Pipoca de Sexta #52 - O Massacre da Serra Elétrica (1974)

29 de maio de 2015

Heey povo! Beleza? Hoje o Pipoca de Sexta está muito especial! Já faz quase 9 anos que eu sou fã de um dos maiores clássicos do terror: O Massacre da Serra Elétrica e, por isso, decidi que estava na hora de compartilhar minha paixão com vocês. Acompanhe-me:

Título: O Massacre da Serra Elétrica
Gênero: Terror
Distribuidora: ///
Ano de Lançamento (Brasil): 1987
Nacionalidade: EUA
Direção: Tobe Hooper

Avaliação:

Trilha Sonora: 5/5
Personagens: 4/5
Obra Completa: 4,5/5






Em 1973, a polícia texana deu como encerrado o caso de um terrível massacre de 33 pessoas provocado por um homem que usava uma máscara feita de pele humana. Nos anos que se seguiram os policiais foram acusados de fazer uma péssima investigação e de terem matado o cara errado. Só que dessa vez, o único sobrevivente do massacre vai contar em detalhes o que realmente aconteceu na deserta estrada do Texas, quando ele e mais 4 amigos estavam indo visitar o seu avô.








RESUMO
5 amigos estão viajando pelo Texas com o objetivo de visitar a casa do avô de um deles. O caminho da casa do avô é complexo e deveras assustador. Durante o trajeto, os cinco amigos acabam dando carona em sua vã para um rapaz nada agradável e depois de serem assustados pelo mesmo, acabando expulsando-o do veículo.

Traumatizados pelo rapaz, eles decidem parar em um posto de gasolina para reabastecer o veículo, porém descobrem que não há gasolina e que o estabelecimento quase não tem nada. Cansados, com medo e bastante desanimados, os amigos resolvem procurar gasolina em casas próximas da região e acabam se deparando com a morte.

Leatherface! Esse é o nome da pessoa que irá estragar a vida de TODOS eles para sempre. Ele e sua inseparável companheira: sua motosserra.
OPINIÃO
Sou suspeito para falar desse inegável clássico. Sou fã de filmes de terror e um dos meus favoritos (senão o favorito) é, sem dúvida nenhuma, O Massacre da Serra Elétrica. O filme redefiniu o gênero e mostrou o quanto o cinema é poderoso na hora de causar algum efeito sobre as pessoas. Até quem não gosta do gênero deveria dar uma chance.


O Massacre da Serra Elétrica já começa irresistível. É muito divertido acompanhar o grupo de amigos (todos irreverentes) em direção a sua inevitável morte. Assim que o grupo da carona ao mochileiro (sem nome definido), a tensão já se instala e a aparente suspeita que acompanhará o espectador até o final do filme já ganha vida. Hooper começa a criar tensão a partir daí e depois não para mais.

O interessante de se analisar um clássico desse porte é perceber a total falta de recursos da época. O filme tem mais de 40 anos e, até hoje, consegue assustar. Os efeitos especiais na época eram escassos, mas mesmo assim o diretor e toda a equipe técnica conseguiram criar um cenário condizente com o enredo, que transpareceu verossimilhança e aumentou ainda mais a tensão sentida pelo espectador.


Demora um pouco até o nosso real protagonista aparecer - o caricato Latherface -, mas após a sua aparição o filme começa a ganhar um ritmo delicioso e o medo começa a assolar o espectador. O modo como a tensão é trabalhada calmamente ajuda muito na hora de assustar e o que mais chama a atenção é que o filme não apela a nudez e, muito menos, a sangue. Isso mesmo! Você verá muito pouco sangue nesse filme. O Massacre da Serra Elétrica é puramente psicológico e metódico.

As atuações de todos os atores são muito boas, principalmente dá irritante, necessária, escandalosa e linda, Sally. A maneira como a atriz trabalha suas feições é inacreditável e impressiona. O restante do elenco está harmônico ao enredo e Gunnar Hansen faz um Latherface assustador.


A ambientação do filme é um poderoso aliado ao terror psicológico construído pelo enredo. A trilha sonora e o jogo de câmera trabaham juntos. São usados "closes" estudados nas feições de Sally, mostrando seus olhos esbugalhados e assustados, aliado de uma música angustiante. Sensacional, né?


