Crítica: Mosquitolândia de David Arnold

Páginas: 352


Autor(a): David Arnold


Editora: Intrínseca


Ano de Publicação: 2015


Avaliação:


Capa: 5 estrelas


Diagramação: 5 estrelas


Obra Completa: 5 estrelas (FAVORITO)





Meu nome é Mary Iris Malone, e eu não estou nada bem.” Após o inesperado divórcio dos pais, Mim Malone é arrastada de sua casa em Ohio para o árido Missis - sippi, onde passa a morar com o pai e a madrasta e a ser medicada contra a própria vontade. Porém, antes mesmo de a poeira da mudança baixar, ela descobre que a mãe está doente. Mim foge de sua nova vida e embarca em um ônibus com destino a seu verdadeiro lugar, o lar de sua mãe, e acaba encontrando alguns companheiros de viagem muito interessantes pelo caminho. Quando a jornada de mais de mil quilômetros toma rumos inesperados, ela precisa confrontar os próprios demô- nios e redefinir seus conceitos de amor, lealdade e sanidade.

Young Adult é meu gênero favorito atualmente. Sei que grande parcela desses livros são cópias descaradas de outros livros – bons – do meio, mas eu não consigo me desapegar de livros que trabalham o emocional adolescente. Afinal, eu sou um adolescente prestes a explodir! Mosquitolândia foi um livro que me chamou a atenção logo de cara. Fui ler apreensivo, devido algumas críticas negativas e acabei me surpreendendo positivamente. Ainda estou pensando, mas acho que este livro foi o melhor que já li na vida.

                                                                            Opinião


Mosquitolândia tinha tudo para ser mais um YA comum e previsível, mas a genial originalidade de David Arnold e as personalidades imprevisíveis de seus personagem, fizeram desse livro um dos melhores que já li no gênero. 
"- Sabe, quando eu era mais nova, achava que, se vivesse o bastante, entenderia melhor as coisas. Mas agora sou uma senhora, Mim. E juro que, quanto mais vivo, menos as coisas fazem sentido."
Eu amo qualquer coisa que envolva "road trip". A sensação de liberdade que uma história que aborde o tema me trás, é impagável. Porém, assim como em Cidades de Papel, livros que giram em torno da busca por alguma coisa, podem acabar se perdendo no meio do caminho. Mosquitolândia não só se sustentou durante toda a narrativa, como se reinventava a cada novo capítulo. 

Acompanhar MIM em toda essa jornada foi algo sensacional. Me sentia feliz por descobrir tantas coisas novas com ela e a cada risada e "flashback" da personagem, eu me sentia ainda mais próximo de todo aquele mundo. Me peguei torcendo inúmeras vezes para que determinadas coisas não acontecessem, mas não deu muito certo... E quer saber? AINDA BEM! O mais mágico do livro, é justamente sua carga explosiva de elemento surpresa. 
"Sempre achei que, se o amor estivesse no caminho, eu o encontraria ou capturaria – nunca achei que tropeçaria nele."
O ponto mais forte do livro - o que merece ser ressaltado -, são os personagens. OS AMEI! O que impressiona na construção dos personagens da estória de David, é a maneira como cada um deles é desenvolvido delicada e calmamente. São pessoas com inúmeros defeitos e qualidade e que são capazes de despertar sensações variadas no leitor. É realmente mágico quando algo desse tipo acontece. A partir de coisas assim, é que você percebe que um livro é especial.

A maioria das pessoas que lê Mosquitolândia, acabam dando 4 estrelas para o livro. Todos alegam que o meio é um pouco monótono e que quebra o ritmo do livro. Eu discordo! Adorei tudo o que David quis fazer. Ele introduziu personagens importantíssimos na história e através desses conseguiu construir o restante da história com maestria. 
"Acredito que existem pessoas no mundo, cujo único propósito e mostrar para nós o que não fazer."
A edição da Intrínseca faz jus a grandiosidade do livro e entrega logo de cara o momento mais importante da história. A textura da capa é incrível, assim como a diagramação caprichada e todo o cuidado que eles tiveram com a tradução e a não tradução de alguns termos em inglês. Uma edição muito bem feita!

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Mosquitolândia é um livro profundo e diferente. O autor consegue brincar com o sentimento de adolescentes confusos, mas em nenhum momento isso parece forçado ou conveniente. Mim é, sem dúvida, uma das personagens mais incríveis que já tive o prazer de ler. E O FINAL! Talvez, o melhor que já li em minha vida.

Por que ler Mosquitolândia? Porque você merece se divertir e emocionar com as aventuras desajeitadas de uma garota como Mary Iris Malone. E, no final, a mensagem do livro valerá mais a pena do que você imagina.
"Mas essa é a essência da mudança, não é? Quando é gradual, chama-se crescimento; quando é rápida, mudança."

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