Resenha: A Lista de Brett - Lori Nelson Spielman

30 de março de 2015

Oiii povo. Tudo bem? Estou aqui hoje pra contar pra vocês a minha experiência com um livro que mexeu bastante comigo e me ajudou a refletir sobre muita coisa. Espero que vocês curtam a resenha!

Título: A Lista de Brett
Título Original: The Life List
Páginas: 364
Autor(a): Lori Nelson Spielman
Editora: Verus Editora
Gênero: Chick-Lit
Ano de Publicação: 2014

Avaliação:

Capa: 5/5
Diagramação: 5/5
Obra Completa: 4/5





Brett Bohlinger parece ter tudo na vida — um ótimo emprego como executiva de publicidade, um namorado lindo e um loft moderno e espaçoso. Até que sua adorada mãe morre e deixa no testamento uma ordem: para receber sua parte na gorda herança, Brett precisa completar a lista de sonhos que escreveu quando era uma ingênua adolescente. Deprimida e de luto, Brett não consegue entender a decisão de sua mãe — seus desejos adolescentes não têm nada a ver com suas ambições de agora, aos trinta e quatro anos. Alguns itens da lista exigiriam que ela reinventasse sua vida inteira. Outros parecem mesmo impossíveis. Com relutância, Brett embarca numa jornada emocionante em busca de seus sonhos de adolescência. E vai descobrir que, às vezes, os melhores presentes da vida se encontram nos lugares mais inesperados.




RESUMO
Brett Bohlinger tem uma vida aparentemente perfeita. Ela é diretora de marketing de uma empresa de cosméticos bem sucedida, empresa essa que tem como proprietária sua doce mãe, Elizabeth Bohlinger. Até que sua amada mãe acaba falecendo e destrói por completo a estabilidade da vida de Brett. Chega o momento de ler o testamento, mas Brett já sabe que sua mãe deixou a empresa em seu domínio, porém ela acaba sendo surpreendida. A empresa não pertence a ela e também foi deixado uma ordem de sua mãe no testamento: Brett poderá receber sua herança, logo após cumprir as metas de sua lista de sonhos; Detalhe: lista escrita quando ela era adolescente.

Abalada pela decisão da mãe, até aquele momento, sem sentido, Brett faz de tudo para reaver com o advogado, o Dr.Midar, a decisão da mãe, mas os esforços dela são em vão e, a partir daí, Brett percebe que o único jeito de conseguir sua herança será cumprindo a lista. O problema? Como ela arrumará um noivo e um filho em apenas um ano?

Desmotivada, porém, curiosa, a jovem iniciar seu trajeto aos sonhos e descobre que, no fundo, sua mãe estava com a razão. Brett começa a descobrir um novo mundo de possibilidades e percebe que a felicidade pode estar no local mais humilde e na parte mais escondida. 
OPINIÃO
Encantei-me com A Lista de Brett a partir do momento em que bati o olho em sua capa maravilhosa. Como curioso que sou, logo dei um jeito de comprar o livro e, finalmente, consegui lê-lo. Agora que terminei a leitura, já posso dizer para vocês que NÃO me decepcionei e aprendi muito com esse livro. Ahh, chorei no final (hehehe).

A ideia inicial do livro não é algo novo, e, muito menos, excluso de clichês, mas tenho orgulho de dizer que Spielman conseguiu livrar o foco de seu livro dessa característica tão comum e desenvolveu algo que valeu a pena ser lido. Achei deverás interessante a maneira como tudo é apresentado para Brett e me identifiquei muito com a personagem. Pense você: sua mãe milionária morre e deixa a empresa pra sua nora, e coloca no testamento que você só poderá receber a herança caso cumpra uma lista de sonhos que você escreveu quando ainda era uma criança. Brett ficou puta! E, logicamente, eu também ficaria. 

"- É verdade. Sou uma pessoa de muita sorte. Mas há um limite para o que as fadas madrinhas podem fazer. Eu acho que cada um tem o poder de realizar os próprios desejos. Só precisamos encontrar coragem para isso."

O interessante no livro é que as coisas não acontecem rápido demais, ao contrário, tudo se desenvolve lenta e descritivamente. A autora me surpreendeu com sua narrativa descritiva e bem montada, porque eu não esperava isso de um chick-lit, mas como eu digo, existem mais de uma Marian Keyes por aí (hehehe).

A Lista de Brett, apesar de ser um livro com mil qualidades, logicamente, possui alguns defeitos e, infelizmente, o defeito do livro me fez descontar 1 estrela do mesmo. Achei alguns acontecimentos incrivelmente inverossímeis! Tudo bem, eu concordo com algumas atitudes tomadas pela protagonista, mas algumas delas soavam absurdas até mesmo para a ficção e isso é bem grave. Tive problemas também para engajar na leitura. Consegui pegar o livro e termina-lo de vez, só a partir da página 100.

"-Não quero metas, mãe; Eu mudei. 
O sr. Midar lê: 
É claro que você mudou.
Arranco a carta da mão dele.
-Ela disse isso mesmo?"