O Massacre da Serra Elétrica definiu o gênero do terror, pois é um filme incrivelmente bem trabalhado e completamente novo para a sua época. Seus personagens e ações reverberam até hoje e graças a Latherface é que atualmente conhecemos personagens tão caricatos e medonhos. Um filme espetacular que deve ser assistido por todos aqueles que curtem um cinema de qualidade.
ASSISTA AQUI

A Arte de Viver é Debater #11 - Afinal, o que é literatura?

20 de maio de 2015

Heey pessoal! Tranquilos? Recentemente a declaração de uma escritora muito famosa chocou toda a comunidade literária. Ruth Rocha (Marcelo, martelo, marmelo) declarou que, para ela, Harry Potter não é literatura. E, pensando nisso, decidi debater com vocês o seguinte tema: o que é literatura?

Não se esqueçam de comentar! Vamos debater.


Declarar que algo não é de fato literatura, infelizmente, é muito comum nos dias atuais. Pessoas que se acham, por algum motivo, superiores e até "estudadas" sempre repetem esse discurso preconceituoso e altruísta. Mas será que é correto afirmar tal coisa? O que pode ser considerado literatura? Obras que buscam entreter não podem se enquadrar nessa denominação? Vamos debater!
O que é literatura?
De acordo com o dicionário, a literatura: "Remete para um conjunto de habilidades de ler e escrever de forma correta." Baseado nisso, penso que qualquer livro, independentemente de sua qualidade literária, pode sim ser considerado literatura. O motivo? SÃO CONJUNTO DE PALAVRAS! Não existe como dizer que QUALQUER livro não seja literatura, pois todas eles possuem uma história, um formato e, como o próprio conceito da palavra diz, um conjunto de palavras. O problema, é que a dualidade inexistente entre LITERATURA X QUALIDADE, acaba tomando forma na mente de pessoas que se dizem cultas, mas na verdade, são imperceptivelmente ignorantes.
Obras que buscam entreter são realmente de qualidade inferior?
Por que obras que buscam entreter, são erroneamente julgadas? Escritores como: Nicholas Sparks, J.K.Rowling, Dan Brown e tantos outros, que fazem um enorme sucesso, são julgados descaradamente. Obviamente, não se pode comparar um livro de Kiera Cass com um livro de Machado de Assis - até porque ambos são completamente diferentes -, mas por que dizer que os livros de Kiera possuem uma qualidade inferior? O que é bom pra mim, pode são ser bom para você e vice-versa. Dizer que uma obra é inferior sem ao menos lê-la, é uma generalização deselegante de gênero e mostra que a ignorância deturpa-se em meio a grande massificação de obras consumistas. Julgar é feio e deve ser evitado.
Por que Harry Potter, Querido John, A Culpa é Das Estrelas... é literatura?
Obras que incentivam o consumismo e que possuem estórias relativamente simplistas, podem e devem ser encaixadas  no conceito de literatura. Todo e qualquer tipo de livro - de Cinquenta Tons de Cinza a Divina Comédia - são merecedores de atenção e, podem sim, tocar as pessoas de diferentes formas. Como eu disse anteriormente, julgar é feio e preconceituoso, e toda obra que toque alguém de alguma forma é sim literatura. E afinal, que obra nunca tocou ninguém de uma maneira especial? Reflitam!
Leia o que quiser!
LEIAM GENTE! Apenas, leiam! Ler é excelente, ler é vida e, a partir do momento que alguém se sente coagido a ler qualquer coisa, devido a opiniões alheias preconceituosas, a verdadeira literatura perder sua essência. Então meus amigos, de fato, TUDO é literatura. E, com certeza, tudo o que você lê exerce algum tipo de influência em você, seja ela boa ou ruim; Leiam e sejam felizes!

Foi isso! Espero que tenham gostado do post e compartilhem sua opinião comigo nos comentários. Bye!

Top 5: Séries Favoritas

18 de maio de 2015

Heey pessoal, como vão? Hoje vou falar sobre um assunto que TODOS vocês - ou quase todos - adoram e que é o assunto mais comentado da internet: Séries! SIIIIM. No plural! Espero que gostem, pois vou dar indicações das séries que eu mais gosto na vida. Vem comigo:


5 – Daredevil

Foi difícil selecionar apenas cinco séries e ter que colocar uma delas em último, mas... Demolidor é uma série que TODOS devem assistir, independente se é fã de super heróis ou não. Ela foge do padrão convencional de heróis pelo simples fato de: O HERÓI não enxerga, yeaaah. É uma série MUITO instigante e fácil de entender.


