Resenha: Por Lugares Incríveis - Jennifer Niven

Iaeee povo! Tranquilo? Hoje tem mais uma resenha e dessa vez irei falar sobre um livro que está estourando em toda a blogosfera/vlogosfera literária. Sigam-me e venham para Lugares Incríveis.

Título: Por Lugares Incríveis
Título Original: All The Bright Places
Páginas: 336
Autor(a): Jennifer Niven
Editora: Seguinte
Ano de Publicação: 2015

Avaliação:

Capa: 5/5
Diagramação: 4.5/5
Obra Completa: 4/5


Violet Markey tinha uma vida perfeita, mas todos os seus planos deixam de fazer sentido quando ela e a irmã sofrem um acidente de carro e apenas Violet sobrevive. Sentindo-se culpada pelo que aconteceu, a garota se afasta de todos e tenta descobrir como seguir em frente. Theodore Finch é o esquisito da escola, perseguido pelos valentões e obrigado a lidar com longos períodos de depressão, o pai violento e a apatia do resto da família.
Enquanto Violet conta os dias para o fim das aulas, quando poderá ir embora da cidadezinha onde mora, Finch pesquisa diferentes métodos de suicídio e imagina se conseguiria levar algum deles adiante. Em uma dessas tentativas, ele vai parar no alto da torre da escola e, para sua surpresa, encontra Violet, também prestes a pular. Um ajuda o outro a sair dali, e eles se unem para fazer um trabalho de geografia: visitar os lugares incríveis do estado onde moram. Nessas andanças, Finch encontra em Violet alguém com quem finalmente pode ser ele mesmo, e a garota para de contar os dias e passa a vivê-los.



RESUMO

Theodore Finch é uma pessoa definitivamente estranha. Ele é zoado e, ao mesmo tempo, é popular na escola. Seu jeito enigmático e reservado chama a atenção de todos, porém Theodore não se sente nenhum pouco especial. Um dia quando decidi se matar no alto da torre do sino da escola (de novo) ele encontra Violet Markey, uma garota popular e aparentemente esnobe. O que Theodore não sabe é que ela é bem mais do que aparenta.

Violet Markey era uma garota comum, mas isso mudou após a morte de sua amada irmã Eleanor. Agora, Violet não vive, ela conta os dias que vão se passando sem nenhuma expectativa. Parou de escrever, namorar, conversar, rir. Parou de viver! Após ser salva por Theodore (no alto da torre do sino) ela começa a se perguntar o porquê daquele estranho ter a salvo e a se perguntar quem realmente é ele.

Entre “tapas e beijos” os dois finalmente começam a se conhecer e descobrem um faz super bem ao outro. O gosto pela vida começa a retornar aos corações de Theodore e Violet e tudo começa a dar certo. Mas até quando?
OPINIÃO
Por Lugares Incríveis é um clássico exemplo de livro “vírus”. Ou seja, vai se espalhando e quando menos se espera já está na boca do povo. Depois de tanto ouvir falar sobre o livro eu o solicitei com a editora. Ok! Confesso que as expectativas até estavam altas, mas nada muito absurdo. Porém, gostei muito do livro. AMÉM!

Mesmo a premissa inicial do livro me lembrando de outros “vírus” como: A culpa é das estrelas, As vantagens de ser invisível, Cartas de amor aos mortos e etc. O livro conseguiu inovar e me surpreender. Jennifer Niven provou ser capaz de construir uma relação bidimensional e profunda através de dois personagens com sentimentos e questionamentos aparentemente igualitários. O modo como ela trabalhou a melhora desses personagens através deles mesmos foi incrível. O leitor enxerga facilmente que ambos se completam e a autora vai moldando magistralmente esse sentimento de complacência.

“Imagino Violet em casa, do outro lado do computador, a boca perfeita esboçando um leve sorriso para a tela, apesar de tudo. Violet sorrindo. De olho no computador, pego a guitarra, começo a inventar palavras, a melodia logo em seguida.
Ainda estou aqui, e sou grato por isso, porque senão perderia este momento. Às vezes é bom estar desperto.”

