Resenha: Claros Sinais de Loucura - Karen Harrington

29 de setembro de 2014

Olá leitores, como vão? Atendendo a inúmeros pedidos de vocês hoje trago a resenha de um livro que me decepcionou bastante. Bora!

"Uma personagem introspectiva cuja voz, intercalada a cartas e definições de palavras, absorve completamente os leitores."
                                                            - School Library Journal



Título: Claros Sinais de Loucura
Título Original: Sure Signs of Crazy
Páginas: 256
Autor(a): Karen Harrington
Editora: Intrínseca
Gênero: Young Adult
Ano de Publicação: 2014

Avaliação:

Capa: 4/5
Diagramação: 4/5
Obra Completa: 2,5/5

COMPRE: SARAIVA



Sinopse: Você nunca conheceu ninguém como Sarah Nelson. Enquanto a maioria dos amigos adora Harry Potter, ela passa o tempo escrevendo cartas para Atticus Finch, o advogado de O sol é para todos. Coleciona palavras-problema em um diário, tem uma planta como melhor amiga e vive tentando achar em si mesma sinais de que está ficando louca. Não é à toa: a mãe tentou afogá-la e ao irmão quando eles tinham apenas dois anos, e desde então mora em uma instituição psiquiátrica. 

O pai, professor, tornou-se alcoólatra. Fugindo da notoriedade do crime, ele e Sarah já se mudaram de diversas cidades, e a menina jamais se sentiu em casa em nenhuma delas. Com a chegada do verão em que completa doze anos, ela está cada vez mais apreensiva. Sente falta de um pai mais presente e das experiências que não viveu com a mãe, já se acha grande demais para passar as férias na casa dos avós, está preocupada com a árvore genealógica que fará na escola e ansiosa pelo primeiro beijo de língua que ainda não aconteceu.

 Mas a vida não pode ser só de preocupações, e, entre uma descoberta e outra, Sarah vai perceber que seu verão tem tudo para ser muito mais. Bem como seu futuro.

Opinião:


Seria hipocrisia minha dizer que eu esperava uma leitura padrão com esse livro, mas também mentiria se dissesse que não estava com altas expectativas. Decepcionei-me profundamente e tentarei contar para vocês o motivo dessa decepção.

O que mais me chamou a atenção no livro foi o título. Pensei em várias teorias malucas que poderiam explica-lo e assim que comecei a ler alimentei esperanças que algumas poderiam estar certas... Dancei!

A protagonista é louca, o que faz sentido por causa do título, mas a loucura dela me soou bastante forçada. Sarah oscila sua personalidade entra a normalidade e a maluquice. Em determinado momento do livro o leito ficará se questionando qual é a lição que a autora quer passar através da personagem. O problema, é que não só a personagem é confusa, mas a história também se revela bastante estranha.

Senti que a autora não tinha absolutamente nada com o que trabalhar nesse livro é como se ela tivesse criado um enredo básico e ao longo do tempo tivesse pensado em coisas bobas para complementá-lo. O modo como ela narra à história é até envolvente, mas eu quase pensei em desistir do livro. Nada de interessante acontece na história, é uma monotonia incrível. Estagnação, essa é a palavra.

"A mãe de Lisa diz que, como todas as pessoas são parte do corpo de Cristo, algumas acabam tendo que ser o sovaco."

Metáforas é um ótimo instrumento de trabalho, no entanto, é necessário ter talento para mexer com elas, pois podem torna-se perigosas para a trama. Senti que a autora estava perdida com aquilo que colocava no texto. Ela acertava em alguns momentos, mas logo depois se perdia novamente. Não estou dizendo que ela não possui talento, longe disso, mas acho que ainda deve praticar mais um pouco o modo como acrescenta determinados ingredientes a sua "sopa".