O interessante sobre o livro é que mesmo tendo um “plot” extremamente clichê a autora conseguiu sair da zona de conforto. O livro tinha tudo para ser engraçadinho e esquecível, porém, consegue ultrapassar essa barreira. Comédia não corresponde nem a 10% do livro. Lori foca no drama e, principalmente - em determinada parte do livro – o drama da adoção e seu respectivo preconceito. EU CHOREI! Confesso! Não tenho vergonha. As cenas criadas pela autora foram fenomenais, tão boas que eu adentrei o “mundo” de Brett e atingi um nível de concentração estratosférico. Pois é... UAU!

Os personagens são parte importante da história, mas poucos deles são fundamentais. Brett é o foco, porém, a autora desenvolveu o restante da “turma” com maestria. Essa malemolência da autora é muito gostosa de acompanhar e é até interessante (dado que é seu livro de estreia). 

“Você crítica a sua mãe, mas não é nem um pouco diferente. Você quer realizar aqueles desejos, eu sei que quer, mas tem medo demais de assumir os riscos. Vá fazer aqueles sonhos se tornarem realidade, B.B. Faça acontecer! Agora!”

Não tenho o que dizer sobre a edição feita pela Galera. Está impecável! Capa, diagramação, revisão, espaçamento, folhas e todos os elementos correspondentes ao livro estão minuciosamente caprichados. Parabéns a editora.

A Lista De Brett é um livro com um final lindíssimo e um desenvolvimento de dar inveja. É um pouco arrastado no início e soa inverossímil em muitas de suas cenas, mas de tão bom, esse erro é quase desconsiderado.  Lori Nelson mostrou a que veio e honrou o elogio de Sarah Addison Allen feito na capa. RECOMENDO!

[Top 5] - Clássicos Que Pretendo Ler Esse Ano

28 de março de 2015

Heey pessoal. Beleza? Bem, hoje irei contar para vocês quais são os clássicos que eu pretendo (quero MUITO) ler em 2015. Por que disso? Percebi que estava muito preso aos YA e, que preciso ler coisas mais “apropriadas”.

PS: Não se esqueçam de votar na enquete do lado!


O Que Pretendo Ler:
Fahrenheit 451 - Ray Bradbury

Tenho certeza que todos vocês conhecem essa obra. Sem dúvida, é um dos clássicos que mais tenho interesse em ler. A premissa do livro é incrivelmente interessante, além de ser uma distopia antiga.
Os Miseráveis - Victor Hugo 

Preciso dizer algo? Estou LOUCO por Os Miseráveis. Victor Hugo construiu uma obra elogiada em todo o mundo, que já foi adaptada para todos os meios já conhecidos da arte. É uma prioridade minha e, sem dúvida, irei lê-lo ainda esse ano.
Crime e Castigo - Fiódor Dostoiévski

Dostoiévski é reconhecido em todo o mundo pelo seu jeito dramático e talentoso de desenvolver os personagens. A história de Raskólnikov  é extremamente elogiada o que me aguça a curiosidade. PRECISO!
O Morro dos Ventos Uivantes - Emily Bronte

Por mais que eu não goste de romance, quero muito ler O Morro dos Ventos Uivantes. Esse grande clássico da literatura é conhecido e adorado no mundo todo e não falta pra eu lê-lo. Já tenho o livro, só falta a coragem.
Grande Sertão: Veredas - João Guimarães Rosa

O clássico brasileiro que chama mais minha atenção é Grande Sertão: Veredas. Meu professor de literatura adora o livro e vive puxando minha orelha por ainda não ter o lido, mas isso vai mudar. Estou com planos de lê-lo até Agosto.

Foi isso. Espero que tenham gostado. Beijo e Abraço!

Resenha: Quarto - Emma Donoghue

23 de março de 2015


Heey povo. Tranquilo? Hoje a resenha é de um livro deverás polêmico e também não tão conhecido, mas que tem muito a oferecer e mostrar ao leitor. E, além disso, vai virar filme. Acompanhe-me!

Título: Quarto 
Título Original: Room
Páginas: 350
Autor(a): Emma Donoghue
Editora: Verus
Gênero: Drama
Ano de Publicação: 2011

Avaliação:

Capa: 4/5
Diagramação: 4/5
Obra Completa: 3,5/5

CONTEM PEQUENOS SPOILERS





Para Jack, um esperto menino de 5 anos, o quarto é o único mundo que conhece. É onde ele nasceu e cresceu, e onde vive com sua mãe, enquanto eles aprendem, lêem, comem, dormem e brincam. À noite, sua mãe o fecha em segurança no guarda-roupa, onde ele deve estar dormindo quando o velho Nick vem visitá-la. O quarto é a casa de Jack, mas, para sua mãe, é a prisão onde o velho Nick a mantém há sete anos. Com determinação, criatividade e um imenso amor maternal, a mãe criou ali uma vida para Jack. Mas ela sabe que isso não é suficiente, para nenhum dos dois. Então, ela elabora um ousado plano de fuga, que conta com a bravura de seu filho e com uma boa dose de sorte. O que ela não percebe, porém, é como está despreparada para fazer o plano funcionar.



RESUMO
Jack é um garoto inocente como qualquer outro, porém ele realmente não sabe de absolutamente NADA. O motivo? Jack tem cinco anos e nunca saiu do Quarto. Sim, jamais teve contato com o mundo exterior. O garoto vive com sua mãe – que o livro todo só é chamada de mãe – e ambos estão ali, pois a mãe de Jack foi sequestrada quando era mais nova e desde então está sendo mantida em cativeiro.