O livro é narrado em 1 ° pessoa pelo ponto de vista tanto de Violet quanto de Theodore. Foi incrível! Entender o lado de ambos os personagens foi uma experiência ainda mais intensa e gratificante. Todos os dois estavam abalados psicologicamente e a sutileza e a verossimilhança usada pela autora para demonstrar tal falto surpreende novamente. Apeguei-me de uma maneira brutal a Violet e a Theodore. Consegui enxergar nos dois um pouco de mim e o romance a qual estavam envolvidos me inundou de uma intensa felicidade. Jennifer Niven, você  é fera!

Falando em personagens, sinto que preciso comentar sobre eles com vocês. O interessante desse livro é que nenhum personagem tem, de fato, tanta importância quanto ao casal protagonista. Quer dizer, é claro que alguns são importantes para o desenrolar da trama, mas eles estão ali para cumprir um propósito: dar ritmo e sentimentalismo ao livro. Cada um possui uma fragilidade incrivelmente bem desenvolvida. Por isso achei a narrativa da autora sensacional. Jennifer passeia pelos sentimentos de seus personagens rápida, porém, brilhantemente. Sua narrativa consegue dar forma as coisas mais simples, assim fazendo-nos viajar além dos limites que as páginas permitem.

"Ela é oxigênio, carbono, hidrogênio, nitrogênio, cálcio e fósforo. Os mesmos elementos que estão dentro de todos nós, mas não consigo parar de pensar que ela é mais que isso e que tem outros elementos dos quais ninguém nunca ouviu falar, que a tornam diferente de todas as outras pessoas."

Talvez, o maior problema do livro seja o ritmo. Não que a narrativa da autora seja maçante, pelo contrário, é deliciosa, mas em um determinado ponto do livro a história perde o ritmo e até mesmo o foco, foi aí que alguns defeitos surgiram. Achei o clamor e o desespero dos personagens – principalmente de Finch – dramáticos demais. Tudo bem, eu sou humano e sei o quanto a depressão ou outros problemas psicológicos atingem a pessoa, mas não consegui deixar de me perguntar... Será que é pra tanto? Além disso, algumas páginas poderiam ter sido facilmente retiradas do livro e alguns elementos não tão bem desenvolvidos poderiam ter ficado de fora da história.

Só consigo parabenizar a autora pela riqueza dos detalhes e pela ampla pesquisa realizada pela mesma. Os lugares visitados por Violet e Theodore são realmente incríveis, apesar de simples. Não pude evitar fazer aquele pedido impossível a minha mãe: “MÃE, BORA PRA INDIANA?”. Ok! Sei que isso nunca aconteceria, mas não custa tentar e, além disso, que adicione Indiana a minha lista de “futuros lugares a visitar”.

"O problema das pessoas é que elas esquecem que na maior parte do tempo o que importa são as pequenas coisas. Todo mundo está tão ocupado no Lugar de Esperar."

Gostei muito da edição criada pela editora Seguinte! Creio que não preciso elogiar a capa, pois ela própria já é um autoelogio (*ba dum ts*). A folha é simples, mas de qualidade. Só não gostei muito da fonte usada para o livro (achei simples demais). A revisão, apesar de boa, deixou escapar alguns erros, mas nada que atrapalhe a leitura. Sim, é uma edição que merece ser parabenizada.

"Nem sempre podemos enxergar o que os outros não querem que a gente veja."

O que dizer do final? Custei acreditar! Um acontecimento X foi relativamente “finalizado” depois da metade do livro, mas não como eu esperava. Fiquei bem decepcionado e triste, porém a autora me deu um tapa na cara após realmente finalizá-lo de maneira impecável. O que foi aquilo? Infelizmente não posso dar spoilers, mas adianto a vocês que o final é destruidor. Mas sim, eu gostei!