Como sempre, a edição da Intrínseca está muito boa. Não acho a capa sensacional, mas passa longe de ser feia. É difícil criar uma capa chamativa para esse título e em minha concepção, eles conseguiram chamar um pouco de atenção. Diagramação, espaçamento, folhas. Tudo continua padrão. Uma edição simples e bem feita.

“Não posso garantir, mas acho que o amor é alguém que entende você.”

Claros Sinais de Loucura é um livro que prometeu inovar e mostrar ao leitor outra face da loucura e a meu ver não conseguiu cumprir com sua promessa. Para mim, o livro não serve nem como entretenimento. Consegui dar algumas risadas em alguns momentos e as citações constantes a "Harry Potter" e a "O Sol é Para Todos" me agradaram bastante. No geral, não recomendo. Leia por sua conta e risco. 

Até a próxima e obrigado por ter destinado um pedaço do seu tempo para ler minha resenha.

Resenha: Como Dizer Adeus em Robô - Natalie Standiford

24 de setembro de 2014

Iai leitores, beleza? Pela milésima vez peço perdão a todos pela demora dos posts. Minha vida está extremamente corrida e está difícil conciliar o blog com toda essa maratona. A resenha de hoje é sobre um livro que me surpreendeu positivamente.

"Telefonem para este livro emocionante. Não é como nada que já leram antes. Amei."
                                               Rachel Cohn autora de Pão de Mel


Título: Como Dizer Adeus em Robô
Título Original: How to Say Goodbey in Robot
Páginas: 344
Autor(a): Natalie Standiford
Editora: Record
Gênero: YA
Ano de Publicação: 2013

Avaliação:

Capa: 5/5
Diagramação: 5/5
Obra Completa: 4/5 (Favorito)

Compre: SARAIVA



Sinopse: Com um toque melancólico, o livro conta a singular ligação entre Bea e Jonah. Eles ajudam um ao outro. E magoam um ao outro. Se rejeitam e se aproximam. Não é romance, exatamente, mas é definitivamente amor. E significa mais para eles do que qualquer um dos dois consegue compreender… Uma amizade que vem de conversas comprometidas com a verdade, segredos partilhados, jogadas ousadas e telefonemas furtivos para o mesmo programa noturno de rádio, fértil em teorias de conspiração. Para todos que algum dia entraram no maravilhoso, traiçoeiro, ardente e significativo mundo de uma amizade verdadeira, do amor visceral, Como dizer adeus em robô vai ressoar profunda e duradouramente.

Opinião:

Como Dizer Adeus em Robô, sem dúvida, é um dos livros mais diferentes que li na vida. Não sei como essa resenha irá se desenrolar, mas espero conseguir contar para vocês, com clareza, tudo o que senti lendo essa obra. Vamos lá!

O livro tem um estilo introspectivo e calmo. Se você está esperando um grande acontecimento na história é melhor parar por aí. Você não irá encontrar isto aqui. E não tem absolutamente nada haver com robôs (as máquinas). O livro, assim como o título, é uma grande e bela metáfora. Notei que a autora se preocupou mais em trabalhar o emocional de seu leitor do que de desenvolver sua história por completo. Gabriel, então o livro é mal desenvolvido? De maneira alguma! 

 "De alguma forma eu não estava incluída em seu amor por todas as criaturas do mundo... mas tinha medo de dizer isso em voz alta. Não queria estimular outra crise de choro. E, por mais que eu gostasse de pensar em mim mesma como outra garota robô, ser chamada de sem coração pela própria mãe não era bom para o meu coraçãozinho de conômetro."

Esse livro trabalha com o interior das pessoas. Natalie criou dois personagens semelhantes no quesito personalidade e por isso eles se identificaram tanto. Mas o que realmente chama a atenção é a relação de Bea e Jonah. Os dois possuem uma relação extremamente complexa. É claro e certo para o leitor, que eles não são apaixonados, mas também não é certeza se não sentem nada um pelo outro. Parece que a amizade deles é algo mais ilusório. Como se tudo não passasse de uma grande utopia. Entendem? 