A vida de Jack é boa, mas o garoto é curioso e anseia cada dia mais para descobrir o que está do lado de fora. Sua mãe prefere não contar a ele, até porque o garoto custa acreditar e muito menos entender o que a mesma tenta dizer a ele. Tudo está muito bom, até porque todo domingo o “Velho Nick” – seu sequestrador – traz tudo o que ele precisa.

Cansada dessa situação e desesperada pela liberdade, a mãe de Jack elabora um plano para escapar daquele cativeiro. Plano esse completamente arriscado e fora dos padrões. Será que irão conseguir realizá-lo? E a vida lá fora? Irão se adaptar ou não?
OPINIÃO
Quarto possui uma premissa instigante e chama a atenção de cara. Assim que coloquei as mãos no livro já adentrei no mundo criado por Emma Donoghue. Minha curiosidade alcançava níveis estratosféricos e o medo de uma decepção futura era grande.  Depois da leitura, posso dizer que Quarto é: memorável, cansativo, revoltante e cinematográfico.

Quarto é narrado em 1° pessoa por Jack, uma criança de apenas 5 anos. Isso na mão de uma pessoa sem talento poderia ter sido um desastre, mas Donoghue provou que talento ela tem de sobra e deu um show na caracterização da narrativa. Jack é incrível! Sua ingenuidade e sua pureza são admiráveis e completamente verossímeis ao contexto do livro. O amadurecimento do personagem, à medida que a narrativa vai se desenvolvendo e, obviamente, ficando mais obscura, é assustadoramente bem planejado. Esse é o tipo de livro que você sabe que demorou muito tempo para ser finalizado. E, por mais que o início seja um pouco arrastado e que o leitor demore ambientar-se em tudo aquilo, com certeza vale a pena a experiência.

"O Lá Fora tem tudo. Agora, toda vez que eu penso numa coisa, como esquis ou fogos de artifícios ou ilhas ou elevadores ou ioiôs, tenho que lembrar que eles são reais, acontecem todos juntos de verdade no Lá Fora. Isso deixa minha cabeça cansada. E as pessoas também, bombeiros, professores, ladrões, bebês, santos, jogadores de futebol e gente de todo tipo, eles todos estão mesmo no Lá Fora. Mas eu não estou lá, eu e a Mãe, nós somos os únicos que não estão lá. Será que ainda somos reais?"

Em um livro com a temática de Quarto, já é pressuposto e até esperado pelo leitor um “serial killer” ou um sequestrador impiedoso por trás de tudo. E realmente, há sim um sequestrador e ele é citado, mas em NENHUMA parte nós somos diretamente apresentados a ele e suas atrocidades. Achei esse fator determinante e imprescindível para avaliar o livro. Foi genial deixar o sequestrador de lado e mostrar ao leitor que a tangente não  é importante e sim o rumo que Jack e sua mãe irão escolher daqui pra frente. Não basta ter um narrador criança para se suavizar e conduzir uma narrativa tranquilamente, também é necessário experiência e avidez.

É estranho dizer isto, mas houve diversos momentos no livro que eu dei altas gargalhadas. E não, não tinha graça nenhuma. A autora consegue fazer o leitor rir da desgraça alheia e coloca Jack em cada situação... Meu deus! Porém, é interessante ver como nossa conexão com o personagem é criada e isso mostra, mais uma vez, o modo como à narrativa foi bem construída. Mas ai, a partir do momento em que o ambiente inicial é abandonado, a narrativa perdeu-se severamente.

"- Por que a nota de cinco é mais grandona que a de dez, se ela é de cinco?
- É assim que é.
Até a de um centavo é maior que a de dez, acho que o assim que é é burro."

O 1° ato após um acontecimento – divisor de águas na narrativa – é incrível. O modo como à autora descreveu tudo na visão de Jack é espetacular. Uma tensão esmagadora é aplicada sobre o leitor. Eu fiquei com dificuldade para respirar ao longo do decorrer da cena, e isso meus amigos, deve ser valorizado e ressaltado. Ela fez com que um hidrante parece-se incrível e ameaçador ao mesmo tempo. UM HIDRANTE! A lição de que o desconhecido pode ser perigoso é amplamente aplicada na situação e ao decorrer da mesma é possível perceber como o psicológico de Jack é despreparado para tudo aquilo. É cruel, mas genial! 

Até entanto, a figura da mãe era vista de maneira superficial, mas após um acontecimento X, o foco é todo redirecionado para ela e seus sentimentos. Foi aí que a autora pecou! A mãe de Jack foi incrivelmente egoísta e suas atitudes não fizeram sentido algum. Depois de passar por inúmeras dificuldades e adventos, quando ela finalmente consegue algo bom, faz – com o perdão da palavra – uma merda tão grande, que desamina quem lê facilmente. Odiei esse lado da mãe de Jack e, infelizmente, não foi só isso.

"... ele é como um recém-nascido em muitos aspectos, apesar da aceleração notável no desenvolvimento numérico e da leitura e escrita -ele estava dizendo à Mãe. Escutei com muita atenção, porque o ele era eu - Além das questões de imunidade, é provável que haja desafios, vejamos, nas áreas de adaptação social, é óbvio, de modulação sensorial, que consiste em filtrar e selecionar todos os estímulos com que ele é bombardeado, além de dificuldades com percepção espacial..."