Por Lugares Incríveis é um livro raro e sensível. A autora passeia pelos sentimentos dos personagens assim completando a história dos verdadeiros protagonistas. Apesar de não ser perfeito o livro tem muito mais acertos que erros e te fará refletir e questionar o sentido da vida e o que você está fazendo com ela. Irei demorar a esquecer de Violet e Theodore e já posso dizer em auto e bom som: quero ir HOJE pra Indiana. LEIA!

PS: VAI TER FILME!!!!!!

Beijo e Abraço.

Tag: Viajando Com Livros

Heey pessoal! Tudo ok? A tag de hoje é um pouco antiga, porém, é uma das mais divertidas que achei nas minhas andanças na blogosfera. Espero que vocês curtam e se divirtam comigo. Sigam-me!

PS: Quer ler as resenhas? Basta clicar na capa do livro.

TAG CRIADA PELO VLOG FETICHE LITERÁRIO.

1° - Um livro que te levou a um lugar fantástico.

Erin Morgenstern me levou ao melhor circo em que já pisei em minha vida. Encantei-me com tudo o que a autora criou e fiquei maravilhado diante de tantos personagens e espetáculos incríveis. Foi ótimo visitar esse circo.
2° - Um livro que te levou para outro continente.

Por mais que eu não tenha gostado de Anna e o Beijo Francês, achei as descrições da autora muito boas. Gostei de viajar até a Europa e conhecer mais um pouco de Paris. O que a história tem de chata suas descrições tem de boas.
3° - Um livro que te levou para um local desértico.

Meu amor por esse livro é tanto que não tenho como explicar! Além disso, ele se passa no deserto (amo livros que se passam no deserto) o que aumentou meu amor e aflição pela história. Um livro incrível!
4° - Um livro que te levou para um lugar triste.

Tem lugar mais triste que PANEM? Eu ficava com o coração apertado quando Suzanne descrevia os distritos e o modo como as pessoas de lá vivam. Toda a pobreza e sofrimento que as pessoas são submetidas são de cortar o coração.
5° - Um livro que te levou a um país que você gosta.

Não gosto da série Instrumentos Mortais, mas amo NY! Cassandra Clare é uma escritora adepta dessa maravilhosa cidade e eu aproveito.
6° - Um livro que te levou para um local que você não gostou.

Sou fascinado por história e uma das minhas épocas favoritas de estudar é, sem dúvida, o nazismo, porém eu fico revoltado com toda a crueldade que permeou a mesma. Esse incrível livro me fez mergulhar em uma época de injustiças e crueldade inimagináveis. Estar ali me deu nos nervos e me fascinou ao mesmo tempo.
7° - Um livro que te levou para a floresta.

Existe algo mais assustador que a floresta proibida? Fãs de Harry Potter terão que concordam comigo e dizer que NÃO! Todos os livros de Harry Potter me levaram a floresta, mas pedra filosofal foi o que mais me marcou (assustou) nesse aspecto. Inesquecível!
8° - Um livro que te levou para a guerra.

O Pacifista me mostrou diversas faces da guerra que eu não conhecia e me abriu os olhos para a manipulação ainda hoje existente devido a esse fato histórico. Um livro que preciso reler urgentemente.
9. Um livro que você levou em uma viagem

A Lua de Mel me proporcionou uma das viagens mais divertidas que já tive o prazer de fazer. Adorei o passeio naquela ilha maravilhosa. A água da piscina estava na temperatura perfeita (hehehe).
10° - Um livro que te levou para uma época passada.

A Invenção das Asas me levou pra longe. Século XIX! Infelizmente o livro não me conquistou e se tornou uma das maiores decepções de 2014, mas eu realmente fui longe com ele.

Espero que vocês tenham gostado da viagem. Beijo e Abraço!

Apostas: Oscar 2015

Eae povo. Tranquilo? Finalmente o Oscar está chegando, dia 22/02 a premiação mais importante do mundo ocorre e eu, como fã de cinema, estou super ansioso.

