GirlBoss e a Visão Empreendedora

25 de abril de 2017



Agora já estabelecida como uma gigante da nova era de streaming, a NETFLIX vem emplacando um sucesso atrás do outro. Sejam eles com suas séries (13 Reasons Why) ou com seus filmes (Beasts Of No Nation). Diante de tamanha repercussão e aceitação do público, cada vez mais produções inspiradas e díspares vem sido produzidas. GirlBoss pega carona nessa fase da NETFLIX e como já se era esperado, está fazendo um enorme barulho.

Nesta produção peculiar iremos acompanhar a interessante vida de Sophia Amoruso (Britt Robertson) e seu império, a marca Nasty Gal, que foi construída praticamente do zero. É comum vermos produções biográficas a respeito de grandes empresários(a), mas o que torna GirlBoss diferenciada é a maneira como seus produtores contam essa fascinante história. Em diversos momentos temos o aviso que a série é LIVREMENTE inspirada na vida real de sua protagonista, e bem... É realmente ESPARSAMENTE baseada. E isto prejudica, e muito.

A produção, fotografia e design voluptuosos são estabelecidos desde a primeira cena. Tudo aqui possui um 'timing' perfeito e uma belíssima organização visual. Porém, está organização já não acompanha o próprio roteiro, que apesar de razoável, apresenta problemas visíveis. Começando direto pelo fato da produção ser livremente baseada na vida da empresária Sophia Amoruso. É nítido: consequência de cenas deveras sintéticas, que muita coisa inserida aqui foi feita justamente para atrair público e causar polêmica. Nota-se pela química quase transcendental entre a protagonista e sua amiga ou até mesmo saídas de negócio que, quando não questionáveis, são impossíveis. Tal recorrência de fatos deixa a história desinteressante e massante.

Expressar-me sobre Sophia é complicado, porque bem... Me identifiquei bastante com ela! E quem viu a série sabe, que na maior parte do tempo, a mesma não é retratada necessariamente como um linda rosa. Hipocrisia é dizer que sua determinação e sua veia empreendedora é irreal. Apesar de mimada e ignorante (quase como todo adolescente hoje) a personagem consegue ser carismática e transmitir verdade. O que se deve, diga-se de passagem, grande parte a atuação de Britt Robertson, que brilha na pele de Sophia; Suas escolhas são meramente impulsivas e o modo como ela passa por cima de muita gente para conseguir o que quer não é certo, mas em um mundo dominado por homens (principalmente no início da década, onde ela começou) ela tinha um talento admirável. Talvez por isso a série tenha se vendido como feminista, mesmo não sendo precisamente. O potencial do jovem e o modo como ele é reprimido é tratado com empatia, e isso conta muitos pontos a atração. Principalmente levando em conta seu público alvo: os próprios jovens e suas semelhanças disformes com todo esse contexto.

Vistosa não só visualmente, Girlboss é criativa em vários aspectos na hora de contar sua história. Destaque para a representação dos fóruns de internet (saudades). É engraçado e bastante original. É quase uma quebra da quarta parede, só que feita dentro do seu próprio mundo, para ele mesmo. Não me lembro de ter visto isso em produções recentes.

O formato clássico de 'sitcom' é adotado aqui. Deduz-se que a menor duração dos episódios são para adventos de fluides narrativa, como acontece em outras produções do mesmo tipo, mas infelizmente não enxerguei como isso ajudou a série. O enredo não é suficiente! Ponto. São 13 curtos episódios e na grande maioria do tempo NADA acontece. Os incidentes aqui parecem terem sido mal distribuídos. Enquanto o episódio X não diz nada, o Y diz muito e a discordância causada por esses eventos afeta diretamente na evolução da trama, que em certo ponto se torna desinteressante. Basicamente, o melhor é reservado para o final e não gosto quando isso acontece. Mostra desleixo e pressa. Prova disso é o desenvolvimento da protagonista. Quando o espectador se dá conta, ela já é uma bem sucedida empresária e o caminho que a mesma levou para chegar lá parece que nunca fora mostrado, quando foi justamente o contrário.

Um de meus passatempos favoritos ao assistir qualquer coisa é ouvir as músicas que são reproduzidas ao longo da história e com o perdão da informalidade... QUE PUTA TRILHA! Passeando desde Betty Davis (inspiração para o nome Nasty Gal) até Destiny's Child, é música que não acaba mais e todas elas se conectam perfeitamente com o que está sendo passado. Afinal, a produção aqui não foi tola e entendeu que precisava conversar com os jovens. Prova disso é a inesperada e acertada escalação da simpática RuPaul (estrela principal de um reality show sobre drag queens, querido entre os adolescentes). GirlBoss não tem tantos acertos, mas quando atinge o alvo, faz com vontade.