Tudo bem, eu sei que a autora quis explorar as descobertas de Jack e o modo como tudo era incrível para ele, mas o livro começou a ficar monótono a partir deste momento. Talvez, Donoghue tenha esquecido, de que o que era incrível para Jack, era extremamente comum e sem importância para nós. Então, ela deveria ter medido as doses de “descobertas” e ter puxado mais o lado moral da coisa, mas fez o inverso. Isso quebrou o ritmo do livro. A narrativa, antes moldada magistralmente, começou a se quebrar por pequenos descuidos. 

Depois de tudo desenvolvido e já familiar ao leitor, chegou o momento mais tenso do livro. O final! Eu confesso que esperava um pouco mais do final, porém eu gostei do mesmo e não posso dizer que faria diferente, pois é verossímil e nem sempre a verossimilhança agrada-nos. Não é mesmo? Talvez, alguns diálogos e um estudo maior em cima de tudo aquilo tivesse me conquistado mais, porém, eu aceito tudo o que li.

"No Quarto, eu e a Mãe tínhamos tempo pra tudo. Acho que o tempo é espalhado muito fino em cima do mundo todo, feito manteiga, nas ruas e nas casas e nas pracinhas e nas lojas, por isso só tem um tiquinho de tempo espalhado em cada lugar, e aí todo mundo tem que correr pro pedaço seguinte."

O ponto mais alto do livro, sem dúvida, foi à metáfora produzida pela autora em cima da figura enigmática do Quarto. O leitor mais atento perceberá, ao longo do tempo, o que tudo aquilo na verdade significa e verá que o personagem principal da história, não é Jack, é o Quarto! A filosofia aplicada nesse contexto foi mesmo magnífica e rendeu muita discussão minha com meus amigos – que também leram o livro -. Foi ótimo!

Gostei bastante da edição desenvolvida pela Verus. A capa é simplista e consegue registrar bem o Quarto descrito no livro, pois a grandeza está nos olhos de quem vê. Ou será que não? Diagramação estava boa, porém fiquei chateado com alguns erros que encontrei durante a leitura. Poderiam ter sido evitados com uma revisão mais minuciosa, mas meu livro é a 1° edição. Espero que tenham consertado isto! Em suma, uma boa edição.

"- Eles vendem homens e mulheres e crianças ali - eu disse.
- O quê? - ela virou pra trás - Ah, não, olhe, é uma loja de roupas, então quando diz Homens, Mulheres, Crianças, significa apenas roupas para todas essas pessoas." 

Quarto é um livro profundo e que merece ser lido e estudado pelos leitores mais experientes, e, é claro, merece ser lido por todo mundo. Possui defeitos graves e a falta de ritmo desanima o leitor em diversas partes, mas a grandiosidade de Jack e de todo o seu “mundinho” vencem os obstáculos no final. E essa é a mensagem deixada pela autora. Esperança! Eu recomendo sim Quarto. Leia e veja você mesmo a grandiosidade da simplicidade. 

Resenha: Perdão, Leonardo Peacock - Matthew Quick

20 de março de 2015

Olá, queridos leitores, como vão? Acho que deu para perceber que eu fiquei um tempo sumida, né? Aconteceu um acidente, porém estou de volta, e trago a resenha de um livro - O LIVRO – que aborda o suicídio. Vamos lá: 

Título: Perdão, Leonard Peacock
Título Original: Forgive me, Leonard Peacock
Páginas: 223
Autor(a): Matthew Quick
Editora: Intrínseca 
Gênero: YA
Ano de Publicação: 2013

Avaliação:

Capa: 5/5
Diagramação: 5/5
Obra Completa: 5/5 (favorito)




Hoje é o aniversário de Leonard Peacock. Também é o dia em que ele saiu de casa com uma arma na mochila. Porque é hoje que ele vai matar o ex-melhor amigo e depois se suicidar com a P-38 que foi do avô, a pistola do Reich. Mas antes ele quer encontrar e se despedir das quatro pessoas mais importantes de sua vida: Walt, o vizinho obcecado por filmes de Humphrey Bogart; Baback, que estuda na mesma escola que ele e é um virtuose do violino; Lauren, a garota cristã de quem ele gosta, e Herr Silverman, o professor que está agora ensinando à turma sobre o Holocausto. Encontro após encontro, conversando com cada uma dessas pessoas, o jovem ao poucos revela seus segredos, mas o relógio não para: até o fim do dia Leonard estará morto.





RESUMO
Se existe uma pessoa que nasceu com azar, este é Leonard Peacock. Sem família - não literalmente, apenas presença - sem amigos, sem nada. Leo mora sozinho em uma casa, um lugar triste e solitário. Seu único ''amigo'', é seu vizinho Walt. Cansado de tudo, resolve matar seu melhor amigo e depois se matar. Léo tem um presente guardado de despedida para as 4 pessoas mais importantes da sua vida, e cada uma tem um significado. E então, entra o 5° presente. De quem será? 
OPINIÃO

Matthew Quick é bem conhecido por causa da sua obra de sucesso: O lado bom da vida. Então, quando comecei a ler PLP, fui com a maior expectativa da vida e não me arrependi. O livro fala sobre suicido, e não são todos os escritores que dominam este tema. É muito arriscado falar de algo muito ocorrido nos dias de hoje, principalmente dar motivo a isso. Porém, Matthew conseguiu ser delicado com suas palavras, e ao mesmo tempo inspirador.