O maior mérito de todo o livro são os personagens. Eles são tão ricos em personalidade e peculiaridades, que cada um merecia um livro próprio. Ao longo do livro a autora cria uma dinâmica dentro da história para aproximar os personagens (não contarei por ser spoiler) e isso deu muito certo. Confesso que de vez em quando eu fechava o livro e ficava refletindo sobre o que eles tinham dito... É sensacional!

 "E o que havia de errado na superficialidade afinal? Ás vezes era meio um alívio."

Depois de tanto elogiar, está na hora de falar o que me decepcionou no livro. Estou com vontade de enforcar a autora, pois o livro tinha tudo para se tornar cinco estrelas, mas ela tinha que ter aprontado aquelas coisas... Ohh dificuldade! O problema do livro é a personalidade enigmática de Jonah. Não se sabe o que ele sente e qual é o motivo dele ser assim, mas adivinhem. A autora não nos conta o motivo de Jonah ser daquele jeito. Pode até estar nas entrelinhas ou algo parecido, mas tenho certeza de que um desenvolvimento maior do personagem daria conta do recado. Fiquei muito triste com essa característica do personagem.

Sobre a edição. UAU! Não tenho muito que falar, pois é difícil encontrar edições tão bem elaboradas e dedicadas como a desse livro. Além de folhas amareladas, brancas e rosadas (sim, rosas) o livro apresenta uma tipografia totalmente diferente. Podemos perceber que a capa foi pensada em seus mínimos detalhes. A diagramação está impecável e a revisão está excelente. Parabenizo a editora pelo ótimo trabalho. 

Depois de tanto escrever, está na hora de encerrar a resenha. Como Dizer Adeus em Robô é um livro diferente e rico. Muitas pessoas não gostaram do final - odiaram para falar a verdade -, mas confesso que adorei. Não posso recomendá-lo para todos, pois nem todo mundo irá gostar da maneira como a autora aborda os assuntos polêmicos que acrescenta no livro. Para aqueles que gostam de uma boa dose de drama e sentimentos conflitantes, esse livro é um prato cheio. Já os que buscam uma história recheada de ação e acontecimentos bombásticos... Ops! É melhor não pegar esse livro. Em suma, irei guardar seus ensinamentos para o resto da vida e, com certeza, será encaixado em minha lista de favoritos. 

Boas leituras e até a próxima!

Pipoca de Sexta #44 - Você é o Próximo

19 de setembro de 2014

Olá leitores, tudo bem? Finalmente (yeeees) é Sexta-Feira. Essa semana, sem dúvida, foi uma das mais complicadas para mim. Não tinha tempo nem para comer, imagina para cuidar do blog. Mas isso acabou. Ainda bem. Hoje é dia de Pipoca de Sexta e para variar um pouco decidi falar de um filme bastante medonho e deverás clichê. Borá!

PS: Esse filme está disponível na Netflix. Então vá assistir e depois me conte o que achou!


Título: Você é o próximo
Gênero: Terror
Elenco: Sharni Vinson, Nick Tussi, Wendly Glenn e etc.
Distribuidora: PlayArte
Ano de Lançamento: 2012
Nacionalidade: EUA
Direção: Adam Wingard

Avaliação:

Elenco: 3,5/5
Trilha Sonora: 5/5
Obra Completa: 4/5





Sinopse: Paul e Aubrey Davison convidam seus filhos, já adultos, para celebrar o aniversário de casamento deles. O primeiro a chegar é Crispian, que vai à festa ao lado da namorada Erin seguido pelos irmãos. A festa segue em frente, mas na hora do jantar velhas rivalidades ressurgem e criam um certo mal-estar entre os presentes. Justo quando a tensão está em seu ápice, algo quebra a janela da casa. A família é atacada por pessoas que usam máscaras de animais, instaurando o pânico naquela que deveria ser uma festa de celebração.