Sobre aspectos de: produção, visual, trilha, figurino e design, GirlBoss dá uma verdadeira aula. Mas falha no principal! São personagens rasos, que apesar de carismáticos, são prejudicados por decisões nenhum pouco espertas do roteiro. Seja as horas intermináveis gastas com um romance descartável ou os imensos monólogos forçados da personagem, muita coisa está errada aqui. Vale simplesmente pelo fato de retratar uma mulher empreendedora, mesmo que muitas vezes as atitudes da mesma não sejam corretas. Se você for assistir sem julgamentos, então talvez se divirta. No entanto... De verdade: não vai mudar sua vida

Até logo Lady Gaga! Olá, Joanne

21 de outubro de 2016




Lady Gaga dispensa apresentação. Foi lá em 2009 que a voz de “Just Dance” chocou o mundo e trouxe inúmeros hits para as pistas de dança. Diferente de outras cantoras pop, Gaga nunca chamou a atenção apenas por sua música e seus visuais extravagantes. Notava-se, desde o início, um potencial ainda maior, escondido em toneladas de maquiagem e produção exacerbada.

Depois de três álbuns sucedidos comercialmente, a estrela ainda não estava satisfeita. Lady Gaga não se contentava apenas por ser um dos nomes mais conhecidos do mundo. Ela queria – talvez ainda queira, se comparar a lendas como Michael Jackson, Madonna e Britney Spears, eis que surge 'Artpop', o possível melhor trabalho da cantora, mas que não se saiu tão bem como os trabalhos anteriores. Assim como as lendas que a inspiram, sua carreira começou a declinar por sequências de escolhas mal feitas e problemas pessoais e físicos que se tornavam cada vez maiores. Muitos temiam pelo pior… Seria o fim da estrela Pop?

Depois de uma fase ruim, uma escolha foi feita, e surgiu êxito. Gaga decidiu voltar as raízes (a da boa e velha música) e se juntar a 'Tony Bennett' (ganhador de mais de 10 Grammys) para compor um álbum de jazz. Soou estranho e até equivocado na época. Milhares de pessoas, que se diziam fãs, abandonaram a estrela, mas o que ninguém esperava, é que esse tempo “fora” da mídia renderia a Gaga o melhor momento de sua carreira. Vamos falar de Joanne?

1. Diamond Heart




Uma música surpreendente! É raivosa, sagaz e poética. Gaga deixa claro que, quando se trata de feminismo, ela sempre se pronunciará. A melodia é interessante e aproxima a música de, quem sabe, ser trabalhada como single no futuro. Uma boa música para abrir o registro e uma faixa nada presunçosa.

2. A-YO

"Alô galera de peão, alô galera de cowboy". Não bastava a inspiração no Molejo, agora Gaga trás uma homenagem ao hit country brasileiro, haha! A-Yo é irresistível. A música em si é um convite para deixar tudo de lado e se jogar na dança. É a faixa mais divertida e dançante do álbum, e apesar de nada previsível, pode se tornar um hit se bem trabalhada. Uma das minhas favoritas, sem dúvida.



3. Joanne

Indiscutivelmente a melhor música do registro e uma das melhores de Lady Gaga. Joanne, faixa homônima do disco, é delicada, e emociona desde a 1° audição. Aqui, Gaga pede para que sua tia querida, Joanne, não a deixe. É um pedido a morte! Lady Gaga nunca soou tão sincera e talentosa quanto nesta faixa. Além do que, pode ser interpretada como uma metáfora, já que a cantora também carrega Joanne em sua certidão de nascimento. Será uma despedida ao seu alter ego que a deixou tão famosa? Uma música que lembrou-me de meu avô já falecido e tocou meu coração. Ficará comigo durante muito tempo. 

4. John Wayne

John Wayne é bem produzida. Seduz de primeira e mostra o amor de Gaga ao country e suas vertentes. O início da música é minha parte favorita. É uma faixa bem cantora teen, mas madura. Se é que você me entende… A clássica música sobre um homem que todas querem, mas nenhuma tem. Está no meu TOP 5 do álbum.

5. Dancin' In Circles

Sussurrada quase do início ao fim, essa é surpreendentemente, a favorita de muitos admiradores de Gaga. Polêmica do início ao fim, a faixa faz alusão clara a masturbação e realiza um jogo de palavras que, para alguns mais sensíveis, pode ser taxado como mau gosto. Pra mim? Uma letra interessante no que se propõe, e nada mais. Não a vejo como single.