Hoje trago a vocês as minhas apostas para o Oscar desse ano. Isso mesmo! Quem eu acho que vai ganhar e quem eu gostaria que ganhasse. Espero que vocês gostem e que participem do post comentando lá embaixo, ok? 

PS: Algumas categorias ficaram de fora. Neste post dei destaque somente as categorias mais importantes da noite!

Melhor Filme:

Acho (Birdman): Por mais que 80% das pessoas apostem em "Boyhood" na categoria de Melhor Filme eu ainda acho que Birdman leva a estatueta pra casa. O filme é ousado e completamente desafiador. 


Quero (Birdman): Além de achar, eu quero muito que Birdman ganhe o Oscar. Em aspectos técnicos o filme é incrível, além de possuir um roteiro bem amarrado e uniforme. As atuações aqui estão impecáveis e o 2° ato do filme é muito bom. Merece!

Melhor Diretor:


Acho (Richard Linklater): Aposto minhas cartas no Linklater, pois toda a ideia de "Boyhood" é muito interessante, além do fato de que ele foi gravado em mais de 12 anos. Isso, com certeza, será determinante para a vitória de Richard.


Quero (Wes Anderson): Sei que Anderson tem poucas chances de ganhar como melhor diretor, mas eu realmente me apaixonei pelo “O Grande Hotel Budapeste”. Não irei falar muito, pois a resenha está no ar, mas eu adoraria que ele ganhasse.

Melhor Ator:

Acho (Eddie Redmayne): Eddie fez um trabalho magnífico em "A Teoria de Tudo". Também acredito na vitória dele, porque o Oscar adora premiar atores que interpretam algum papel mais desafiador e emocionante.

Quero (Eddie Redmayne): Simplesmente porque é meu preferido disparado. Esse cara merece!
Melhor Atriz:


Acho (Julianne Moore): Apesar de gostar muito do trabalho de Moore, não acho que esse é o momento dela ganhar o Oscar. Concordo que sua atuação em "Para Sempre Alice" foi algo incrível, mas ela não é a mais forte na categoria em que concorre, no entanto, a academia pode premiá-la pelo conjunto da obra.

Quero (Reese Witherspoon): Reese não fazia muito o perfil "atriz do Oscar", mas provou que meu antigo preconceito a respeito dela estava errado. Torço por ela, pois sua atuação em Livre estava sensacional e pura. Gosto de coisas simples e bem feitas, por isso, gostaria que ela levasse a estatueta para casa.
Melhor Ator Coadjuvante:


Acho (JK Simmons): Esse cara manja dos "paranaûe". JK atuou brilhantemente em "Whiplash". Mostrou a todos como um bom ator deve trabalhar e ainda participou de umas das cenas mais bem feitas do cinema em 2014.

Quero (JK Simmons): Ele precisa ganhar! O cara foi excelente e, além disso, já possui uma carga de filmes bem grande nas costas. Seria injustiça se JK não levasse o Oscar pra casa.
Melhor Atriz Coadjuvante:


Acho (Patricia Arquette): É inegável que Patricia de um show na pele de Olivia em "Boyhood" e também tenho certeza do favoritismo desse filme em algumas categorias (ESSA). Patricia vai sim levar o Oscar pra casa, mas eu não irei ficar triste, porque gostei muito de sua atuação.

Quero (Emma Stone): Demorou, mas finalmente Emma Stone se consolidou como um grande nome na indústria cinematográfica de Hoolywood! Gosto muito da atriz e acho a personagem que ela interpretou em Birdman muito difícil de fazer. Por isso, daria o Oscar a Emma.
 Melhor Filme em Língua Estrangeira

Acho (Relatos Selvajes): O filme Espanhol está com tudo! Tenho quase certeza de que ele irá levar o Oscar e motivos não faltam. Com temas "simples" o filme consegue ser estritamente sério e fazer uma obra prima.