Resumo:


Crispian e Erin são convidados pelos pais de Crispian a jantar na casa da família em uma noite especial. A família toda está reunida, eles não são um exemplo de paz e companheirismo, mas tudo segue normalmente. No meio do jantar algo assustador acontece, uma flecha é disparada misteriosamente para dentro da casa matando um membro da família. O problema? Depois disso, os ataques não param.

Homens mascarados e medonhos invadem a casa e começam a fazer um verdadeiro massacra com a família, mas Erin é forte e tentará sobreviver a qualquer custo. Será que ela vai conseguir? Quem são esses homens? Por que estão fazendo isso com eles?

Opinião:

Tenho um pé atrás quando se trata de terror. É um gênero que me chama a atenção e, geralmente, consegue me entreter. Mas é muito difícil eu sentir medo de filmes de terror, pois sou uma pessoa difícil de assustar. Você é o Próximo ganhou mérito comigo. Eu não senti medo, eu morri de medo.

O filme começa clichê como toda produção do gênero. O casal feliz, indo em direção à casa feliz, encontrar a família feliz. Já no começo fiquei sem vontade de continuar acompanhando, mas a curiosidade falou mais alto e assim que os homens de máscaras - tenebrosos - apareceram eu comecei a colocar fé no filme.

"Você é o próximo"... MEDO!
O filme tem uma linha bastante comum para o subgênero "home invasion", não consegue inovar em várias coisas, mas em outras se sobressai. O terror aqui não é causado pelo suspense em si. O terror é decorrente do bom desenvolvimento dos vilões e o modo como o diretor explora seus comportamentos. É medonho e bizarro.

Achei diferente a maneira como a protagonista (Erin) é explorada. Em um determinado momento do filme ela começa a mostrar ao espectador que não é uma garota manhosa e uma personagem secundária que está ali apenas para morrer. Erin se torna uma mulher forte e começa a colocar medo em seus caçadores. Há uma inversão de papéis muito inteligente e que contribuiu para o enriquecimento da trama. A caça se torna o caçador.


"Os três porquinhos" - SQN.
O maior defeito do filme, que me incomodou bastante, foi o motivo do ataque. Não irei revelar para não dar spoiler, mas chega a ser bobo. Creio que na vida real as coisas não precisariam ser dessa maneira. Algo bem mais fácil poderia ser feito para resolver a situação na qual o personagem X busca. Percebi que o diretor não queria explorar um bom motivo, queria apenas mostra sangue e algumas mortes estilo "Premonição".

A trilha sonora é bastante simples, nada muito elaborado, mas conseguiu me cativar. O ritmo e até o modo como os instrumentais são usados é de cair o queixo. Tudo é muito bem feito e elaborado. Você sente medo, em parte, por causa da trilha sonora. Adorei!


Vem cá que eu te conforto.
Você é o Próximo não é um filme espetacular, só que consegue surpreender dentro do gênero que por muitas vezes se torna incomodamente clichê. O filme é dinâmico e não deixará o espectador cair no tédio. Os minutos finais são incríveis, e o final não poderia ter sido mais icônico. Recomenda-se para todos que apreciam um bom terror e também aqueles que estão a fim de ficar abraçando a namorada e/ou namorado. Bom filme!

Confira o Trailer:




A Arte de Viver é Debater #6 - A Popularização de Livros Gays

15 de setembro de 2014

Olá leitores, tudo bem? Nessa segunda-feira eu resolvi trazer um post bastante dinâmico e polêmico para comentar com vocês. O assunto de hoje é: literatura gay. Vamos lá!

Nesta coluna darei minha opinião sobre diversos assuntos. Chamarei amigos blogueiros e amigos anônimos para expressar sua opinião e, é claro, conto com a participação dos leitores.



Tag: Alfabeto Literário

12 de setembro de 2014

Olá leitores, tudo bem? Hoje é dia de responder tag e foi difícil escolher uma entre as inúmeras que estão rolando na blogosfera. Responderei a tag Alfabeto Literário. Vamos lá!