Poucos personagens compõem a história, e quem nos conta sobre eles é o protagonista – o livro é narrado em 1° pessoa-. Os personagens não têm tanto destaque, porque a história gira em torno dos sentimentos de Léo. Não pude ver o amadurecimento de cada um, ou a construção exata. Não havia características, muito menos personalidades. Não que isso tenha sido algo ruim, ao contrário, deixou a obra ainda mais intrigante. 

"Por algum motivo, preciso comer panquecas de banana com gotas de chocolate para que tudo fique bem. Agora. É a unica coisa que pode me ajudar. Eu não sei por quê. Isso é como é. Digo a mim mesmo que, se Linda me fizer panquecas de banana com gotas de chocolate, serei capaz de perdoá-la por ter se esquecido do meu aniversário."

Leonard Peacock, foi um personagem bem construído do começo ao fim. Apesar de esperar o pior de todas as pessoas, ele é bem amável. Sabe aqueles meninos solitários que você tem vontade de abraçar? É ele! O que mais gostei no enredo, foi à facilidade de Quick em deixar os sentimentos de Leonard da maneira mais transparente possível. Eu consegui entende-lo. E os motivos que o levou a se suicidar, foram chocantes!

Outro ponto positivo da história foi à mensagem que Matthew tentou passar. Uma relação de mãe e filho! Uma parte da personalidade de Leo se deve a mãe ausente e sua falta de comunicação e carinho com o filho. Não deve ser fácil morar em um local que sua mãe não vai te visitar, e cuida das partes financeiras sem nem olhar na sua cara. Eu entendi a dor dele. Chamar a mãe pelo nome porque não consegue sentir afeto deve ser horrível. Então todos, TODOS precisamos de carinho materno. 

Mexer com a cabeça de um suicida não é fácil, eles são como uma bomba relógio e podem explodir a qualquer momento. E quando o professor de Léo conseguiu mostrar a ele que a vida ainda tinha muitas coisas boas para mostrar - por experiência própria - um personagem X vai lá e estraga isso. 

"Que aniversário é esse? Que vida é essa? Ergo a P-38 e volto a pressionar o cano em minha têmpora."

Os mistérios que Quick criou eram filosóficos. Sabe quando você descobre algo e não para de pensar, fica criando respostas e mais respostas? Então... E um dos melhores mistérios desvendados foi o motivo de Herr Silverman - professor de Leo - usar apenas camisa de manga longa. Foi uma descoberta tão tocante. Não sei definir se foi triste ou curioso. Perdão, Leonard Peacock me levou a: risos, lágrimas, raiva, e todos os tipos de sentimentos existentes. Não é atoa que é um dos meus livros favoritos.

A ideia de dar quatro presentes para as pessoas mais importantes da sua vida foi genial. É como se fosse uma despedida. Mas é ai que entra o quinto presente, tão... Assustador! Pior ainda é o destinatário deste presente. Quick conseguiu deixar-me boquiaberta.

"Quero dar para cada um algo que os faça se lembrar de mim. Para que saibam que eu realmente me preocupo com eles e que lamento não ter sido mais do que fui - não poder ter continuado por perto -, e que o que acontecerá hoje não é culpa deles."

QUE DESFECHO PERFEITO! Amo quando você pode escolher o final para a história e foi isso que Matthew fez. Ele deixou em aberto, você decide o que vai acontecer. E eu decidi. Minha resposta foi NÃO! Quando vocês lerem, vão entender. 

A escrita de Matthew é tão suave e inteligente. Ele conseguiu mais uma vez se superar! Sucinto, realista e inspirador, são as palavras que o definem. Como o livro é narrado em primeira pessoa, o único ponto de vista que temos é do Leo, e isso basta.  Eu recomendo a leitura, garanto que explosão de sentimentos não irá faltar. 

"Ela não deixa o escritório - nem mesmo quando eu saio e bato a porta atrás de mim fazendo a casa estremecer."

Os rodapés que tem no livro são sensacionais. É algo que dá gosto de ler e não deixa a leitura chata, e sim mais interessante. A edição está maravilhosa. A capa é tão simples, porém tão encantadora. Fonte, folhas e diagramação estão impecáveis. 

Beijos e até a próxima <3

Vivendo e Atualizando #21

18 de março de 2015

Eae povo. Tranquilo? Depois de passar um tempo sem aparecer, finalmente a coluna de atualidades mais “cool” da blogosfera está de volta. E hoje tem MUITA coisa. Dá uma olhada:
Suma de Letras lançará livro de Stephen King contendo dicas para escritores. É liberado o 1° poster de A Esperança - Parte 2. Público já consegue ouvir parte de nova música de Rihanna.

