Resenha: ELO - Imogen Howson

Oi leitores, tudo bem? Hoje a resenha vai ser de um livro que até agora não decidi se gostei ou não. Sabe aquelas histórias que tem tudo para ser a melhor, mas algo na escrita e na construção da mesma te incomoda? Então, é isso que aconteceu.
Para o melhor entendimento de vocês, dividi a resenha em tópicos. Vou falar dos personagens, da escrita, do enredo e o que não me agradou em cada um dos itens. Vamos lá:


Título: Elo
Título original: Linked
Páginas: 384
Autor (a): Imogen Howson
Editora: Farol Literário
Ano de publicação: 2015
Avaliação:

Capa: 5/5
Diagramação: 5/5
Obra completa: 2/5


Elissa costumava ter tudo: a atenção de todos, popularidade e um futuro promissor. Mas os três últimos anos fez sua vida mudar radicalmente: ela vem lutando contra terríveis visões, dores-fantasma e misteriosos hematomas que aparecem do nada. Depois de muitas idas e vindas a especialistas, surge uma promessa de cura, uma cirurgia para apagar a parte superativa do seu cérebro, que provoca tais alucinações. Às vésperas da operação, no entanto, Elissa faz uma descoberta chocante por trás daquelas visões: ela enxerga o mundo pelos olhos de outra garota.




RESUMO
Elissa sofrera um acidente que mudou completamente sua vida. Por reclamar constantemente de dores fortes, desmaiar e vomitar por causa disso, ficou conhecida como uma menina “mesquinha”. Além disso, perdeu várias amizades por sempre ter que frequentar “médicos para doidos”. Todos acham que é apenas fingimento, mas o que eles não sabem é que ela tem um Elo com uma garota de outro lugar, que até antes da cirurgia, nem Elissa sabia.
Após esta descoberta, Elissa tem que lutar contra o tempo, contra seus pais, contra seu planeta e contra as os caçadores de recompensas. Mas, para isso, precisa viajar para outro planeta e infelizmente tem que contar com a ajuda do menino que menos gosta: Candan.
Enredo
Logo quando li a premissa me apaixonei. É o tipo de gênero e história que eu amo e não posso deixar para trás. Fiquei com tantas expectativas que acabei decepcionando-me. Vou dar uma chance para o segundo livro, talvez a resposta que não encontrei no primeiro, encontrarei no próximo.
A autora teve uma ideia muito original e isso eu gostei bastante. A história tem uma visão futurística, ou seja, tudo que acontece é daqui uns cem anos. Ela envolveu bastante tecnologia e planetas com nomes e características diferentes. Até ai tudo bem, mas como surgiram esses planetas? Por que cada pessoa tem que morar em determinado planeta?
Os casais não podiam ter filhos gêmeos e caso tivessem – a irmã de Elissa é um exemplo – um dos gêmeos teria que virar uma Estepe. Uma entidade não humana de origem humana. Mas não tinha nada de não humano nesses estepes. Então entra as questões: Por que os casais não podiam ter gêmeos? Por que existem estepes?
Outra coisa é que as pessoas podiam viajar de um planeta para outro na maior naturalidade, sem aquela lei da gravidade e nem nada. Eles podiam respirar no espaço, andar no espaço e morar no espaço. Ok, foi algo oriundo, mas e a lógica? Onde fica?
Teve muitos capítulos prolongados sem necessidade. Além de alguns serem monótonos, tirando a atenção do autor e diminuindo a vontade de continuar. Essas partes monótonas não serviram pra nada.
Em suma, eu gostei do enredo. Tirando o fato dessas perguntas e muitas outras não respondidas, a intenção da autora foi boa. E o conceito da história pode ser bem mais inteligente do que isso.
Milhares de anos colonizando o universo conhecido, e ninguém jamais havia encontrado o Alienigena sapiens, formas de vida que demonstrassem o mesmo grau de proximidade da inteligente humana que os primatas hominídeos da Antiga Terra. Era isso que a garota estava dizendo, eu era uma forma de vida alienígena a um ser humano?”
Personagens
Uma coisa que o autor não pode pecar: personagens. Temos que viver com os personagens desde o início da história até o final, e se os mesmos não são bem construídos, como vão agradar-nos a ponto de não querermos largar a história? A autora não conseguiu deixar a construção deles fixa. Cada página virada era uma característica nova, uma dosagem diferente e um destino diferente em cada um. Com isso, fiquei bem confusa.
A personagem principal – Elissa – possui uma característica única que a diferencia dos outros personagens: chata. Sim, ela é super chata. Ela reclama demais, quer demais, fala demais e não faz nada. Apesar de suas dores serem justificadas, ela é mimada e toda “nhenhenhe”.
E em minha opinião, quando o livro é narrado em primeira pessoa pelo protagonista, o mesmo tem que ser pelo menos amigável. Caso contrário, a vontade de ler diminui.
A irmã gêmea de Elissa é uma personagem neutra. Ela é secundária, mas age como se fosse a protagonista. Ela é bem mais legal que Elissa, e a autora a dosou com qualidades e defeitos suficientes para a tornar magnífica. Ela foi a única personagem que salvou a história.
Candan e os demais são desnecessários na história. Apesar de Candan ser o dono da nave que leva as meninas para outro planeta, a função dele na história é muito baixa para o tipo de personagem que ele é. Ele foi muito bem construído, porém pouco aproveitado.
Escrita:
A escrita da autora é célere, fácil e agradável, porém nada verossímil. Confesso que Imogen possui domínio da coisa, mas a história em si atrapalhou um pouco. Portanto, pretendo dar uma chance ao segundo livro, espero que neste livro ela saiba usar a habilidade que tem com a escrita.
As vezes, descobrir que se pode confiar em alguém é tão devastador quando descobrir que não se pode.”
Elo possui uma história interessante e enigmática. Deem uma chance apesar dos pontos negativos. Ele merece ser lido pela excentricidade da autora. Garanto que ele vai tirar alguns suspiros. Eu senti duas coisas ao lê-lo: raiva e amor, e quando um livro desperta algo no leitor, então ele tem muito a oferecer.
A garota, a tal garota estranha sob a estrada, que havia sido torturada e fugira, a garota que estava doente e talvez não se recuperasse: ela tinha o rosto de Elissa.”
A edição está linda. A capa é espelhada, a fonte é agradável e a diagramação está do jeitinho que todo leitor gosta. Farol caprichou!
Beijos e até a próxima <3

Um comentário:

  1. Oi Mari
    Sei bem como é não saber se gostamos ou não de um livro.
    Esse livro não faz muito meu estilo, então não posso ajudá-la!
    A capa é linda mesmo
    Beijinhos
    Rizia - Livroterapias

    ResponderExcluir

Heey!

Agradecemos pela visita. O que achou do post? Compartilha sua opinião conosco. Obrigado :)

Eu vivo lendo. Todos os direitos reservados.©
Design e codificação por Sofisticado Design