Quero (Relatos Selvajes): Esse filme não possui momentos fracos ele é bom como um todo e isso é muito difícil de achar em filmes atuais. Por isso, acho sim que mereça o Oscar.
Melhor Animação:


Acho (Como Treinar o Seu Dragão 2): Poderia fazer um post sobre os motivos que eu tenho pra achar que esse filme leva o Oscar, mas posso resumir tudo em três palavras: ele é FANTÁSTICO!


Quero (Como Treinar o Seu Dragão 2): Além de bonito visualmente, CTOSD2 consegue quebrar diversos clichês já adicionados a diversas animações. Além disso, o filme não subestima seu espectador e trás mensagens lindas para todos.

Essas são algumas das minhas apostas para o Oscar 2015. Espero que tenham gostado!

Pipoca de Sexta #49 - O Grande Hotel Budapeste

Heey peoples! Como vão? Faltam apenas 2 dias para o Oscar (contagem regressiva) e hoje vim falar sobre um filme que foi indicado a mais de 6 Oscars, incluindo “Melhor Filme”. Olha só o que eu achei de O Grande Hotel Budapeste ou “The Grand Budapeste Hotel”.

Título: O Grande Hotel Budapeste
Título Original: The Grand Budapeste Hotel
Gênero: Comédia, Drama
Distribuidora: FOX FILMES
Ano de Lançamento: 2014
Nacionalidade: Reino Unido
Direção: Wes Anderson

Avaliação:

Elenco: 5/5
Trilha Sonora: 5/5
Obra Completa: 4,5/5




No período entre as duas guerras mundiais, o famoso gerente de um hotel europeu conhece um jovem empregado e os dois tornam-se melhores amigos. Entre as aventuras vividas pelos dois, constam o roubo de um famoso quadro do Renascimento, a batalha pela grande fortuna de uma família e as transformações históricas durante a primeira metade do século XX.










RESUMO
Certa vez um velho escritor decide contar a história de quando se tornou dono do grande hotel Budapeste. E essa meus amigos, é uma história pra lá de curiosa e irreverente. 


M.Gustave é concierge de um dos hotéis mais famosos e renomados da época.  Budapeste Hotel! Ele conhece seu mais novo “braço direito” o desajeitado Zéro, seu mensageiro. M.Gustave leva Zéro ao velório de uma grande conhecida bastante próxima da família, que morreu em condições suspeitas. Já no velório, após ser lido o testamento, Gustave descobre que a velha deixou um quadro valiosíssimo de herança para ele e, é claro, a família não gostou nada dessa história.

Porém, como a herança deixava clara a posse do quadro a Gustave ele, junto de Zéro, decidiu “roubar” o famoso quadro que lhe foi deixado de herança. A partir daí começa uma incessante perseguição aos dois por parte de uma família psicótica (a tão má família da velha).

Entre trancos e barrancos Gustave e Zéro começam a criar uma amizade. E isso, em pleno desfecho de II Guerra Mundial. 
OPINIÃO
Ser indicado ao Oscar é uma honra e o reconhecimento de um trabalho árduo e gratificante (ou não). O Grande Hotel Budapeste é aquele tipo de filme que merecia ser indicado até para o Grammy caso fosse possível. Porque  minha gente. QUE FILMAÇO!

Inicialmente o filme não pode chamar tanta atenção, por possuir um enredo relativamente simplista e sem grandes acontecimentos, mas o roteiro bem elaborado e amarrado compensa todo o resto. A dualidade presente nesse paradoxo: ENREDO X ESTÉTICA é de fazer rir. O que o enredo tem de simples a estética do filme compensa em estranheza. Uma bela estranheza <3.

SUBINDOO!
Wes Anderson é um diretor já conhecido em Hollywood pela peculiaridade de seus trabalhos. Isso é facilmente visto em “Moonrise Kingdom” ou “The Royal Tenembaums”. O design aplicado por ele ao filme é o que mais chama a atenção. Meus olhos brilharam durante toda a exibição do longa porque foi impossível não tentar reparar e entender cada detalhe. O figurino e as cores dos ambientes são habilidosamente planejados. Cada um em um momento certo e por determinada justificativa. E o melhor! Eles não cansam a mente. Já anotei o nome de Wes Anderson no meu caderninho de “vale a pena conferir”.

