão futurística, ou seja, tudo que acontece é daqui uns cem anos. Ela envolveu bastante tecnologia e planetas com nomes e características diferentes. Até ai tudo bem, mas como surgiram esses planetas? Por que cada pessoa tem que morar em determinado planeta?
Os casais não podiam ter filhos gêmeos e caso tivessem – a irmã de Elissa é um exemplo – um dos gêmeos teria que virar uma Estepe. Uma entidade não humana de origem humana. Mas não tinha nada de não humano nesses estepes. Então entra as questões: Por que os casais não podiam ter gêmeos? Por que existem estepes?
Outra coisa é que as pessoas podiam viajar de um planeta para outro na maior naturalidade, sem aquela lei da gravidade e nem nada. Eles podiam respirar no espaço, andar no espaço e morar no espaço. Ok, foi algo oriundo, mas e a lógica? Onde fica?
Teve muitos capítulos prolongados sem necessidade. Além de alguns serem monótonos, tirando a atenção do autor e diminuindo a vontade de continuar. Essas partes monótonas não serviram pra nada.
Em suma, eu gostei do enredo. Tirando o fato dessas perguntas e muitas outras não respondidas, a intenção da autora foi boa. E o conceito da história pode ser bem mais inteligente do que isso.
Milhares de anos colonizando o universo conhecido, e ninguém jamais havia encontrado o Alienigena sapiens, formas de vida que demonstrassem o mesmo grau de proximidade da inteligente humana que os primatas hominídeos da Antiga Terra. Era isso que a garota estava dizendo, eu era uma forma de vida alienígena a um ser humano?”
Personagens
Uma coisa que o autor não pode pecar: personagens. Temos que viver com os personagens desde o início da história até o final, e se os mesmos não são bem construídos, como vão agradar-nos a ponto de não querermos largar a história? A autora não conseguiu deixar a construção deles fixa. Cada página virada era uma característica nova, uma dosagem diferente e um destino diferente em cada um. Com isso, fiquei bem confusa.
A personagem principal – Elissa – possui uma característica única que a diferencia dos outros personagens: chata. Sim, ela é super chata. Ela reclama demais, quer demais, fala demais e não faz nada. Apesar de suas dores serem justificadas, ela é mimada e toda “nhenhenhe”.
E em minha opinião, quando o livro é narrado em primeira pessoa pelo protagonista, o mesmo tem que ser pelo menos amigável. Caso contrário, a vontade de ler diminui.
A irmã gêmea de Elissa é uma personagem neutra. Ela é secundária, mas age como se fosse a protagonista. Ela é bem mais legal que Elissa, e a autora a dosou com qualidades e defeitos suficientes para a tornar magnífica. Ela foi a única personagem que salvou a história.
Candan e os demais são desnecessários na história. Apesar de Candan ser o dono da nave que leva as meninas para outro planeta, a função dele na história é muito baixa para o tipo de personagem que ele é. Ele foi muito bem construído, porém pouco aproveitado.
Escrita:
A escrita da autora é célere, fácil e agradável, porém nada verossímil. Confesso que Imogen possui domínio da coisa, mas a história em si atrapalhou um pouco. Portanto, pretendo dar uma chance ao segundo livro, espero que neste livro ela saiba usar a habilidade que tem com a escrita.
As vezes, descobrir que se pode confiar em alguém é tão devastador quando descobrir que não se pode.”
Elo possui uma história interessante e enigmática. Deem uma chance apesar dos pontos negativos. Ele merece ser lido pela excentricidade da autora. Garanto que ele vai tirar alguns suspiros. Eu senti duas coisas ao lê-lo: raiva e amor, e quando um livro desperta algo no leitor, então ele tem muito a oferecer.
A garota, a tal garota estranha sob a estrada, que havia sido torturada e fugira, a garota que estava doente e talvez não se recuperasse: ela tinha o rosto de Elissa.”
A edição está linda. A capa é espelhada, a fonte é agradável e a diagramação está do jeitinho que todo leitor gosta. Farol caprichou!
Beijos e até a próxima <3

Resenha: O Dia Em Que Felipe Sumiu - Milu Leite e Sérgio Magno

24 de junho de 2015

Oi pessoal, tudo bem? Hoje a resenha é de um livro nacional divertidíssimo. Apesar de ser infantil, eu recomendo para todos os públicos. Sabe quando você está naquela ressaca literária, e não sabe como sair? O dia em que Felipe sumiu é perfeito para curar essa ressaca, por ser um livro despretensioso e divertido. Venha conferir o que achei:

