Resenha: Minha Mãe é Uma Peça - Paulo Gustavo

Oi pessoal, como vocês estão? Hoje venho com uma resenha de um livro SUPER divertido. Quem não conhece minha mãe é uma peça? – poucas pessoas -. Após ter lançado em teatro e ter feito o maior sucesso, minha mãe é uma peça foi para a TV e cinema. Agora, vamos ver os berros de dona Hermínia, as teimosias de Marcelina, a vaca da Soraia e as esquisitices de Juliano narrado em um livro. Vamos lá:
Título: Minha mãe é uma peça
Título Original: Minha mãe é uma peça
Páginas:150
Autor(a): Paulo Gustavo
Editora: Objetiva
Gênero: Comédia
Ano de Publicação: 2015
Avaliação:
Capa: 4/5
Diagramação: 5/5
Obra Completa: 5/5

Minha mãe é uma peça, agora em livro e com histórias inéditas de Dona Hermínia. Essas crianças ainda matam Dona Hermínia de tanta preocupação. Pelo papel, foi indicado ao Prêmio Shell de Melhor Ator. Em 2013, o espetáculo virou filme, que teve o maior público do cinema nacional no ano, com 4,6 milhões de espectadores. Agora, a dona de casa divertida e mandona, que arranca gargalhadas cúmplices no teatro, na TV e no cinema, surge no livro Minha mãe é uma peça em fotos, ilustrações e textos inéditos escritos com a colaboração de Ulisses Mattos e Fil Braz.




Resumo:
Imagina ter uma mãe louca, totalmente louca, mas que sempre luta pelo seu bem. Ou uma mãe que chama a moça morena de “Cebion” e não de “Beyonce”. Apesar de ter um temperamento alto, Dona Hermínia faz de tudo por seus filhos, tenta manter a casa em ordem e ainda dá conselhos e mais conselhos de sobrevivência. Nesta comédia seus berros prevalecem, sua antipatia pela vaca da Soraia aumenta e os xingamentos para ajudar a Marcelina emagrecer são os piores. Porém tem algo muito tocante e é o fato Dona Hermínia aceitar a opção sexual de Juliano, seu lindo garotinho que se acaba nas coreografias da Cebion, digo, Beyoce.
Opinião:
Quando o Gabs perguntou se eu queria receber Minha mãe é uma peça da editora Objetiva, logo gritei de felicidade e ele entendeu como um sim. Coloquei todas minhas expectativas existentes neste enredo. Arrependi-me? Nãaaaaaao! Gente... Comecei a rir logo na primeira página, pois a narrativa é informal. E como vocês sabem, Dona Hermínia é super engraçada.
Nunca li um livro de comédia que me fez rir do começo ao fim.  A peça já tinha sido uma das mais assistidas, o filme foi uma das melhores produções nacional já feita – em minha opinião – e agora vem o livro. No enredo, somos apresentados a diversas situações da família da Dona Hermínia. São histórias inéditas, que falam de assuntos como: sexo, dietas e religião. Dona Hermínia dá conselhos de como criar os filhos, mostra como navegar na internet e faz seu guia de viagens.
"Gente, eu fico pasma quando uma pessoa chega pra mim e diz "minha vida daria um livro". É, daria um livro, sim. Daqueles bem encalacrados, cheios de problemas, que em vez de ajudar deixa a pessoa mais maluca ainda."
O que acho mais engraçado é a forma que a Dona Hermínia cria os seus filhos. Ela ensina, protege, educa e xinga ao mesmo tempo. Sou muito apegada ao Juliano porque ele é um personagem super carismático, o mais fofo. Todo mundo sabe que ele é homossexual e quando ele dança Cebion – como diz a Dona Hermínia – da um ar de alívio, pois apesar de tudo, Dona Hermínia aceita o filho com o maior amor do mundo. Óbvio que eu tenho muito em comum com a Marcelina. Ela só pensa em comer, dormir e ficar de bobeira em casa – essa sou eu -. E, com certeza, Dona Hermínia é a copia da minha mãe. Isso é o que mais aprecio no enredo, não é apenas uma personagem que podemos comparar com o cotidiano e nossa própria vida, são todos. Ele conseguiu trazer a essência deles da TV para o enredo.
"Minha senhora, se você não for amiga do seu filho até ele completar 14 anos, nunca mais vai ser. Aí depois você não tem nem o amigo e nem o filho".
O livro possui imagens inéditas de Paulo Gustavo e algumas cenas do filme. Agora imagina o quanto de risada saiu daí! As coisas acontecem rápido demais, a narrativa é fluída e rápida. Pelo fato de ser comédia, não precisamos de explicações ou sentido. Então, isso deixou o enredo com uma leitura super gostosa. São 150 páginas de risos. Eu recomendo lê-lo em um momento que você está triste ou com algum sentimento ruim, garanto que vai passar rapidinho. A escrita de Paulo Gustavo é tão real que eu lia na voz da Dona Hermínia. O cara manda bem na escrita. Minha mãe é uma peça é um daqueles livros que você começa a ler e não larga mais. Foi isso que aconteceu comigo, li em horas. A sensação que tive é que estava no meio de uma peça. Foi mágico!
 “Porque com 14 vira tudo adolescente e desabrocha tudo que tem de ruim no ser humano. É quando eles começam a desafiar todo mundo. É a rebeldia. Mas, pensando bem, acho bom baixar pra 12 anos isso, porque tem que atualizar as coisas. Hoje essa criançada tá ficando adolescente com 12, 13 anos. Isso é o quê? É frango com hormônio que essas crianças comem.”
Que edição é essa? Letra grande e legível, material da folha e da capa é resistente e a diagramação esta perfeita. A única coisa que não me agradou foi à cor da capa, mas é uma coisa pessoal mesmo. Editora Objetiva caprichou!
Eu super recomendo a leitura, principalmente se você for fã de comédia e literatura nacional. E com certeza você irá cair na gargalhada com Dona Hermínia.
Beijos e até a próxima <3

Um comentário:

  1. Oi Mari, adorei a resenha!
    Quero muito esse livro, quando surgir a oportunidade vou comprar com certeza :3.
    http://meumundoempaginasfz.blogspot.com.br/

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Heey!

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