Mesmo com uma história de proporções não tão delirantes os efeitos visuais são necessários e altamente bem desenvolvidos por toda a equipe técnica. Determinados ambientes e objetos soam claramente artificiais, mas é um artificial tão singular que é impossível não rir com tudo aquilo. Foi algo obviamente proposital, que funcionou bem. Mais um acerto do filme! 

Que ponte linda!
É impossível não continuar falando dos aspectos técnicos do filme – são impecáveis – por isso prometo que só falarei mais uma coisa; É curioso o enquadramento escolhido pelo diretor para retratar a história do filme. Tudo é simétrico. PERFEITAMENTE! Além disso, o enquadramento da câmera segue um padrão, obviamente, também proposital. E o mais curioso? Esse enquadramento foi usado para “homenagear” ou fazer uma espécie de analogia a época em que o filme se passa. É ou não é incrível?

O que é esse elenco? GZUIS! Talvez, uma das coisas que mais tenham vendido e chamado à atenção para o filme (fora à estética) foram os atores que estão relacionados à obra. Nunca vi tanto ator(a) bom em um só filme desde “Histórias Cruzadas” ou “O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet”. Sério gente! É de se espantar. E o mais legal é que atores super conhecidos como “Owen Wilson” ou “Tilda Swinton” possuem uma participação quase superficial na história (coisa de minutos), mesmo assim não deixam de ser grandiosos e aproveitar o máximo que o personagem oferece.

Olha a cara do Dafoe!
O Grande Hotel Budapeste também acerta nas sátiras/críticas feitas para várias situações da época. O modo como a II Guerra Mundial é ironizada, mesmo sendo polêmico, é hilário. Os personagens viajam para a linha tênue de safadeza até singularidade e assexualidade implícita. É uma loucura deliciosamente bem trabalhada e exaltada.

Por se tratar de uma história, dentro de outra história o filme possui VÁRIAS passagens de tempo. Ele transcende desde o presente até o passado o que poderia ter estragado todo o filme, mas não! Deixou-o ainda mais memorável. As coisas acontecem no momento certo e são contadas de um jeito leve, porém sarcástico. O espectador tem tempo de absorver toda a informação e tentar deduzir o que vai acontecer a seguir. Alguns momentos são até previsíveis, mas é uma previsibilidade diferente e necessária.

Saúde!
Como não elogiar Tony Revolori? O ator é praticamente desconhecido em meio a tantos atores de renome, mas é o que mais brilha. Ele é fisicamente engraçado e consegue passar o humor e a intelectualidade que o seu personagem possui de maneira suave. Merecia um Oscar!

O filme possui uma pitada bem leve – quase imperceptível – de romance agridoce. Zéro e Agatha se apaixonam em meio a toda aquela confusão. O romance dos dois é tão puro e bonito que não somos agraciados nem com um beijo de paixão. O motivo? Não enxergo aquilo como amor, é puro sarcasmo. Sarcasmo esse que foi implicitamente mostrado logo no final do filme com uma das narrações mais bem conduzidas que já ouvi. Prova disso é a crítia realizada através do envolvimento dessas duas personas tão diferentes: BONITO X FEIO. NEGRO X BRANCO. Se estou pirando? Talvez, mas é minha interpretação. Wes Anderson é gênio!

Belos olhos.
Como sou definitivamente chato encontrei apenas um defeito. Por mais que a narrativa do filme seja ágil e os acontecimentos interessantes, senti que o roteiro se perdeu um pouco a partir do 2° ato. Não é nada grave, mas isso me desconectou um pouco do filme e até me fez querer dar uma pausa no filme. Porém, não leve isso como defeito supremo ou, até mesmo, um  defeito que se preze. Como eu disse, sou muito chato. 

