Resenha: Invisível - David Levithan e Andrea Cremer

4 de fevereiro de 2015

Oi pessoal, como vão? Mais uma vez, trago a resenha do David (amo esse autor). Invisível me agradou, e não agradou. Amei e não amei. Senti ódio e amor. Foi uma relação bem estranha. Leiam e vocês vão entender o motivo. Vamos lá! 

Título: Invisível
Título Original: Invisibility
Páginas: 318
Autores (a): David Levithan e Andrea Cremer
Editora: Galera
Gênero: Fantasia
Ano de Publicação: 2014

Avaliação:

Capa: 5/5
Diagramação: 5/5
Obra Completa: 3,5/5



Amaldiçoado desde o dia em que nasceu Stephen é invisível. Nunca viu seu rosto nem corpo. Evitando desaparecer por completo, ele vaga por Nova York, à deriva. Até que sua nova vizinha de apartamento chega e é capaz de enxergá-lo! Logo, ambos se tornam mais que amigos. E tanto Elizabeth como Stephen precisam decidir o quão longe irão para quebrar a maldição que o acomete. Estariam dispostos a enfrentar o maior desafio de todos? A morte!








RESUMO

Imagine viver uma vida onde todos te enxergam, mas você não enxerga ninguém. Imagina querer saber qual a cor dos seus olhos, da sua pele, do seu cabelo e não poder. Às vezes, colocamos na cabeça que ser invisível dever ser legal, pelo fato de que podemos fazer qualquer coisa sem ninguém ver. SÓ QUE NÃO! Para Stephen, ser invisível é a pior coisa do mundo. Ele não sabe sua aparência, sua mãe nunca pôde tocá-lo, ou ver seu rosto. Seu pai nunca pôde ensina-lo a andar de bicicleta, coisas que um garoto normal faria com os pais. 


Depois de um tempo, Stephen encontra Elizabeth, e ela é a única pessoa (ÚNICA) que pode enxerga-lo e tocá-lo. Eles se conheceram de uma forma nada amigável, mas logo depois criaram uma grande amizade. De uma grande amizade, nasceu um belo amor. Juntos, enfrentaram o maior pesadelo da vida de Stephen: a maldição que jogaram nele. Stephen e Elizabeth tem que correr contra o tempo para procurar justificativas, e meios para acabar com a tal maldição; será que conseguiram? 


OPINIÃO
Mais um livro do nosso queridinho Levithan. É impossível ler um livro do David e não gostar. Ele agrada a todos com sua escrita e estória simples. Porém, não foi dessa vez com "Invisível". Criei todas as expectativas do mundo ao lê-lo. O resultado foi entre amor e ódio. Mais ódio do que amor.

David trouxe uma narrativa diferente do que estamos acostumados a ver nos livros dele (pelo menos nos que eu li). Cada capítulo era narrado por um personagem, intercalando entre Stephen e Elizabeth. Ou seja, David e Andrea. Entretanto, tínhamos dois pontos de vista. Foi uma ótima jogada dos autores, pois o leitor fica divido entre dois sentimentos. A junção de romance com fantasia foi perfeita. Eles souberam usar os dois na medida certa. 

"Quero gritar. Quero chorar. Quero aperfeiçoar uma gargalhada maníaca que vai me fazer ser internada em um manicômio para que não veja acidentalmente algo que não estou preparada para ver. Depois, me pergunto se metade das pessoas nos manicômios estão la por cauda das MALDIÇÕES."

Os personagens são bem construídos e até os personagens secundários tem papel importante na estória. Stephen é um personagem memorável. Tanto na sua historia de vida, quanto na sua função no enredo. Elizabeth é a menina 'chatinha'. Típica de que sofre na escola, tem problema com o pai, à mãe não é presente e tem raiva da vida. Talvez tenha sido um erro da Andrea, essas características deixaram a personagem fraca. 

"Quero que uma pessoa me veja. No meio daquelas centenas. No meio daqueles milhares. Só quero que um deles me pergunte as horas. Pergunte o que estou fazendo. Olhe nos meus olhos. Desvie quando parecer que estou bem no caminho."

Outro livro que posso adicionar na lista de 'frases marcantes'. Às vezes, David dá uma de filósofo e cita cada coisa... Mas garanto que você vai levar como lição de moral. Amor, amizade, companheirismo, fidelidade e aceitação. Isso predomina em Invisível

Dessa vez, Levithan exagerou nos enigmas, mas foi um ótimo exagero. Cada página virada era uma curiosidade e vontade de ler a página seguinte para descobrir o que ele quis dizer na anterior. Já Andrea, era mais direta. Ela não escondia segredos. Não gostei muito da forma de escrita da mesma. Ela não é detalhista. Geralmente, autores não detalhistas, são "meia boca". Bruxaria, encantamento, maldições e afins, estão presentes neste livro. Ação, aventura, romance e drama não faltam. Tinha tudo para ser um livro 5 estrelas, até que... CHEGA AO DESFECHO.

Gente, onde estava à cabeça do David para fazer um desfecho tão bosta? Eu sei que a parte mais difícil para um autor é criar um final, mas nossa... Decepção! Acho que ele escreveu qualquer rascunho e passou para o original sem querer saber de nada. Você fica o livro inteiro criando expectativas, roendo as unhas de ansiedade, tentando criar conclusões, para chegar ao final e ser HORRÍVEL. Até os meus finais teriam sido melhores do que o que ele escreveu.  A partir do momento que o autor está mexendo com fantasia, ele tem que ter a consciência de que não é qualquer explicação, qualquer conclusão que o leitor vai aceitar. Eu reli alguns parágrafos várias vezes para entender o que o David quis dizer com aquilo, e não encontrei respostas. Ele teve tudo ao escrever este livro, menos consciência (risos).

"Eu não existo. E mesmo assim, existo."

Apesar do final (nem sei se posso chamar aquilo de final), eu recomendo a leitura. É uma estória que prende o leitor do começo ao fim. A escrita continua simples, a quantidade de personagens é pequena e os cenários são poucos. O maior dom do David é que ele sabe usar o pouco que tem. E a narrativa é mais que rápida, 9 páginas por capítulo (no máximo). Li bastantes comentários negativos, mas não deixei de ler o livro. Então, por favor, faça o mesmo. Eu não gostei do final, mas você pode gostar.

Já leram? Se sim, gostaram do final?

Beijos <3

2 comentários:

  1. Olááá
    Eu tenho o livro e estou muuuito ansiosa e esperançosa com a leitura, espero adorar pois depois de Todo Dia sou muito fã do autor, ele é ótima haha
    A premissa do livro é muito legal e só escuto elogios, que bom que você também gostou e eu espero não me decepcionar.

    Abraços
    Comente ;)) http://realityofbooks.blogspot.com.br/2015/02/resenha-um-amor-um-cafe-nova-york.html

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  2. Oi, Mari, tudo bem?

    Confesso que o livro me decepcionou um pouco. Esperava algo um pouco mais reflexivo quanto ao "ser invisível" então acabei não gostando tanto assim. Mas, claro, a escrita do autor é ótima e isso é fato

    beijos
    Kel
    www.porumaboaleitura.com.br

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