Título: O dia em que Felipe sumiu
Titulo original: O dia em que Felipe sumiu
Páginas84
Autor (a): Milu Leite
Editora: Biruta
Ano de publicação: 2015
Avaliação:

Capa: 5/5
Diagramação: 5/5
Obra Completa: 5/5

Um lago poluído intriga uma turma de crianças curiosas: Dora, Hipotenusa, Farelo e Felipe.
Como é o mais dramático e preocupado de todos, Felipe acorda um dia e resolve começar sozinho sua caçada para descobrir como e por que o lago ganhou toda essa sujeita. Foi bem nesse dia que Felipe sumiu!


Em sua busca vão seus pais, seus três amigos, seu cachorro banguela, Tobias, um capitão de polícia e um cabo meio atrapalhado e de intelecto duvidoso. Mas, afinal, quem dará fim a toda a angústia da família
? Dê uma paradinha rápida e descubra como esse mistério será resolvido.





RESUMO
Em um grupinho de amigos Felipe é o mais preocupado com a natureza. Além disso, é super curioso e ama correr atrás de coisas que mal sabe a origem. Quando descobriu que a água do lago que frequenta com seus amigos estava toda suja, pegou um livro para pesquisar o porquê disso tudo. Ao ler as teorias, resolveu “comprar” materiais, pegar um bote e coletar uma pequena quantia de água para uma investigação. O que ele mal sabia era que estava sendo vigiado pela pessoa que causou a tal poluição. Isso o levou a ser sequestrado.
Tobias, cachorro de Felipe, viu tudo acontecer. Mas como ele não pode falar, seus amigos Dora, Hipotenusa e Farelo tem que seguir as pistas para tentar encontrá-lo.
OPINIÃO
Assim que eu recebi o livro larguei tudo que estava fazendo, comecei a folheá-lo e não resisti. Li em horas, e foram as melhores horas da minha vida. A premissa do livro é muito cativante e as ilustrações são magníficas. É tudo basicamente preto, branco, amarelo e laranja, mas são cores fortes e que chamam a atenção.
Ouvimos o apito soar. Em poucos minutos, os policiais e os cães se juntam ao capitão, que os manda de volta para a delegacia.”
A escrita da autora é totalmente fácil e célere pelo fato do livro ser voltado para crianças. Então não existem momentos monótonos, chatos e desnecessários. Os personagens foram bem construídos e distribuídos, ou seja, cada capítulo é um personagem diferente. Apesar de Felipe ser o protagonista – ou não -, ele aparece no início e depois no final. O clímax é por conta dos personagens secundários.
Gostei muito da história porque ela retratada a realidade do meio ambiente. A autora tentou nos alertar de um grande problema que sofremos diariamente, de uma forma totalmente intrigante.
Ela deixou bem explícito a relação do animal com o homem. O único ser que viu tudo acontecer, desde o sequestro do Felipe até o lugar para onde o levaram, foi o cachorro do menino, Tobias. Cheguei à conclusão de que o protagonista é ele, não Felipe.
Durante o trajeto, eles ouvem uma voz ali, um latido adiante, mas gente de carne e osso, nem sinal. Em certo ponto, ficam indecisos sobre o que fazer. Continuam andando atrás do Tobias, ou tentam seguir o som de alguma voz? Decidem seguir o cachorro. Talvez seja um risco. Só quem sabe é o Tobias, que não fala.”
Milu conseguiu deixar vários mistérios no ar. Cada página virada era um suspeito diferente. E quando você coloca na cabeça que o culpado é a pessoa X, ela muda totalmente essa linha de raciocínio. E claro que quando chegou ao fim, o culpado foi a pessoa que menos suspeitei.
Caro leitor, concordo com você se achar que o Farelo saiu num momento meio inconveniente. E se você notar alguma semelhança entre a saída estratégica dele e a do Tobias, também sou obrigado a concordar.”
Como todo bom livro, a relação de amizade, amor materno e paterno é bem colocada. Tudo se resolve em base disso. Cada capítulo foi dosado muito bem, em todos haviam: comédia, suspense, drama, mistério e amor.
Amei o desfecho. Foi totalmente natural e inocente. Milu não forçou nada, deixando o leitor pensativo ao fechar o livro com a seguinte questão: “Eu contribuo com a poluição?”
A edição está MARAVILHOSA! Biruta sempre traz capas lindas e chamativas. O livro é todinho amarelo e as páginas são laranja. A fonte é grande, mas casa com o estilo do livro. A diagramação está magnífica, porque cada parte da história é contada dentro de um quadrado e as ilustrações estão cômicas. Amei!
O dia em que Felipe sumiu é um livro muito divertido. Contagiante do começo ao fim, apresenta uma escrita bem fluída e uma história que apesar de simples, tem muita coisa a ensinar. Vai encantar adultos e crianças. Super recomendo!