Eai, qual é o plano?
O Grande Hotel Budapeste é uma comédia que não só irá te fazer rir, mas também refletir. Ele está isento de qualquer apelação com conteúdo sexual, racial ou uso de estereótipos imbecis. Você irá deliciar-se em meio a tantas cores e doces saborosos (esse filme da fome). Através de uma história inovadora e simples você verá que até o mais insensível fato da vida pode ser ironizado. VÁ ASSISTIR; NOW!
                                                          TRAILER

Resenha: Névoa - Kathryn James

Oi pessoal, como estão? Hoje trago a resenha de um livro que adorei! Se você quer drama, suspense e um pouco de romance, Névoa é o que você deve ler. Confira a resenha:

Título: Névoa
Título Original: 
Mist
Páginas: 334
Autor(a): Kathryn James
Editora: Farol literário 
Ano de Publicação: 2013

Avaliação:

Capa: 5/5
Diagramação: 5/5
Obra Completa: 5/5 (FAVORITO)


Essas criaturas conhecidas como Elfos são belas, ferozes, frias e elas querem o seu mundo de volta. Uma batalha tem sido travada há séculos. A avó de Nell faz parte do grupo de Observadores e foi uma das responsáveis por prender os Elfos em campos de ferro isolados na Sibéria. Somente Evan, seu fanático irmão Fen e algumas crianças Elfas ainda continuam livres. Os Elfos querem vingança e agora mantém Gwen aprisionada em uma fortaleza protegida pela névoa. O preço para o seu retorno seguro? A libertação de todos os Elfos, mas os Observadores nunca irão concordar com isso.







RESUMO
Gwen quer fazer sua festa de aniversário no meio da mata, em um bosque. Nell, sua irmã, sabe muito bem os perigos existentes ali. Como Gwen é super teimosa e não obedece nem a mãe, ela começa a festa. No meio disso, é levada pela névoa. Nell sabe que quem está por trás do sequestro de sua irmã é o garoto que ela imaginava ser seu amigo, Evan River.

Nell percebe que Evan não é um garoto comum, descobre que ele é um Elfo. Com isso, todas as estórias que sua avó contou quando era pequena, vem à mente. E como Nell sabe, os Elfos não são nada amigáveis. Em meio disso, começa uma busca por Gwen. Um confronto entre os dois mundos está prestes a começar. Elfos e humanos, humanos e elfos.
OPINIÃO
Nunca li um livro de fantasia que abordava Elfos, foi à primeira vez que li algo do tipo e estou completamente apaixonada e pedindo mais. Kathryn conseguiu surpreender-me! Este é um estilo de livro que você começa a ler e quando menos espera já está na última página.

Não conhecia a autora, mas depois de Névoa, quero todos os livros dela. A forma como ela abordou sobre Mitologia Nórdica, foi sensacional. Uma coisa que era totalmente desconhecia, ganhou um espaço na minha mente. Mexer com contos sofre Elfos e lobos na mesma estória não á fácil, mas Kathryn conseguiu. Uma grande característica dela: ela fez a própria versão da estória, mas sem mexer com o conto original. 

"Cuidado com os Elfos, minhas crianças. Não sejam iludidos por eles. São belos como a luz das estrelas, ferozes como lobos e frios como gelo."

Ela construiu os personagens muito bem, houve apenas um único defeito: a irmã de Nell, por ser a personagem secundária, não teve tanto destaque na estória. O foco do enredo era Nell, mas a vítima era Gwen. Com a falta de informação, não tinha como saber detalhes sobre ela e ir mais afundo com a personagem. Os Elfos tiveram uma característica muito forte, que é a: VINGANÇA! Eles são as criaturas mais puras, mas ao mesmo tempo são mentirosos. Isso que eu amei na estória, esse toque de enigma. Eu não sabia se os Elfos estavam falando a verdade, ou era apenas ilusão. Nell lembrou-me os irmãos Winchester (da série Supernatural); ela faz de tudo pela família e coloca sua vida na frente de outras. Ótima personagem!