Compre na Saraiva os livros citados: A Última Música, Questões do Coração, Pequena Abelha, Enders e Tony e Susan.


Fui indicado pelo blog Um Oceano de Histórias

Regras:

A tag funciona da seguinte forma: o blog que me indicou escolheu 5 letras, eu escolho os livros que iniciam com essas letras. Indico 5 blogs e mais 5 letras, é bem interessante. As letras escolhidas pelo Um Oceano de Histórias foram: A, Q, I, P, E e T... Vamos lá!

Letra A



A última música foi o primeiro livro que eu li do Nicholas. O livro não é excepcional, mas me fez refletir sobre várias coisas (chorei muito também). Eu recomendo para qualquer pessoa que queira se emocionar, refletir e até dar umas risadas.

4 estrelas.





Letra Q



Questões do coração foi um dos primeiros livros que eu li. Posso até dizer que Emily Giffin me ajudou um pouco na entrada para esse incrível mundo. A história do livro é instigante ao extremo e também emociona bastante. Recomendo!

4 estrelas.






Letra I

Nunca li um livro que se inicia com a letra I... KKKKK!

Letra P



Pequena Abelha me veio à cabeça assim que vi a letra P na lista. O livro é incrível. Chris Cleave conseguiu escrever uma obra sarcástica e, ao mesmo tempo, séria. Não o recomendo para leitores iniciantes, pois creio que ele exige uma bagagem maior de experiência de leitura.

5 estrelas.






Letra E


Até hoje não acredito no que a autora fez nesse livro. Starters (o 1° dessa série) foi fantástico. Lembro-me de ficar acordado até 00:00 para concluir a leitura dele, mas Enders foi uma decepção tremenda. Nem curto muito falar sobre ele.

3 estrelas.







Letra T



Tony e Susan foi uma das maiores surpresas literárias que já tive. Lembro-me até hoje que comprei o livro por 5,90 e o devorei em apenas dois dias. A história é impactante. O autor conduz magistralmente o caminho dos personagens e a maneira como eles são desenvolvidos é de tirar o fôlego. Em breve farei uma resenha.

4,5 estrelas.




PS: Não irei indicar ninguém. Quem quiser fazer, fique a vontade. As letras são: F, O, P, D e J.

Resenha: Misery - Stephen King

8 de setembro de 2014

Olá pessoal, beleza? Aproveitando o clima que está chuvoso e um pouco frio, decidi trazer a resenha de um livro bastante medonho. Confira o que achei de um dos clássicos do mestre do terror.

"Além da capacidade de aterrorizar os leitores, King tem um entendimento profundo sobre o próprio ato de escrever. Nós nos deliciamos com o seu virtuosismo."
                                                         Washington Post


Título: Misery
Páginas:
Autor(a): Stephen King
Editora: Suma de Letras
Gênero: Terror
Ano de Publicação: 1987

Avaliação:

Capa: 5/5
Diagramação: 5/5
Obra Completa: 4,5/5 (Favorito)

Compre: SARAIVA.




Sinopse: Paul Sheldon descobriu três coisas quase simultaneamente, uns dez dias após emergir da nuvem escura. A primeira foi que Annie Wilkes tinha bastante analgésico. A segunda, que ela era viciada em analgésicos. A terceira foi que Annie Wilkes era perigosamente louca. Paul Sheldon é um famoso escritor reconhecido pela série de best-sellers protagonizados por Misery Chastain. No dia em que termina de escrever um novo manuscrito, decide sair para comemorar, apesar da forte nevasca. Após derrapar e sofrer um grave acidente de carro, Paul é resgatado pela enfermeira aposentada Annie Wilkes, que surge em seu caminho. A simpática senhora é também uma leitora voraz que se autointitula a fã número um do autor. No entanto, o desfecho do último livro com a personagem Misery desperta na enfermeira seu lado mais sádico e psicótico. Profundamente abalada, Annie o isola em um quarto e inicia uma série de torturas e ameaças, que só chegará ao fim quando ele reescrever a narrativa com o final que ela considera apropriado. Ferido e debilitado, em 'Misery - Louca obsessão', Paul Sheldon terá que usar toda a criatividade para salvar a própria vida e, talvez, escapar deste pesadelo.