Suma de Letras lançará Sobre a Escrita em Março

Suma de Letras (sua linda) irá lançar em Abril o mais novo livro do mestre do terror: Stephen King. O livro que se chamará ‘Sobre a Escrita’ conta um pouco do processo de escrita do mestre e também é uma espécie de biografia do mesmo. Ansiosos? VAI TER RESENHA!
Farol Literário lança livro com temática de suspense.
Capa

A Farol também está com um incrível lançamento para este mês. ‘Da ordem ao caos’ narra a história de Duncan, um jovem que após encontrar CDs espalhados em sua cama com revelações bombásticas do passado acaba entrando em uma grande enrascada. Resenha sai em breve!
George Martin desistiu! Escritor não vai mais comparece a World Fantasy Convention.



Parece que Martin desistiu de comparecer a World Fantasy Convention, onde escreveria um pouco de ‘Os Ventos do Inverno’, 6° livro das crônicas de Gelo e Fogo. Motivo? A falta de tempo alegou Martin. Olha só o que ele disse: “Relutantemente, no entanto, eu tive de riscar Saratoga da minha lista de aparições para 2015. Por nenhuma razão relacionada à con em si. Eu tenho certeza de que será maravilhosa. É só por uma questão de tempo”. Uma pena para os fãs da série. 
Documentário de Tom Felton sobre fãs de Harry Potter vai ao ar este mês.

Em Março vai ao ar um documentário na BBC feito por Tom Felton (sim, o Draco de HP). O documentário irá contar a história de alguns fãs e o amor incondicional que eles demonstram pela saga. Ansiosos?
É divulgado 1° cartaz de A Esperança - Parte 2.

SIIIIIIM! Foi divulgado HOJE (18/03) o cartaz de A Esperança – Parte 2, último filme da saga de Katniss Everdeen. No pôster é possível observar um tordo alçando voo e pronto para a luta – e está em chamas (hehehe) -. Cadê você dia 19? 

Foi isso. Espero que tenha gostado. 

Até logo.

Resenha: Cure Meu Coração - Melissa Walker

16 de março de 2015


Eae pessoal, beleza? Primeiramente peço desculpas a todos, pois o blog ficou “abandonado” esse final de semana, mas calma, tem uma explicação. Estou muito gripado (febre alta) e a Mari quebrou o braço (já está se recuperando) daí nenhum de nós estava em condições de revisar ou fazer posts para ir ao ar. Eu realmente espero que vocês entendam. Ok? Mas chega de ladainha, bora pra resenha!

Título: Cure Meu Coração
Título Original: Unbreak My Heart
Páginas: 272
Autor(a): Melissa Walker
Editora: Farol Literário
Gênero: YA
Ano de Publicação: 2015

Avaliação:

Capa: 5/5
Diagramação: 5/5
Obra Completa: 2,5/5



Clem é uma adolescente de 16 anos que normalmente não estaria feliz em passar as férias de verão com a família a bordo de um veleiro. Mas, para se manter longe da confusão em que sua vida se transformou, ela prefere aceitar o fato de que, pelos próximos 3 meses, suas prováveis companhias serão apenas seus pais e sua irmã caçula. Em terra firme ela deixa Amanda, sua melhor amiga, de coração partido, rompendo um laço de amizade construído desde a infância. A bordo, tem de lidar com as consequências de suas escolhas e com o sentimento de culpa que a acompanha. Em crise consigo mesma, ela embarca a bordo do Tudo é possível sem saber que na verdade o que a espera é uma viagem de descobertas sobre a amizade, o amor e o perdão.







RESUMO
Clementina Willians é igual a qualquer adolescente de 16 anos da sua idade. Porém, a crise por qual está passando é grave e não tolera brincadeiras. Para fugir de sua turbulenta e triste situação ela decidi embarcar em uma viagem de 3 meses com seus pais e sua irmã caçula, Olive. As circunstâncias não estão a favor de Clementina e seus pais temem isso mais do que tudo, mas ela não fazia ideia da jornada que estava a sua espera.

Já a bordo do barco de sua família, ela conhece James, um garoto pelo qual ela se encanta. James é alegre e tem esperança na vida, tudo o que falta para Clem naquele momento, mas obviamente, ele começa a ensinar a chateada garota a dar a volta por cima.

Cure Meu Coração é um livro de descobertas, aprendizados e lições.
OPINIÃO
Assim que fiquei sabendo do lançamento de Cure Meu Coração, confesso que fiquei bastante animado. O livro possuía uma premissa singular e encantadora, porém, se mal construída, poderia acarretar em uma leva de clichês. O livro não é clichê, mas é bem menos inteligente e instigante quanto eu pensava. 


Clementina passa por uma situação bem complicada em sua vida e está a mercê da fragilidade que acomete os adolescentes nessa fase. Melissa Walker – a autora – tinha um tesouro na mão e poderia desvendá-lo de pouco a pouco, mas não foi o que aconteceu. Clementina se mostrou: chata, chorona, fresca e todos os adjetivos que a aproximam de Bella Swan (fãs de Crepúsculo, não me matem). Uma personagem que poderia ter sido construída aos poucos, acabou não amadurecendo e ganhando minha antipatia. E, quando eu não gosto do personagem principal, dificilmente o livro me agrada. 

"Depois de comer, vou para a minha cabine e volto a ser uma mal-humorada solitária. É difícil ser antissocial em um barco de 42 pés, mas estou me saindo muito bem até agora."

