Pipoca de Sexta #49 - O Grande Hotel Budapeste

Heey peoples! Como vão? Faltam apenas 2 dias para o Oscar (contagem regressiva) e hoje vim falar sobre um filme que foi indicado a mais de 6 Oscars, incluindo “Melhor Filme”. Olha só o que eu achei de O Grande Hotel Budapeste ou “The Grand Budapeste Hotel”.

Título: O Grande Hotel Budapeste
Título Original: The Grand Budapeste Hotel
Gênero: Comédia, Drama
Distribuidora: FOX FILMES
Ano de Lançamento: 2014
Nacionalidade: Reino Unido
Direção: Wes Anderson

Avaliação:

Elenco: 5/5
Trilha Sonora: 5/5
Obra Completa: 4,5/5




No período entre as duas guerras mundiais, o famoso gerente de um hotel europeu conhece um jovem empregado e os dois tornam-se melhores amigos. Entre as aventuras vividas pelos dois, constam o roubo de um famoso quadro do Renascimento, a batalha pela grande fortuna de uma família e as transformações históricas durante a primeira metade do século XX.










RESUMO
Certa vez um velho escritor decide contar a história de quando se tornou dono do grande hotel Budapeste. E essa meus amigos, é uma história pra lá de curiosa e irreverente. 


M.Gustave é concierge de um dos hotéis mais famosos e renomados da época.  Budapeste Hotel! Ele conhece seu mais novo “braço direito” o desajeitado Zéro, seu mensageiro. M.Gustave leva Zéro ao velório de uma grande conhecida bastante próxima da família, que morreu em condições suspeitas. Já no velório, após ser lido o testamento, Gustave descobre que a velha deixou um quadro valiosíssimo de herança para ele e, é claro, a família não gostou nada dessa história.

Porém, como a herança deixava clara a posse do quadro a Gustave ele, junto de Zéro, decidiu “roubar” o famoso quadro que lhe foi deixado de herança. A partir daí começa uma incessante perseguição aos dois por parte de uma família psicótica (a tão má família da velha).

Entre trancos e barrancos Gustave e Zéro começam a criar uma amizade. E isso, em pleno desfecho de II Guerra Mundial. 
OPINIÃO
Ser indicado ao Oscar é uma honra e o reconhecimento de um trabalho árduo e gratificante (ou não). O Grande Hotel Budapeste é aquele tipo de filme que merecia ser indicado até para o Grammy caso fosse possível. Porque  minha gente. QUE FILMAÇO!

Inicialmente o filme não pode chamar tanta atenção, por possuir um enredo relativamente simplista e sem grandes acontecimentos, mas o roteiro bem elaborado e amarrado compensa todo o resto. A dualidade presente nesse paradoxo: ENREDO X ESTÉTICA é de fazer rir. O que o enredo tem de simples a estética do filme compensa em estranheza. Uma bela estranheza <3.

SUBINDOO!
Wes Anderson é um diretor já conhecido em Hollywood pela peculiaridade de seus trabalhos. Isso é facilmente visto em “Moonrise Kingdom” ou “The Royal Tenembaums”. O design aplicado por ele ao filme é o que mais chama a atenção. Meus olhos brilharam durante toda a exibição do longa porque foi impossível não tentar reparar e entender cada detalhe. O figurino e as cores dos ambientes são habilidosamente planejados. Cada um em um momento certo e por determinada justificativa. E o melhor! Eles não cansam a mente. Já anotei o nome de Wes Anderson no meu caderninho de “vale a pena conferir”.

Mesmo com uma história de proporções não tão delirantes os efeitos visuais são necessários e altamente bem desenvolvidos por toda a equipe técnica. Determinados ambientes e objetos soam claramente artificiais, mas é um artificial tão singular que é impossível não rir com tudo aquilo. Foi algo obviamente proposital, que funcionou bem. Mais um acerto do filme! 

Que ponte linda!
É impossível não continuar falando dos aspectos técnicos do filme – são impecáveis – por isso prometo que só falarei mais uma coisa; É curioso o enquadramento escolhido pelo diretor para retratar a história do filme. Tudo é simétrico. PERFEITAMENTE! Além disso, o enquadramento da câmera segue um padrão, obviamente, também proposital. E o mais curioso? Esse enquadramento foi usado para “homenagear” ou fazer uma espécie de analogia a época em que o filme se passa. É ou não é incrível?

O que é esse elenco? GZUIS! Talvez, uma das coisas que mais tenham vendido e chamado à atenção para o filme (fora à estética) foram os atores que estão relacionados à obra. Nunca vi tanto ator(a) bom em um só filme desde “Histórias Cruzadas” ou “O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet”. Sério gente! É de se espantar. E o mais legal é que atores super conhecidos como “Owen Wilson” ou “Tilda Swinton” possuem uma participação quase superficial na história (coisa de minutos), mesmo assim não deixam de ser grandiosos e aproveitar o máximo que o personagem oferece.

Olha a cara do Dafoe!
O Grande Hotel Budapeste também acerta nas sátiras/críticas feitas para várias situações da época. O modo como a II Guerra Mundial é ironizada, mesmo sendo polêmico, é hilário. Os personagens viajam para a linha tênue de safadeza até singularidade e assexualidade implícita. É uma loucura deliciosamente bem trabalhada e exaltada.

Por se tratar de uma história, dentro de outra história o filme possui VÁRIAS passagens de tempo. Ele transcende desde o presente até o passado o que poderia ter estragado todo o filme, mas não! Deixou-o ainda mais memorável. As coisas acontecem no momento certo e são contadas de um jeito leve, porém sarcástico. O espectador tem tempo de absorver toda a informação e tentar deduzir o que vai acontecer a seguir. Alguns momentos são até previsíveis, mas é uma previsibilidade diferente e necessária.

Saúde!
Como não elogiar Tony Revolori? O ator é praticamente desconhecido em meio a tantos atores de renome, mas é o que mais brilha. Ele é fisicamente engraçado e consegue passar o humor e a intelectualidade que o seu personagem possui de maneira suave. Merecia um Oscar!

O filme possui uma pitada bem leve – quase imperceptível – de romance agridoce. Zéro e Agatha se apaixonam em meio a toda aquela confusão. O romance dos dois é tão puro e bonito que não somos agraciados nem com um beijo de paixão. O motivo? Não enxergo aquilo como amor, é puro sarcasmo. Sarcasmo esse que foi implicitamente mostrado logo no final do filme com uma das narrações mais bem conduzidas que já ouvi. Prova disso é a crítia realizada através do envolvimento dessas duas personas tão diferentes: BONITO X FEIO. NEGRO X BRANCO. Se estou pirando? Talvez, mas é minha interpretação. Wes Anderson é gênio!

Belos olhos.
Como sou definitivamente chato encontrei apenas um defeito. Por mais que a narrativa do filme seja ágil e os acontecimentos interessantes, senti que o roteiro se perdeu um pouco a partir do 2° ato. Não é nada grave, mas isso me desconectou um pouco do filme e até me fez querer dar uma pausa no filme. Porém, não leve isso como defeito supremo ou, até mesmo, um  defeito que se preze. Como eu disse, sou muito chato. 

Eai, qual é o plano?
O Grande Hotel Budapeste é uma comédia que não só irá te fazer rir, mas também refletir. Ele está isento de qualquer apelação com conteúdo sexual, racial ou uso de estereótipos imbecis. Você irá deliciar-se em meio a tantas cores e doces saborosos (esse filme da fome). Através de uma história inovadora e simples você verá que até o mais insensível fato da vida pode ser ironizado. VÁ ASSISTIR; NOW!
                                                          TRAILER

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