4 – The mentalist

Quem gosta de Sherlock Holmes, provavelmente vai amar The Mentalist. A série consiste em bastantes mistérios. Patrick Jane é um protagonista supercarismático, calculista, durão e inteligente. Todo crime que acontece, o grupo da CBI – qual o Jane faz parte – tem que resolver o caso, mas quem disse que agem como verdadeiros policiais? Patrick usa a mente para descobrir tudo. Sim! Ele mexe com o psicológico das pessoas. Um episódio não é suficiente, quanto mais a série se desenvolve, mais curioso você fica.


3 – Doctor Who

Foi difícil colocar DW em terceiro, mas vocês vão entender quando verem o primeiro e o segundo lugar. Quem gosta de alienígenas e fatos antigos de pessoas como: Charlie Dickens, Kennedy, entre outros, VAI AMAR DOCTOR WHO! Claro que a série é ficção. O protagonista, Doctor, viaja no tempo para acabar com vilões do presente que, acessando o passado, consegue combatê-los. É uma grande mistura do presente, passado e ciências. E o melhor de tudo: A ‘nave’ do Doctor é uma cabine telefônica de policial. Sinistro, não? E ah, não se assustem com a quantidade de Doctors que existem, cada temporada possui um. E vale lembrar que a série é superantiga, foi produzida em 1963.


2 – Supernatural

Supernatural é aquela série que me colocou no mundo do terror. Eu comecei assisti-la quando tinha apenas sete anos. Sempre gostei desse mundo de lendas urbanas, com a chegada de Supernatural fiquei mais viciada ainda. A série não trata apenas disso. Tem bastantes lições sobre a vida, a importância da família e da união. Sam e Dean vão ser meus irmãos preferidos para o resto da vida (depois de Ross e Monica).


1 – Friends

Sou uma grande amante de Friends, nada mais merecedor do que ficar em primeiro lugar. Quando Friends chegou ao fim, eu tinha seis anos de idade, peguei a série em meados de 2006 – oito anos – então eu já sabia que teria fim. Assisti todas as temporadas em semanas, e não foi suficiente. Sempre quando passa na TV vou correndo assistir, e quando to de mal com a vida faço o mesmo. Friends é aquela série de comédia, com protagonistas inesquecíveis. Além disso, eu tenho um pouquinho de cada personagem dentro de mim. Eu suuuuuuuuuuper recomendo.


Foi isso pessoal. Espero que tenham gostado. Bye!

Music Life #11 - California Dreamin, Invisible e Photograph

13 de maio de 2015

Oi pessoal, como vão? Hoje é dia de tuts tuts, hehe! Selecionei as músicas que mais escutei recentemente e acredito que vão gostar também. Let’s go:

Musicas citadas na coluna de hoje: California Dreamin, Invisible, Photograph.


California Dreamin – SIA 

Sia fez uma versão da música California Dreamin para o filme “San Andreas” e claro, na voz dessa talentosa cantora, a versão ficou P E R F E I T A! É uma música calma e o refrão é arrebatador. Não consigo parar de escutar!

Invisible – Skylar Grey 

Apesar de ter feito feat com alguns rappers – inclusive eminem -, Skylar só ficou conhecida depois do filme 50 tons de cinza, onde sua música: I know you é tocada. Conheci Invisible através de um post do Gabs e apaixonei-me. É o tipo de musica para escutar no canto do quarto e cortar os pulsos.

Photograph – Ed Sheeran 

Sou apaixonadíssima pelo Ed Sheeran. Além de ser fofo, sempre faz músicas lindas e sensíveis. Ed é Rei em tocar no fundo do coração com suas letras. O clipe de Photograph trouxe vídeos de sua infância e do início de sua carreira como cantor, quando ainda era criança. É impossível assistir e não ficar boba com a fofura dele.


Então é isso, beijos e até a próxima <3.