Um ponto positivo do livro é o ambiente em que ele se passa. Eu sou apaixonado por barcos e coisas que envolvem portos e a autora conseguiu me aproximar de uma maneira singela desse local. Melissa possui uma maneira muito gostosa de escrever e vai cativando o leitor aos poucos, porém o que a atrapalhou a cumprir seu trabalho foi à história morna que decidiu desenvolver.

Nada acontece em Cure Meu Coração! A narrativa dividiu-se entre o presente de Clementina e suas histórias do passado. Aos poucos, o leitor vai entendendo o que a levou aquela situação de desespero, e gente... É RIDÍCULO! Tive que ler umas três vezes um parágrafo X para acreditar no que a autora tinha feito. Ela reclamava da amiga incompreensível e infiel, mas não olhava para o próprio umbigo e não via como estava sendo – com o perdão da palavra – cachorra. Clementina é um saco, sem contar sua história monótona de adolescente "frufru".


"Mas, na verdade - digo, o pensamento se formando conforme falo - isto parece mais real para mim.- Isto o quê?- Estar aqui. - Olho para as ondas. - Na doca, sob o sol, com o som das águas...Faço uma pausa e posso senti-lo olhando para o meu perfil.- Passar o tempo com você - completo."

Bem, o romance... Eu gostei! Achei James um cara muito legal e ao contrário do que estava imaginando, a relação deles não foi melosa, porém fiquei chateado com o fato de Clem não ter amadurecido por sua influência. Além disso, o que é dito na sinopse – que Clem irá se juntar a diversas pessoas do porto e formar uma bela amizade – é mentira. Ela tem um contato ínfimo com eles e os mesmos são mau desenvolvidos.

Parabenizo a Farol Literário pela edição. Está linda! A capa é belíssima e dá um banho na internacional e a diagramação, juntamente com as folhas, está super caprichado. É bonito ver a dedicação de uma editora aos seus leitores. Parabéns!

"-Quer que eu te diga? - Olive se oferece.
(...)
- Você é a irmã mais velha que me faz tranças."

Cure Meu Coração tinha uma proposta legal, que foi ofuscada pela imaturidade e chatice da personagem. A narrativa suave da autora não se destacou como merecia em meio a personagens mal desenvolvidos e a uma trama singularmente fraca. Se eu recomendo? Não!

Resenha: Menino de Ouro - Abigail Tarttelin

11 de março de 2015

Olá pessoal, tudo bem? Hoje trago para vocês a resenha de um livro não muito fácil de ler e muito menos de se resenhar. Não prometo a melhor resenha da vida, mas prometo total sinceridade. Acompanhe-me!

Título: Menino de Ouro
Título Original: Golden Boy
Páginas: 384
Autor(a): Abigail Tarttelin
Editora: Globo Livros
Gênero: Drama
Ano de Publicação: 2012

Avaliação:

Capa: 4/5
Diagramação: 5/5
Obra Completa: 3,5/5


Menino de Ouro - A família de Max não permitiria nenhum desvio na imagem perfeita que havia construído. Karen, a mãe, é uma advogada renomada, determinada a manter a fachada de boa mãe, esposa e profissional. Steve, o pai, é o exemplo do chefe de família presente em sua comunidade, favorito a um importante cargo público. O ponto fora da curva é Daniel, o caçula, que, para os padrões da família Walker, é “estranho”: não é carinhoso, inteligente ou perfeito como Max. Melhor aluno da escola, capitão do time de futebol, atlético, simpático, sucesso entre as garotas: Max, o primogênito, é o menino de ouro. Ninguém poderia dizer que Max esconde um segredo.




RESUMO
Max Walker é um garoto perfeito. Max Walker é o filho perfeito. Porém, Max Walker tem um segredo escandalosamente delicado. Ele sofreu algo mutilador e agora está tentando conviver e viver com isso. Além de tudo, ele também é obrigado a conviver com a dúvida e a aflição de ser quem ele é. Seus pais - duas figuras importantes e conhecidas - evitam falar sobre a condição de Max e o garoto já confuso, fica a mercê da angustia.

Devido ao acontecimento mais marcante de sua vida (não darei spoiler) ele se vê obrigado a ir ao médico procurar ajuda. Lá, Max conhece Archie Verma, uma mulher que vai mudar um pouco o seu pensamento sobre sua condição. Depois de um longo papo, ela decide encaminhar Max para uma espécie de "tratamento". Passado algum tempo, algo ainda mais chocante surge na história de Max. Ele faz uma descoberta que pode acabar com toda a sua vida e que piora ainda mais o estado psicológico do garoto.


Diante de tal acontecimento, não só Max, mas também sua família encontram-se perdidos. Os sentimentos são colocados à mostra e tudo aquilo que o garoto acredita começa a desmoronar. O leitor enxergará tudo isso na visão de: sua namorada, mãe, pai, irmão, médica e na visão do próprio menino. Um livro chocante!

OPINIÃO

É bastante complicado falar sobre um livro com a intensidade de Menino de Ouro. Quer dizer, o livro é extremamente forte e profundo. Primeiramente posso dizer que a leitura não é para todos e que ele atingirá as pessoas de maneira diferente. Eu até gostei, mas me senti incomodado várias vezes.