"Quando se vive uma vida secreta como esta, aprende-se a não pensar em seus próprios sentimentos."

Evan, que é o menino misterioso, passava-nos uma grande duvida: ele é o mocinho bom, ou o mocinho ruim? Por mais que suas atitudes mostrassem o bem, não da para confiar. Como eu disse, os Elfos são duvidosos! O amadurecimento das personagens foi uma grande passagem para o livro 2. Nell começou sendo aquela menina ingênua, antissocial, que odeia o mundo e que todo mundo chama de 'estranha' e acabou se tornando a personagem mais forte do enredo. Então o que era água, virou vinho.

"Como você se sentiria se alguém viesse e levasse os seus pais, sem nem sabe onde estão sendo mantidos, sem poder pedir ajuda a ninguém? Então você se tornaria um combatente da liberdade, não é?"

O que eu mais admirei no enredo foi à mensagem que a autora quis passar sobre nós. Os humanos expulsaram os Elfos do mundo e não contentes quiseram acabar com o Novo Mundo deles. Chegamos à conclusão de que somos cruéis. E os Elfos, mesmo sendo do 'maus', não chegam os nossos pés.

"- Nunca se perguntou por que os contos de fada são tão sangrentos? - ele questionou. - Porque são o registro de uma batalha. Acontece a séculos. Elfos contra humanos, humanos contra Elfos."

Kathryn tem a escrita muito simples, nada detalhista, porém é bem explicativa. Em um parágrafo, ela consegue explicar o que levaria um capítulo. Os cenários são tão bem descritos que chega uma hora que você precisa olhar em volta para perceber que não está neles. Ela conseguiu passar todos os sentimentos das personagens com apenas palavras. E sabe muuuuuito bem o significado da palavra AÇÃO!

A edição está impecável. Capa metalizada e bem desenhada. Papel palma bem grosso e contém orelha. Fora isso, a letra está com tamanho razoável e a fonte diminui quando aparece algum conto sobre os Elfos. A Farol – como sempre -  caprichou.

Eu recomendo a leitura e se você gosta de contos nórdicos, vai amar. Garanto que no final vai se perguntar: "O mundo já foi dominado por Elfos?"

Beijos <3

TOP 5 - Livros que são a cara do carnaval

Heey leitores. Beleza? Nesse clima de festa (feriadooooo), decidi trazer uma lista divertida e alegre para vocês. Venha comigo ver os 5 livros que tem tudo haver com o carnaval e aproveite para dar uma lida ;)


TOP 5


Carnaval - Luiza Trigo


Preciso dizer alguma coisa? Carnaval da Luiza Trigo é a máxima representação dessa data tão adorada pelo povo brasileiro. Uma menina que se apaixona por um menino em plena época de Carnaval. É ou não é a cara da folia? 


Tem Alguém Ai? – Marian Keyes


O livro mais louco de Marian Keyes não poderia ficar de fora. Tem Alguém Aí? é, sem dúvidas, umas das obras primas da autora. O livro é uma mistura deliciosa de confusão, amor, calor e, lógico, muita farra. 

O Garoto da Casa ao Lado - Meg Cabot


Amores clichês fazem o maior sucesso no carnaval! Meg Cabot é a rainha dos romances adolescentes e por isso não poderia faltar. Afinal, carnaval é romance para todas as idades. Minto?


Diário de Um Banana: A Gota D'Água - Jeff Kinney


Todos sabem que amo essa série. A Gota D’Água é meu livro preferido de todos e com certeza é o mais zoado. Jeff Kinney me fez rir tanto ao ler esse livro que questionei minha habilidade de “ser adulto”. Divertidíssimo, assim como o Carnaval.

Cidades de Papel - John Green

 

 Pode soar estranho, mas eu acho esse livro à máxima representação do carnaval. Misture: viagem, paixão, bebida e confusão; Cidades de Papel tem isso e mais alguma coisa. Esse livro <3 .


Gostaram? Espero que sim! Beijo e Abraço.
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