Resenha: Meu Inverno em Zerolândia - Paola Predicatori

11 de maio de 2015

Hey Pessoal. Como estão? A resenha de hoje é sobre um livro que é um pouco diferente dos YA convencionais. O livro é introspectivo e profundo, porém, falha na hora de aplicar isso aos personagens. Olha só:

Título: Meu Inverno em Zerolândia
Título Original: Il Mio Inverno a Zerolândia
Páginas: 184
Autor(a): Paola Predicatori
Editora: Suma de Letras
Ano de Publicação: 2014

Avaliação:

Capa: 5/5
Diagramação: 4/5
Obra Completa: 3/5



Romance de estreia da italiana Paola Predicatori, Meu inverno em Zerolândia é a história de uma perda, da vida escolar conturbada e dos caminhos desajeitados e incertos que o amor pode tomar. Alessandra tem 17 anos quando sua mãe morre. Sua dor é como uma redoma e quando retorna à escola, se afasta dos amigos e vai sentar junto a Gabriel, conhecido como Zero, a nulidade da turma. Deseja apenas ser ignorada, como acontece com ele. Zero, porém, é mais interessante do que parece. Em sua falsa indiferença, é atento e sensível. É ele quem socorre Alessandra, aparecendo inesperadamente ao seu lado quando ela precisa de ajuda. Viram um par: Zero e Zeta. Aos poucos, um sentimento indefinível ganha forma entre as paredes da classe e a praia de inverno, surgindo uma história delicada e forte que mudará para sempre a vida desse casal de adolescentes. De maneira realista, Meu inverno em Zerolândia mostra a juventude italiana e seu cotidiano, em uma história dura e envolvente, capaz de mostrar que a soma de dois zeros não é zero, mas sim dois.


RESUMO
Alessandra tem 17 anos e como toda adolescente dessa idade, a jovem exala curiosidade e confusão com a vida. Uma tragédia acontece em sua família: sua mãe morre. A jovem fica devastada emocionalmente e passa a perder toda a esperança na vida. Na escola, ela tenta se isolar de tudo e de todos, mas acaba esbarrando com Zero (Gabriel), o menino mais estranho da escola. Estranho, mas interessante.

Alessandra passa a se aproximar de Zero aos poucos e ve nele alguém em que pode confiar. O jovem é introspectivo e deveras apático, e de acordo com a própria jovem, os dois dão super certo, pois são iguais. Ambos vivem em Zerolândia! Zeta e Zero. O casal.

Ao longo do tempo a relação entre eles vai ficando mais forte, assim como as fofocas e piadas de mau gosto envolvendo os dois. O sentimento está crescendo e, com ele, a confusão. Será que ficarão juntos? Conseguirão vencer os obstáculos que os aguardam? Como Alessandra continuára lidando com a morte de sua mãe?
OPINIÃO
Ultimamente venho procurando livros YA que fogem um pouco da fórmula convencional desse tipo de gênero. Vi em "Meu inverno em Zerolândia" a aparente quebra dessa fórmula, por isso, solicitei-o com a editora. Realmente, o livro é diferente, mas não tanto quanto eu pensava.

O livro se inicia já com as lamúrias da personagem principal. Ela perdeu sua mãe e essa saudade da mesma é narrada de maneira delicada e poética. Me encantei logo de início e minhas expectativas com o restante do livro aumentaram, porém, depois da introdução de Alessandra, a história começou a se perder. Motivo? Gabriel!

“Eu o invejo por aquela coisa que ele sabe fazer tão bem e que no entanto não exibe nunca, não explora nunca, por aquele seu talento que esconde nas mãos fechadas e metidas nos bolsos do casaco de 15 euros”.

O livro, quase todo, gira em torno do romance entre os dois - o título faz alusão a esse romance- e confesso que achei o mesmo um pouco fraco e até fresco. Gabriel é chato e egoísta e suas motivações e rancores não são bem expostas ao longo do livro e Alessandra muda totalmente sua personalidade quando está de frente para o jovem. Ela fica submissa e isso não soou bem. O romance entre os dois até tinha potencial, mas acabou perdendo-se no meio do caminho. O que é grave, já que a história, quase toda, gira em torno do mesmo.

O desenvolvimento dos personagens não ficou ruim, mas senti falta de conhecer mais a avó de Alessandra. Ela está no livro apenas para complementar a família da jovem e, infelizmente, mal lemos um diálogo entre as duas. É uma personagem, que se não estivesse no livro, não faria falta. Isso me incomodou bastante!

“Sofrer é também um modo de amar você, e eu agora sei quanto te amei, e só o sei quando me sinto assim. Talvez seja uma estupidez pensar desse jeito, mas às vezes acho que com a felicidade não se aprende nada”.

Por mais que o livro seja cheio de defeitos, não posso deixar de elogiar a escrita de Paola. Ela tem um jeito poético e lírico de escrever que me fez mergulhar na história, mesmo que ela não estivesse tão interessante assim. O modo como ela narra os ambientes e os sentimento dos personagens é extremamente verossímil e conseguiu arrancar suspiros de mim. Excelente narrativa!