Resumo:

Paul Sheldon é um escritor famoso e respeitado em todo o mundo. Sua série de livros Misery é fenômeno no mundo todo. Um dia o escritor que estava em um hotel terminando um novo livro sofre um trágico acidente de carro devido a grande nevasca. Felizmente, ele é salvo, ou melhor, infelizmente.

Annie Wilkes é a fã número 1 de Paul. Ela é ex-enfermeira e foi a responsável por tirar Paul daquela situação. Annie adora tudo o que o escritor escreveu e mantem uma ótima relação com ele. Os dois começam a conversar e ela vê nos olhos de seu ídolo uma linda gratidão. Tudo podia ficar bem, mas a loucura de Annie começa a se manifestar.

Depois de algum tempo nas mãos da louca Annie Wilkes, o escritor já desesperado começa a tentar de qualquer jeito se livrar daquela situação, mas nada é fácil perto de Annie. Será que Paul conseguirá escapar daquela situação? As torturas irão continuar? Ele vai sobreviver?

Opinião:

Eu nunca tinha lido nada de Stephen King e confesso que fiquei com bastante medo de me decepcionar com a primeira experiência com o autor. Mas, felizmente, só tenho elogios a acrescentar a essa incrível obra.

Iniciei a leitura de maneira despretensiosa e cautelosa. Com base em alguns depoimentos de amigos, sabia que King gosta de enganar o leitor e dar algumas pistas falsas. Misery não é tão confuso assim, mas é cruel. Annie é tão maluca que faz você ficar apreensivo a cada instante. Cada página é uma experiência diferente e nunca se sabe o que ela fará. O pior é que eu gostei de Annie em alguns momentos, por isso digo que King é cruel. 
"E a outra voz retornou imediatamente: Eu não sei se Deus vai ajudar ou atrapalhar, mas sei de uma coisa: se você não der um jeito de ressuscitar Misery de um modo que Annie possa acreditar, ela vai matar você."
A narrativa de King é fluída, mas eu não digo que é 100% rápida. O leitor terá que fazer um pouco mais de esforço para conseguir entender aquilo que ele quer passar. Não nego que a história criada por ele é magnífica, mas fiquei um pouco incomodado em alguns momentos. Ele começa a contar a história de Misery, o livro que o personagem principal escreve e eu achei meio monótona os trechos em que ele desenvolve essa história dentro do seu próprio enredo. Por isso, descontei uma parcela de pontos da nota máxima.

Notei a facilidade de King para narrar cenas cruéis. Converso com muita gente que é fã dele e todos dizem que Misery é fraco comparado a certas obras do autor (medo). Se você estiver procurando algo extremamente cruel, não irá encontrar. É claro que Annie é macabra e dá medo, só que não chega a ser uma personagem que vai tirar seu sono. Esse livro é mais psicológico do que amedrontador.
"Escrever um livro é como disparar um míssil intercontinental... mas um que viaja no tempo em vez de no espaço. O tempo do livro em que os personagens vivem e o tempo real onde vive o escritor."
Não tenho muito que comentar sobre a edição, apenas que está perfeita. A editora está fazendo um incrível trabalho em cima das obras de King e, é claro, eu não podia deixar de comentar isso aqui. Diagramação, revisão, design. Perfeito! Parabéns Suma de Letras.