Beijos e até a próxima <3

Resenha: Como Falar Com Um Viúvo - Jonathan Tropper

22 de junho de 2015

Heey guys! Tranquilo? Eu adoro ser surpreendido e hoje vou falar sobre um livro que me pegou de jeito. Por mais que o título seja mórbido e a capa relativamente desanimadora, posso garantir a vocês: ESSE LIVRO É INCRÍVEL! Olha só a resenha:
Título: Como Falar Com Um Viúvo
Título Original: How To Talk To a Widower
Páginas: 272
Autor(a): Jonathan Tropper
Editora: Sextante
Ano de Publicação: 2007

Avaliação:

Capa: 4/5
Diagramação: 5/5

Obra Completa: 5/5 (FAVORITO)

Doug Parker não foi um aluno brilhante, não conseguiu entrar para nenhuma universidade de prestígio e era demitido dos empregos de redator com relativa frequência, até conhecer Hailey, bonita, inteligente e cerca de 10 anos mais velha que ele. Quando os dois se casam, Doug deixa para trás a descompromissada vida de solteiro e se dedica a esse amor, acreditando finalmente ter encontrado seu rumo. Mas, dois anos depois, Hailey morre em um acidente de avião e tudo perde o sentido. Tentando lidar com o luto, Doug passa a escrever uma coluna chamada "Como falar com um viúvo", em que desabafa sua dor, relata a dificuldade de expressar seus sentimentos e se lembra da esposa de maneira sincera e cativante. A coluna se torna um grande sucesso - algo com que ele sempre sonhou - só que, infelizmente, no momento errado. Em meio a seu drama, Doug se vê às voltas com o enteado rebelde e a irmã gêmea que se mudou para sua casa decidida a fazê-lo voltar a se relacionar com outras mulheres. E então nada mais é como antes: sua vida passa a se desenrolar em uma divertida sucessão de encontros desventurados e insólitas confusões familiares. Entre tropeços, atropelos e as mais loucas situações, Doug começa a tocar sua vida e seguir em frente.

RESUMO

Doug é a mais nova vítima da depressão. Motivo? Ele agora é viúvo! O jovem rapaz perdeu Hailey recentemente e ainda não sabe como lidar com a morte de sua amada esposa. Ele se isola de tudo e de todos. Para “vingar” a morte de sua mulher, ele escreve artigos em um jornal famoso. Doug é premiado e incrivelmente requisitado como escritor, mas não se importa em outras coisas, a não ser com seus artigos em homenagem a mulher.

O problema, é que a morte de sua mulher foi apenas uma amostra de tudo de ruim que está acontecendo em sua vida. Seu pai sofreu um AVC recentemente e, por isso, está debilitado e mal lembra do próprio filho e sua mãe está se deixando levar pelo stress e pela emoção (sim, está endoidando também). E o pior de tudo, Doug tem de aguentar seu enteado teimoso e motivo de preocupação constante. 

O que fazer agora? Ele irá aguentar?
OPINIÃO

Não gosto de subestimar ou menosprezar qualquer coisa sem antes ter contato com a mesma, porém, devo confessar que isso aconteceu comigo em relação a este livro. O preço (ridiculamente barato) e a capa não tão chamativa me desanimaram um pouco, mas a história emocionante e a escrita deliciosa de Jonathan Tropper levaram esse livro direto para a lista dos meus favoritos. É meus amigos... O mundo gira!

Como Salvar Um Viúvo tem um nome meio "boring" e uma capa não tão chamativa, mas seu conteúdo é fantástico. O livro já começa com uma cena super interessante que apresenta ao leitor a relação de Russ e Doug. Doug é padrasto de Russ e, apesar das brigas e da teimosia e despreocupação de Russ, eles se dão bem. Achei linda a maneira como essa relação se desenvolveu ao longo da leitura. E, o mais legal, é que um cara depressivo aconselha um adolescente revoltado como Russ. Ironias, ironias…

"Mais dia, menos dias, a vida joga todos no chão. Depois nos levantamos de novo e fazemos algumas mudanças, porque é assim que somos. Nós nos adaptamos. E, quando conseguimos nos adaptar, ficamos mais preparados para sobreviver”.