"Morre-se também assim, acho: não se usam mais certos objetos, não se entra mais em certos aposentos. Aprisionamos o passado para que ele não nos alcance mais com o peso das lembranças."

Alessandra quase ganhou minha simpatia, mas não conseguiu. Ela é muito sonsa! Sei que é rude falar dessa maneira, mas não há outra explicação para as atitudes e decisões da personagem. Algumas são tão clichês, que fiquei com vontade de esmurrá-la e mandá-la acordar. É inacreditável, também, a conveniência forçada dos fatos. A autora poderia ter feito com que tudo soasse mais natural.

Suma de Letras arrasou na edição! Não poderia existir uma capa melhor para esse livro, sem contar na diagramação muito bem estruturada. Encontrei alguns erros bobos no decorrer do livro que em desanimaram um pouco, mas nada incrivelmente apelador. Em suma (*ba dum ts*) é uma edição muito bela.

“Não se pode decidir quando parar de amar alguém, nem por quem se apaixonar.”

Meu Inverno em Zerolândia é profundo, mas confuso. O romance central foi mal desenvolvido e a falta de carisma dos personagens esfriou tudo ainda mais. A conveniência dos fatos deixou a história mais clichê e, também, desinteressante e aumentou minha antipatia por Gabriel; Alguns momentos do livro são impagáveis e a narrativa da autora é linda. Esse é um livro 8 ou 80. Recomendo que leia e tira sua conclusão sobre.

Beijo e Abraço!

Resenha: Da Ordem ao Caos - Elizabeth Laban

6 de maio de 2015

Oi leitores, tudo bem? Hoje trago a resenha de um livro YA que gostei BASTANTE. E quando digo bastante, realmente foi uma super leitura. Venha conferir:

Título: Da ordem ao caos
Título Original:  The tragedy paper
Páginas: 317
Autor: Elizabeth Laban
Editora: Farol literário
Gênero: YA
Ano de Publicação: 2015

Avaliação:

Capa: 5/5
Diagramação: 
5/5
Obra Completa: 
4.5/5





Duncan é o aluno terceiranista do Colégio Irving que ficou justo no quarto do ex-aluno albino da escola, Tim - o garoto que se envolveu em um episódio obscuro para o qual havia muitas perguntas e poucas respostas -. Ao entrar em seu novo quarto, Duncan encontra uma pilha de CDs que o ex-aluno lhe deixou com revelações do passado nebuloso e que o levará para uma jornada em seus próprios conflitos, fazendo diversas relações com o tradicional trabalho de conclusão do ensino médio do colégio, o ensaio sobre a tragédia







RESUMO
O colégio Irving possui uma tradição: Os novos “terceiranistas” ficam com um quarto só para eles mesmos e o último usuário do quarto deve deixar um “tesouro” para o novo ocupante achar.

Ducan é um garoto nada popular. Quando chegou ao colégio, precisou encontrar seu quarto, e quando o encontrou descobriu que era do antigo aluno albino da Irving, o Tim – garoto misterioso que mudou a história do colégio tragicamente-. Além disto, o quarto era pequeno e ficava no fim do corredor, longe de qualquer pessoa ou lugar.

Tim deixara um CD como “tesouro” para Ducan. Mas as perguntas foram: Quem, em pelo século XXI, ainda escuta CD? E qual o motivo disso? Ao ler a carta que estava ao lado dos CDS, Ducan descobriu que precisava ouvi-los para entender o que realmente ocorreu no pior dia do colégio Irving. 
OPINIÃO
Da ordem ao caos é o primeiro livro da autora Elizabeth, e garanto: ela leva jeito. Ao ler a premissa do livro, pensei que seria do estilo “Os 13 porquês” ou “A playlist de Hayden” por se tratar de assuntos parecidos que, no caso, seria contar a estória através de playlist’s ou CD’s. Porém, enganei-me totalmente. A autora conseguiu construir um enredo único, com personagens e ambientes únicos.

 “Hoje vejo que, em muitos aspectos, o lugar onde minha história começa é, na verdade, o final de tantas outras coisas.”

Laban retomou algumas de suas experiências da época do colegial, então foi algo totalmente natural. Ela viveu o que escreveu e conseguiu que vivêssemos também. Uma incógnita fica no ar: A ordem leva ao caos? O Caos leva a ordem? Leiam e tirem suas próprias conclusões.

