Resenha: A Ilha de Bowen - Céjar Mallorquí

Oi pessoal, tudo bem? Hoje trago uma resenha de um livro que surpreendeu-me muito e quase se tornou meu favorito! Confira os motivos na resenha, vamos lá:

Título: A ilha de Bowen
Título Original: La isla de Bowen
Páginas: 524
Autor: Céjar Mallorquí
Editora: Biruta
Gênero: Fantasia
Ano de Publicação: 2015

Avaliação:

Capa: 5/5
Diagramação: 5/5
Obra Completa: 4/5






A Ilha de Bowen - Tudo começou com o assassinato do marinheiro Jeremiah Perkins, em um pequeno porto norueguês, e com um pequeno pacote, que ele enviou para Lady Elisabeth Faraday. Mas talvez a história tenha começado quando estranhas relíquias foram descobertas em uma antiga cripta medieval. Foi por causa disso que o mal‑humorado professor Ulisses Zarco resolveu embarcar em uma aventura a bordo do Saint Michel, enfrentando inúmeros perigos e o terrível mistério que envolvia a Ilha de Bowen.






RESUMO:
Samuel Durango é um fotografo que não sabe o que fazer da vida. Tem medo de começar um novo serviço e retomar a rotina de sempre: casa, trabalho, casa e trabalho. Entretanto, resolveu ir para a SEDE DA SIGMA levar suas produções para o professor Zarco conferir.

Contente com sua ocupação na empresa SIGMA, Durango não imaginava que viveria uma aventura. Lady Elisabeth – Lisa – solicitou ao professor Zarco para ir procurar seu – talvez - falecido marido, John, um tripulante que sumiu misteriosamente à procura de relíquias.

O que Zarco não esperava, é que John deixou um artefato muito raro nas mãos de Lisa, com interesse em descobrir o que é a coisa, resolveu viajar para Santander e encarar qualquer coisa para encontrar John.
OPINIÃO
A ilha de Bowen foi o primeiro livro que recebi da editora Biruta e confesso: FOI UMA GRANDE ENTRADA! Apesar de ser infanto-juvenil, o autor traz um enredo forte com frases intrigantes. Além disto, faz referência à obra: A viagem ao centro da Terra. A trama ocorre no início do século passado.

Os personagens – que são muitos – foram muito bem construídos. Foi a partir daí que percebi a criatividade do autor. Apeguei-me demais ao Samuel – fotografo -. Ele é observador, inteligente, talentoso e uma pessoa imprevisível. No decorrer do enredo ele foi amadurecendo e de “menininho” passou a ser primata.

“- Meu nome é Samuel Durango Muñoz – disse, finalmente -, e nasci em Malpica de Tajo, uma cidade de Toledo, em dezoito de novembro de 1896. Meus pais morreram de tifo quando eu tinha seis anos.”

Professor Ulisses Zarco além de ser machista é: arrogante, grosseiro e mal humorado. Claro que há suas qualidades: sábio, calculista e corajoso. Pude perceber que a forma como o autor o descreveu servia para nutrir uma pequena raiva do personagem, mas não deu certo. Conforme os acontecimentos iam passando, ele foi se tornando uma pessoa melhor. No fim, tornou-se aquele professor que todos querem ter.

“– Grosseiro, mal-humorado e arrogante. É homem de muito caráter, geralmente mau, mas é pura fachada. Se lhe disser coisas inconvenientes, não leve a sério.”

Lady Elisabeth é uma mulher dedicada, disposta e independente. Enfrenta o que for necessário para ter o que quer. Inteligente e hábil. E há sua filha Katherine, aquele personagem que começa super desnecessário, mas no decorrer torna-se um dos personagens mais importantes da estória.

As aventuras são muito bem amarradas e as situações são divertidas e instigantes. Os vilões são interessantes, mas bem alapardados. Algumas partes aconteceram de forma premeditada e célere – primeiros capítulos – não sei o que Mallorquí pretendida com isso, mas foi um grande passo para prender-me a trama.

“– Sequestraram a gente... para jogar XADREZ?”

A narrativa de César é cheia de descrições e brilhantes ideias. É um livro fluído, apenas algumas partes ficam monotomas, mas nada que o deixe cansativo. O autor é bem detalhista, os diálogos são bem construídos. O desfecho foi incrível. Mallorquí soube criar um clímax impecável e claro, os personagens magníficos contribuíram com isso.

A ilha de Bowen nos traz um enredo repleto de aventuras, enigmas e mistério. O autor conversa com o leitor pela forma da escrita que tem. É uma obra trabalhosa. E quando chega ao fim, da vontade de ler novamente.

“Nunca me arrependi tanto de alguma coisa como da decisão de fazer esta viagem – disse Garcia, muito sério. – Uma única vez que saí da Espanha e encontro armadilhas magnéticas, monstros metálicos, bandidos armados, erupções vulcânicas, maremotos e todo tipo de fenômenos perigosos.”

A edição está impecável. Diagramação é rica e perfeita para quem gosta de fontes médias. Há ilustrações – informações – junto ás páginas e a capa está muito chamativa. O tom de azul com preto atrai qualquer um. Meus Parabéns a editora Biruta!

Eu, com certeza, recomendo a leitura do livro. Vocês não irão se arrepender.

Beijos e até a próxima <3

3 comentários:

  1. Não conhecia o livro, mas parece ser uma ótima aventura mesmo. Adorei a indicação!

    Beijos!
    livrosdawis.blogspot.com.br

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  2. Quase não leio mais livros infanto-juvenis, mas adorei a dica para dar de presentes aos sobrinhos. O livro parece ser muito divertido.
    Abraços,
    Gisela
    @lerparadivertir
    Ler para Divertir

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  3. Oi Mariana...
    Desconhecia o livro, mas acho que porque foi lançado recentemente né..
    Gostei do enredo. Alguns infanto-juvenis surpreendem mesmo. E com uma ótima narrativa, acho que todo livro merece uma chance.
    Gostei muito da resenha.

    livrosvamosdevoralos.blogspot.com.br

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Heey!

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