Além da trama principal extremamente bem construída o autor nos brinda com alguns artigos fúnebres do personagem principal que são simplesmente, FABULOSOS! Doug escreve melancolicamente e com um toque refinado de poesia. A maneira como lamenta a morte de sua esposa, contextualizando-a ao seu dia a dia é sensacional. Confesso que ficava ansioso a cada passada de páginas para ler um novo artigo do personagem.
O que mais me chamou a atenção na narrativa de Tropper – além de sua sagacidade – foi o modo como ele trabalha os clichês. O enredo do livro tem tudo para se tornar algo 'Sessão da Tarde”, mas o autor inova e transforma elementos comuns em algo totalmente diferente. Fiquei admirado com tamanho tato e talento do autor.
Perdi alguma coisa quando Hailey morreu. Não sei direito como chamar isso, mas trata-se do mecanismo que nos impede de dizer a verdade quando alguém nos pergunta como estamos, aquela válvula vital que mantém as nossas emoções mais profundas e genuínas debaixo de tranca e cadeado. Não sei exatamente quando perdi essa capacidade, ou como poderei recuperá-la, mas por enquanto, no que diz respeito a tato, civilidade e descrição, sou um acidente prestes a acontecer, vez após vez.”.
Vocês conhecem o “dramédia”? Fãs de séries/livros/filmes do mundo inteiro imploram para a criação deste gênero. Basicamente, o dramédia é a mistura de drama com comédia. As séries e livros atuais são, quase todas, recheadas desse elemento e com esse livro não foi diferente. O autor conseguiu unir essas coisas perfeitamente e transformou seu livro em uma aula de como construiu boas narrativas. 
O fato do pai de Doug ter alzeimer só aumentou ainda mais meu amor pelo o autor. Ele consegue desenvolver a doença do pai de Doug perfeitamente e faz com que o leitor se apegue ao personagem de uma maneira nunca antes presenciada por mim. No final me peguei torcendo loucamente pelo personagem e chorando por seu final (que não é necessariamente triste).
O céu está me sacaneando. Hoje é um daqueles dias irritantemente perfeitos de primavera, o tipo de dia que parece estar se esforçando um pouco demais, e que desperta em nós uma vontade de lhe esmurrar a cara. O céu está mais azul do que tem direito a ser, falando sério, é um azul ostensivo, despótico, um azul que faz você sentir que estará cometendo um crime contra a humanidade se ficar em casa.” 
Não gostei tanto da edição da Sextante. O livro poderia ter sido melhor revisado e o material das folhas é decepcionante. Apesar de mal revisada, a diagramação, falando-se de organização, está boa, mas suas grandes falhas ofuscam o lado positivo. Fico bem triste em saber que um livro tão bom foi tratado de qualquer jeito.
Como Falar com um Viúvo foi uma das maiores surpresas do ano até agora. O livro é sensível, engraçado, atrevido, polêmico e extremamente bem escrito. Vou correndo ler o outro livro do autor, que foi publicado no Brasil e logo mais trago resenha do mesmo para vocês, até lá, LEIAM esse livro. É perfeito!
Até logo! 

Music Life #12: I'm Outta Time, Hold Me Back The River e Lay Me Down

10 de junho de 2015

Oi leitores, como vão? Hoje é dia de musica, yeaah. Neste post trouxe duas músicas que sou totalmente viciada, e uma música que pedi para o Gabs escolher, e claro, eu amei também. No frio eu costumo escutar músicas melancólicas – sabe Deus o motivo – então prepara o lencinho e vamos à sofrência:


Músicas citadas na coluna de hoje: I’m Outta Time, Hold Me back The River, Lay Me Down.


I'm Outta Time - Oasis

Sou extremamente apaixonada por Oasis, e esses dias estou cismada com a música I’m Outta Time. Tem uma letra nostálgica, uma melodia doce e a voz do Liam contribui com tudo isso. Muitas pessoas conhecem apenas Wonderwall, então deem uma chance para outras músicas deles, inclusive IOT.
Hold Me Back The River - James Bay


Pedi uma indicação de música para a o Gabs e ele me indicou essa. Eita menino com gosto musical perfeito! Apaixonei-me completamente e não paro de escutar. Além de ter uma melodia fofa, o clipe de tão simples que é, chega a ser sensacional. Depois de ter escutado Let it go do James já esperava outra música boa.