Ducan é um personagem que me apaixonei a partir da primeira fala. Além de ser quieto, é super prestativo e atencioso. É leal com seus amigos e apesar de ter se afastado de sua ex-namorada por uns meses, ainda a ama de um jeito totalmente fofo. Apeguei-me demais a ele. Ele começou sendo o “coitadinho” da estória, onde ficou com o pior quarto, mas terminou sendo o herói.

Tim, literalmente é o coitadinho. Ele autodenomina-se como um monstro pelo fato de ser albino. Apesar de transparecer ser um personagem bobo, Tim apresenta características fortes e carrega a culpa da tragédia que ocorreu no colégio Irving.

“O que você pensou da primeira vez que me viu? Já tinha visto outros albinos? Voltou correndo para seu quarto, como imagino que as pessoas façam, para dar uma pesquisada rápida e descobrir qual era a causa e se era ou não contagioso?”

Elizabeth apresenta-nos uma escrita breve, fácil e gostosa. Apesar do início maçante e alguns momentos monótonos, ela sabe muito bem como despertar sentimentos nos leitores.

No decorrer da estória, senti que a autora fez uma crítica a todos que agem por opressão na sociedade, ou seja, aqueles que querem ser o que a sociedade impõe. Um exemplo: as “patricinhas”, que julgam meninas que não são do mesmo estilo, e os “bad boys” que julgam outros meninos que aderem ao próprio estilo. Ao lê-lo, tirei várias experiências para mim, e no final fiquei pensando se não sou vítima dessa opressão.

A construção dos anti-heróis foi muito bem feita. Eles apareceram mais em momentos de ação do que de bolar um plano para acabar com Ducan. O que achei mais instigante foi que, apesar de Tim não estar fisicamente presente na estória - e sim através dos CDS’s - consegui sentir a presença dele.

O clímax criado por Elizabeth foi sensacional. Ela deixou um mistério enorme, prendeu o leitor até o fim do livro para descobrir o que realmente aconteceu entre Tim e Ducan. O motivo que levou o colégio a ter um dia catastrófico, e o destino de cada um foi algo muito bem pensado.

“Olhou para sua escrivaninha, onde repousava a pilha de CD’s. Não tinha comido nada, não solucionara nenhum mistério.”

O desfecho casou com o início e deu vontade de ler mais e mais. Eu ainda não recuperei meus sentimentos ao terminá-lo. Espero que a autora faça mais livros sobre o mesmo assunto e aperfeiçoe o talento que tem.

A edição está demasiadamente linda! A capa é preta com uns detalhes cinza. Há um menino usando fone de ouvido – tudo a ver com a estória -. A diagramação e fonte estão na medida certa. Todo leitor precisa desse livro e dessa edição.

Da ordem ao caos é emocionante, denso e sensível. Dêem uma chance ao inicio maçante, parece que o livro vai apenas abordar um item, mas ele acaba surpreendendo do nada. Eu super recomendo a leitura.

Leituras de Abril

4 de maio de 2015

Heey pessoas. Beleza? Hoje vou contar para vocês o que foi que eu li de bom em Abril e, ao mesmo tempo, compartilhar a minha vergonha de ter lido apenas três livros esse mês. Pois é ... O negócio foi feio. Confere ai:

Clique na capa do livro e seja redirecionado para a resenha do mesmo!

Lidos em Abril:
Anexos – Rainbow Rowell

Anexos foi uma ótima surpresa. O livro começou lento e, justamente por isso, cheguei a pensar que ele não daria certo comigo, porém a medida que a história foi se desenvolvendo, o meu gosto pela obra aprimorou-se. No final, o livro levou 4,5 estrelas e quase entrou para a lista dos favoritos. Recomendo!

Passarinho – Crystal Chan


Passarinho também foi uma surpresa. O livro tem uma carga emocional gigantesca e mescla muito bem o drama com o humor negro. Em alguns momentos estranhei um pouco a narrativa da autora e os adendos religiosos constantes na história me desmotivaram da leitura, mas o livro ainda sim é grandioso. Em breve resenha!

Fahrenheit 451 – Ray Bradbury


Como não amar? Me encantei com a escrita de Ray e, além disso, tudo o que a história passou a mim encheu-me de filosofia. Ainda não estou preparado para escrever uma resenha que faça jus a grandiosidade deste livro, mas em breve prometo que tentarei. Até lá, leiam!