A autora já nos joga a ideia, logo no início, de que Max é o típico garoto popular. Porém, a autora não constrói sua figura dessa maneira. Logo nas primeiras páginas acontece algo que me fez ficar atônito e surpreso. Nunca tinha lido algo tão forte em um livro, ainda mais levando em conta que foi logo no começo. Confesso que achei corajosa a atitude da autora o que me instigou a continuar a leitura, mas depois disso os defeitos começaram a se destacar.

O segredo de Max é algo incomum e difícil de lidar, por isso, a todo o momento o personagem questiona a si próprio sobre sua condição. Todas as pessoas que gostam dele também fazem esses questionamentos. Max sofre muito e o impacto que isso causa nele, deveria ter me comovido também, mas não aconteceu. A autora não conseguiu ganhar minha simpatia por nenhum personagem. Ela construiu todos com cuidado e magistralmente, mas nenhum virou "meu amigo" de curta data e, a meu ver, isso é grave. Por que grave? Em um livro que o foco é o sentimento e suas consequências, o correto seria minha preocupação com o problema do personagem, mas eu não senti isso hora nenhuma. Sabe quando você lê um livro e quando o larga não continua pensando nos personagens e nos acontecimentos? Pois é!

"A escuridão não é sequer a perda da visibilidade. É apenas uma mudança de cor, de tom. É a mesma coisa que o dia, com uma tonalidade diferente."

Foi bem legal a maneira como a autora decidiu dividir o livro. São diversos pontos de vistas de algumas pessoas bem importantes para a história. Isso proporciona ao leitor refletir e se perguntar sobre o que faria e, qual atitude seria correta tomar. Cada pessoa pensa e sente diferente e Abigail conseguiu explanar isso muito bem. Mas, uma personagem em especial foi inútil na trama. Sylvie é a "namorada" de Max e conseguiu ganhar alguns capítulos sobre a sua visão. Ela adora Max e isso é até bonito de ver. O modo como ela o poia, mesmo depois de descobrir - de uma maneira bem emocionante - o seu problema é bem legal. Mas é só pra isso que ela serve? Senti que ela estava ali apenas para ser o "conforto emocional" de Max e mais nada. Até me peguei pensando: por que não encaixar isto em outro personagem? Seu irmão, por exemplo! Mas, tudo bem.

O livro não é de todo parado, mas também não é recheado de acontecimentos surpreendentes. Ele é uma montanha russa de emoções, que acabou parando logo na curva. A autora trabalhou também a condição de Max e suas consequências, mas acabou me decepcionando na personalidade do protagonista. Ele é enjoado e deverás chato de acompanhar. Toda vez que um capítulo era destinado aos seus sentimentos eu tinha vontade de pulá-lo. Até entendi sua condição e tentei-me colocar em seu lugar, mas não há explicação para os “pitis” que ele dava.

"As pessoas não sabem como tratar quando você é meio isso e meio aquilo. Eles acham que você vai fazer merda com a cabeça deles e corromper suas crianças e seus adolescentes...coisas assim..."

Abigail tem o dom de escrever, sem dúvida. Ela tem apenas 22 anos, mas conseguiu expor seus sentimentos através dos personagens como se fosse uma mulher muito mais vívida. Ela faz comentários muito pertinentes – e curtiu duas fotos minha no Instragam - e interessantes sobre sexualidade e as condições impostas pela sociedade para aceitá-la e etc. Nada é clichê e passado, é tudo muito real e diferente. O ritmo do livro não é tão rápido, mas você conseguirá acompanhá-lo tranquilamente.

Parabenizo a Globo Livros pela tradução, senti que ficou muito boa. Dei uma pesquisada em alguns lugares e acabei descobrindo que algumas pessoas que leram o livro em inglês também a elogiaram. Parabéns Cecilia Giannetti (a tradutora). Apesar de não achar a capa inteiramente bonita eu entendi que é meio complicado fazer uma capa: UAU! Para um livro com esse tema. Mesmo que o contraste de cores tenha sido uma sacada genial, por ter algum envolvimento com o segredo de Max. Folhas amarelas e correção impecável também fazem parte da edição. Muito boa!

"Se você ama alguém, você o ama e ponto. Não importa de onde veio ou se é um menino ou uma menina, ou se você luta, ou se ele é esquisito, ou sele tem dificuldade para se comunicar com você. Você só ama, porra!"

Sempre digo que fazer resenha de um livro que você adorou é complicado, mas mesmo não tendo adorado Menino de Ouro foi bem difícil expressar minha opinião sobre ele. Termino a resenha ressaltando que não falei nem metade das coisas que penso sobre o livro, mas se eu me prolongar vou acabar fazendo besteira. Menino de Ouro é sensível e chocante. A autora peca na conexão personagem/leitor, mas acerta na hora desenvolvê-los à parte. A narrativa é gostosa de acompanhar e os acontecimentos, mesmo não sendo tão fascinantes, prendem a atenção do leitor. Recomendo o livro para aqueles de estômago e coração forte e que tenham paciência com personagens e um protagonista um pouco irritantes.

"Você faz as suas escolhas, sejam elas suas próprias escolhas ou porque outras pessoas o forçam a fazer. Motivos são motivos. Eles não são pretextos."

Espero que vocês tenham gostado da humilde resenha e me perdoem pela opinião compactada demais. Como eu disse, não consegui falar nem 80% da minha opinião sobre o livro, mas ok! 

Beijo e Abraço.















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