Lay Me Down - Sam Smith

Sam Smith é o Pablo Americano (sofrência). O cara não cansa de fazer músicas melancólicas e depressivas. Espero que nunca canse mesmo, porque as letras e essa voz que ele tem… MEU DEUS! O que eu mais gostei nessa música foi o fato da elevação da voz dele, ou seja, tem mais potencial do que as outras músicas. Os gritos dele me dão arrepios, eu recomendo até para quem não gosta de músicas do estilo.


Beijos e até a próxima <3

Resenha: Escuridão Total Sem Estrelas - Stephen King

8 de junho de 2015

Heey pessoal! Como vão? Hoje eu vim fazer a resenha de um livro incrível e que me despertou diversas emoções. Vou falar de Escuridão Total Sem Estrelas do mestre do terror - divo - Stephen King. Vem comigo:

Título: Escuridão Total Sem Estrelas
Título Original: Full Dark, No Stars
Páginas: 392
Autor(a): Stephen King
Editora: Suma de Letras
Ano de Publicação: 2015

Avaliação:

Capa: 5/5
Diagramação: 5/5
Obra Completa: 4/5 






Na ausência da luz, o mundo assume formas sombrias, distorcidas, tenebrosas. Os crimes parecem inevitáveis; as punições, insuportáveis; as cumplicidades, misteriosas. Os personagens destes quatro contos passam por momentos de escuridão total, quando não existe nada - bom senso, piedade, justiça ou estrelas - para guiá-los. Suas histórias representam o modo como lidamos com o mundo e como o mundo lida conosco. São narrativas fortes e, cada uma a seu modo, profundamente chocantes. 





RESUMO
Conto 1: 1922

O agricultor Wilfred e o filho, Hank, precisam decidir do que é mais fácil abrir mão: das terras da família ou da esposa e mãe.

Conto 2: O Gigante do Volante

Após ser estrupada por um estranho e deixada à beira da morte, Tess, uma autora de livros de mistério, elabora uma vingança que vai deixá-la cara a cara com um lado desconhecido de si mesma.

Conto 3: Extensão Justa

Dave Streeter tem um câncer terminal e faz um pacto com um estranho vendedor. Mas será que para salvar a própria vida vale a pena destruir a de outra pessoa?

Conto 4: Um Bom Casamento

Uma caixa na garagem pode dizer mais a Darcy Anderson sobre seu marido do que os vinte anos que eles passaram juntos.
OPINIÃO
Nunca tinha lido um livro de contos do King, mas já sabia que podia esperar algo fora do comum (como geralmente são os livros do mestre). Escuridão Total Sem Estrelas é sim incrível. Só incrível, não fora do comum.
1922
O livro começa com um conto FANTÁSTICO que é 1922. O conto é incrivelmente denso e é construído delicadamente. O desenvolvimento dos personagens se dá aos poucos e os mesmos acabam agradando e decepcionando o leitor em diversos momentos. O misto de sentimentos que King me proporcionou me tirou de uma ressaca literária de dois meses e isso me alegrou muito.

O mais interessante de 1922 é que o terror psicológico do livro não é sobrenatural e soa assustadoramente verossímil. Os acontecimentos horripilantes do livro são coisas que poderiam facilmente acontecer em nossa vida real - e, infelizmente, acontece muito - o que causa um sentimento de familiarização esplendidamente tenso.

O final do conto é um espetáculo a parte e as descrições feitas por King deixam qualquer um com água na boca. 1922 se consagrou como meu conto favorito do livro e não foi atoa. LEIAM!
O Gigante do Volante
Esse é um dos contos mais aclamados pelos fãs do King. O conto narra uma clássica história de vingança de uma mulher que sofre abuso sexual e tortura. Apesar de ter achado a história instigante e a personagem principal bastante... Humana! Devo dizer que o conto decepcionou-me na hora de mostrar originalidade e um pouco mais de ousadia.

O começo da história te deixa curioso(a) e a tensão que King submete o leitor vai sendo trabalhada até o aguardado momento clímax. Porém, logo após o tal momento o conto começa a ficar clichê e, apesar de rápido, bastante morno. Entendam: tudo o que King conta já foi explorado várias vezes em outros livros e filmes.