Já não sei mais o que falar sobre o livro, portanto, está na hora de encerrar a resenha. Misery é: sagaz, amedrontador, bem escrito, bem elaborado, bem amarrado. Ás vezes até te faz dar umas risadas com a loucura de Annie. Eu recomendo com toda a certeza, não fiquei com medo, pois ele não é tão pesado. Se lerei outras coisas de Stephen King? Já comprei It - A Coisa.

Pipoca de Sexta #43 - As Bem Armadas

5 de setembro de 2014

Olá leitores, como vão? Finalmente fim de semana. Amanha é dia de descanso para muitos e sinônimo de ver filmes. Seja em casa ou no cinema mesmo. Hoje venho com a dica de um filme que me agradou muito. Vamos lá!

Curiosidade: Para viver uma policial, Melissa McCarthy conheceu um policial de Boston e foi em uma academia de tiro.



Título: As Bem-Armadas
Gênero: Comédia
Elenco: Sandra Bullock, Melissa McCarthy, Demian Bichir e etc.
Distribuidora: FOX FILMES
Ano de Lançamento: 2013
Nacionalidade: EUA
Direção: Paul Feig

Avaliação:

Elenco: 5/5
Trilha Sonora: 4/5
Obra Completa: 3,5/5




Sinopse: Ashburn é uma agente especial do FBI extremamente competente, apesar de ser mal vista pelos colegas de trabalho por ser arrogante e antipática. De olho em uma promoção no trabalho, ela pede ao seu chefe que a encarregue da investigação de um poderoso traficante de drogas em Boston, cuja identidade é desconhecida. Entretanto, logo ao chegar Ashburn decide interrogar um pequeno traficante preso por Mullins, uma desbocada policial local que não aceita ordens de ninguém. Não demora muito para que as duas batam de frente, mas elas precisam encontrar um meio de trabalhar juntas.



Music Life #6: Sete Vidas, RUDE e Shake It Off.

3 de setembro de 2014

Olá pessoal, beleza? Faz tempo que vocês não veem essa coluna por aqui, não é mesmo? Eu estava dando um tempo da música, mas agora voltei com tudo e estou empolgado para dar boas indicações a vocês. Bora lá!

Sete Vidas: 4 estrelas.

RUDE: 4,5 estrelas.
Shake It Off: 4 estrelas.



Sete Vidas - Pitty.




Pitty tinha dado um tempo no mundo da música. Mas ainda bem que ela voltou, pois a música brasileira sem ela não é a mesma. "Sete Vidas" não é a melhor música de Pitty, mas também passa longe de ser a mais fraca. A letra é magnética e enigmática (AVÁ). Nem preciso dizer que viciei né? ESCUTEM!

RUDE - Magic! (Sugestão de leitor)



Essa banda não é nova, mas pode-se dizer que "RUDE" é o seu primeiro grande hit. A música é tão boa que conseguiu alcançar o 1° lugar nas paradas do mundo todo. Billboard até disse que está na lista dos hits mais meteóricos da década (o.o). Sobre a música, não tenho muito que comentar. Melodia, ritmo, sincronismo, criatividade. Tudo nota 10.

Shake It Off - Taylor Swift.



No mundo da música nada é para sempre, quem dirá Taylor Swift. A caipira fofinha que conquistou as paradas do mundo todo voltou e agora está mais sagaz e, é claro, pop do que nunca. "Shake it Off" pode ser considerada uma das melhores e também mais chicletes músicas da cantora. É impossível escutar apenas uma vez, pois ela vicia. Não sou fã de Taylor Swift (não sou fã de nada), mas devo admitir que essa música me agradou muito.

Gostou do quadro? Sugira uma música para ser analisada no próximo post. 

Leituras de Agosto

1 de setembro de 2014

Olá leitores, tudo bem? Já ouviram falar naquele ditado: "Agosto é o mês do desgosto"? Estou achando que é mesmo... Confiram as poucas leituras que fiz e um breve comentário do que achei. Vamos lá!

Resenha dos livros citados: Prova de Fogo.
















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