Pois é ... Li apenas três livros em Abril. Sabe aquele mês que você está desmotivado a ler? Então! Mas, ok, vou tentar contornar isso nesse mês de Maio; E vocês, leram muito em Abril? Beijos e Abraços!

Resenha: Sobre a Escrita - Stephen King

1 de maio de 2015

Oi gente! Hoje irei resenhar mais um livro do mestre do terror, mas dessa vez a temática do livro é diferente. Vou falar sobre: Sobre a Escrita. Confira:

Título: Sobre a escrita
Título Original: On Writing
Páginas: 255
Autor: Stephen King
Editora: Objetiva
Gênero: Biografia
Ano de Publicação: 2015

Avaliação:


Capa: 5/5
Diagramação: 5/5
Obra Completa: 5/5







O livro é considerado por muitos uma autobiografia do King e os leitores terão a oportunidade de mergulhar um pouco na vida pessoal dele (como, por exemplo, o acidente que quase o matou em 1999) e conhecer também como funciona seu processo de escrita.










RESUMO

Sobre a escrita traz uma visão prática da profissão de escritor, incluindo as ferramentas básicas que todo aspirante a autor deve possuir. O resultado é uma aula singular sobre o ato de escrever. Um dos maiores autores de nosso tempo nos ensina como construir personagens e desenvolver tramas.

Para aqueles que estão pensando em escrever seu primeiro livro, Sobre a escrita é uma ótima ajuda. Os fãs de King podem esperar mais do que só conselhos sobre a escrita, pois o livro traz relatos sobre sua vida pessoal e seu acidente em 99 – que quase o matou -.

OPINÃO

Sou suspeita para falar sobre qualquer livro do King porque sou uma grande fã, mas, nesta resenha, trago minha mais sincera opinião. Nunca aprendi tanto sobre a escrita quanto neste livro. King traz ferramentas de como escrever melhor e tornar-se um grande escritor. Claro que, ele não faz, e sim “forma”. Porque como ele diz: “Para ser escritor, a pessoa tem que vir com algumas peças de fabricação.”

“Acredito que muitas pessoas têm pelo menos algum talento para escrever ou contar histórias, e esse talento pode ser fortalecido e afiado. Se eu não acreditasse nisso, escrever um livro como este seria perda de tempo.”

Logo de inicio deparei-me com relatos sobre sua infância, isso foi uma grande entrada para prender-me ao enredo. Ao narrar suas memórias, mostrou seu talento e coragem que vem desde pequeno. Isso encoraja o leitor a seguir em frente.

Stephen trouxe uma escrita totalmente detalhada, breve e compreensível com uma imaginação poderosa. Ele sabe muito bem como despertar empatia nos leitores. Os conselhos que dá aos escritores – que querem ser – são realista, práticos e intensos.
O que mais gostei foi o fato de Stephen conversar com o leitor por meio da escrita. É como se ele fosse a voz que você deve seguir para desenvolver algo novo e bom.

“Se Você quer ser escritor, existem duas coisas a fazer, acima de todas as outras: ler muito escrever muito. Que eu saiba, não há como fugir dessas duas coisas, não há atalho.”

Além disto, ele traz relatos sobre sua vida pessoal, tais como: a história sobre seu pai ter fugido por causa de dividas, doenças que sofrera durante a infância. Fala sobre as editoras que recusaram seus textos – e induz o futuro escritor a lidar com isso -. E o mais importante: Conta como foi o acidente que sofrera em 1999 – que quase o matou – e mostra como a escrita foi importante para sua recuperação.

“A escrita não é para fazer dinheiro, ficar famoso, transar, ou fazer amigos. No fim das contas, a escrita é para enriquecer a vida daqueles que lêem seu trabalho, e também para enriquecer sua vida. A escrita é para despertar, melhorar e superar.”

Sobre a escrita é envolvente e prazeroso. Uma aula bem apaixonante sobre a escrita e ensinamentos sobre relacionar-se com o mundo da literatura. O livro é bem trabalhado e possui uma narrativa super carismática. SUPER RECOMENDO!

A edição está maravilhosa. Capa preta com um pequeno tom verde e ilustrada com o King escrevendo. Ficou bem “sombria”. A diagramação e fonte estão na medida certa e os rodapés são bem interessantes. Suma caprichou, novamente!

Beijos e até a próxima <3















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