O final não foi tão previsível quanto eu esperava; Em suma, é sim um conto que merece ser lido, mas não vá com expectativas altas demais, pois a vingança da protagonista é um assassinato por inconsequência e não um plano arquitetado meticulosamente, que é o que se espera.
Extensão Justa
De todos os quatro contos, esse foi o que eu menos gostei. O conto é simples e possui uma história, ao contrário do conto anterior, bastante original e bizarra.

A ideia de King em trabalhar com a personificação de um ser maligno ou, dependendo da maneira que é interpretado, imaginário, foi bastante interessante, porém não ganhou o aprofundamento que merecia. O conto é o mais curto do livro e possui apenas 37 páginas, o que mostra claramente o quanto foi corrido.

Senti falta de um maior aprofundamento na personalidade do personagem e a motivação dada pelo mesmo para "se vingar" do melhor amigo foi, em minha concepção, ridícula. Em alguns casos a dramatização em excesso prejudica a obra, mas aqui o o contrário prejudicou o conto: faltou dramatizar. Faltou descrever!
Um Bom Casamento
Esse, sem dúvidas, é o conto mais empolgante e misterioso do livro. O começo já é muito interessante e prepara o leitor para aquilo que virá no final. A personalidade da protagonista foi construída rápida e excelentemente, o que me deixou muito feliz. 

Em nenhum momento o leitor tem tempo para respirar, pois o conto possui acontecimentos e informações pesadas e frenéticas, que dão dinamismo a história. Esse é sim um conto "hollywoodiano", tanto que foi adaptado para o cinema com o mesmo título (ainda não assisti ao filme, mas pretendo).

O final do conto, apesar de chocante, foi satisfatório ao extremo e a mensagem que King quis passar ao seu leitor é recebida com sucesso (hihihi). Um conto incrível!
EDIÇÃO
Suma de Letras como sempre caprichou! O livro está fabuloso. A capa possui uma textura completamente diferente de todas as outras e é toda preta, sem nenhum espaço em branco, o que deixa o livro com a cara ainda mais sombria. A tradução e a revisão do livro também estão impecáveis e todo o trabalho gráfico nas páginas do mesmo é admirável. Parabéns a editora.
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Então foi isso! Espero que tenham gostado da resenha e não deixem de ler esse livro incrível. Bye!

Leituras de Maio

1 de junho de 2015

Eae povo! Tranquilo? Hoje venho contar para vocês o que eu li em Maio. Foram 4 livros no total e, infelizmente, apenas um deles me agradou muito, o restante foi mediano. Confira:

Clique na capa do livro e seja redirecionado a resenha!



Lidos em Maio
Os Goonies - Steven Spielberg

Os Goonies foi uma excelente surpresa pra mim. Eu esperava gostar do livro, mas não tanto quanto gostei. A história, apesar de simples, é lotada de diversão e aventuras caprichosamente clichês. Os personagens inocentes/engraçados fazem o livro ficar irresistível. Leiam!
Meu Inverno em Zerolândia - Paola Predicatori


Estava com esperança de gostar muito deste livro, mas infelizmente me decepcionei. A história começa bem, mas logo depois a frieza do companheiro da protagonista e a previsibilidade do enredo foram me desconectando da história. O livro tem sim seus bons momentos, mas eles não prevalecem e não se destacam em cima dos ruins. Livro mediano!
O Céu é de Verdade - Todd Burpo

O Céu é de Verdade é um livro que surpreende e "sobrevive" a base do que, para muitos, é realidade. O livro basicamente é o relato do pai de um garoto de 4 anos, que diz que seu filho foi ao céu. A história/não-ficção é interessante, mas eu não me convencei de que aquilo foi real. Porém, não sou NADA religioso, portanto, isso com certeza interferiu. O livro levou 2,5 estrelas.
A Herdeira - Kiera Cass

A Herdeira era um dos livros mais esperados por mim este ano, mas... NOSSA! Que decepção; Kiera Cass enrolou muito com a história de Eadlyn - sem contar que a protagonista é uma chata -, o que fez a história ficar monótona. O livro realmente não precisava existir. Os personagens são colocados em situações clichês e mal escritas o tempo todo e a autora não faz esforços para melhorar. 2,5 para o livro.

Foi isso pessoal. Espero que tenham gostado! Beijo e Abraço.















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