Perfect Illusion

Tenho raiva dessa música! Raiva, porque ela poderia ter sido incrível, mas acabou não sendo. Seu início é empolgante e, assim como a raivosa guitarra, o ouvinte é levado ao delírio pela nostalgia iminente. O problema, é que o refrão chega cedo demais, e a partir de então, só gritaria e parte soltas que se assemelham a demos. Talvez tenha ido com a cara da música nos primeiros dias devido a esse início promissor, mas depois de uns dias... Passo!

Million Reasons

Depois de Joanne, é a faixa mais delicada do álbum. A letra, apesar de simples e um pouco repetitiva, denota todo o amor que uma pessoa é capaz de sentir por outra. “I've got a hundred million reasons to walk away. But baby, I just need one good one to stay” Está no TOP 5 das minhas faixas favoritas e sem dúvida merecia ser trabalhada.

Sinner’s Prayer

Uma faixa que passa despercebida! De todas com apelo country, essa é a que mais se enquadra no gênero. Passa longe de ter a pegada gostosa de A-YO, mas não soa tão superficial quanto John Wayne; Não é muito boa de qualquer jeito...

Come to Mama

A maioria da crítica nomeou ‘Come to Mama’ como um filho do jazz que deu errado. E eu, definitivamente, não concordo. A música é envolvente, dançante e possui uma carga bem pop, que tem êxito perante seu objetivo. Se for single tem grandes chances de aumentar a lista de hits de Joanne – ops, Lady Gaga.

Hey Girl (feat. Florence Welch)

A música mais esperada do álbum não alcançou minhas expectativas, mas merece um pouco da sua atenção. É claramente feminista, o que já conta pontos para a faixa. O problema é que, ao oposto da letra, a melodia é devagar demais, desanimando todos aqueles que esperavam uma música explosiva – afinal, estamos falando de duas cantoras com talento vocal inquestionável. Passa longe de alcançar a grandeza de Telephone. Mas ok, isso aí nenhum feat conseguirá tão cedo.

Angel Down

A favorita de muita gente. Angel Down, destaque do álbum, talvez seja a música mais melancólica de todo o registro. Aqui, não só a letra e a melodia se fazem notar. Preste atenção na interpretação de Gaga. ARREPIA! Não me tornei fã da faixa de primeira, mas ultimamente venho executando-a cada vez mais em meu celular. Só não digo que é a melhor, pois Joanne existe, mas escute-a com calma e saboreei a beleza da música, ok?  

Joanne não é o melhor trabalho de Lady Gaga, mas indiscutivelmente, é seu álbum mais dedicado e pessoal. Tenho a impressão que Stefani Joanne Angelina Germanotta (nome verdadeiro da cantora) nunca pôde ser aquilo que realmente queria. Ela era um produto de sua gravadora e à medida que o estrondoso sucesso foi chegando a vontade de alçar vôos sozinha, também.

Despeço-me de Joanne com a certeza que ouvi um trabalho feito arduamente. Lady Gaga se concretiza de vez como uma artista versátil, talentosa e marcante. Uma cantora que ainda irá surpreender e imprimir de vez sua marca no mundo da música.

NOTA: 3,5 DE 5 ESTRELAS

TAG - O poderoso Chefão (The Godfather)

5 de setembro de 2016

Hoje trago a TAG de um filme muito, muito, aclamado: O poderoso Chefão (The Godfather). Creio que essa TAG deve ser muito antiga, mas caminhando pelo Youtube encontrei no canal da Tati Feltrin. Como é um excelente filme e com ótimas citações, além de ser um dos meus preferidos, resolvi trazer para vocês. Recomendo que assistam, ou leiam, já que o filme é baseado em um livro homônimo escrito pelo Mario Pluzo. Quem gosta de assuntos envolvendo máfia e tudo mais, vai adorar. Creio que deve ser muito raro alguém que não tenha assistido ou nunca ouviu falar. Vamos a TAG:


* A TAG consiste em sete perguntas baseadas em citações do filme *



"Se um homem honesto como você tivesse inimigos, então eles seriam meus inimigos e temeriam você" - Qual livro te deu mais medo?

 IT – A coisa. Eu tenho coulrofobia e esse magnifico livro do Stephen tem como personagem principal um palhaço. Foi muito difícil concluir a leitura e seguir com ela, mas consegui. De todos os livros de terror esse foi o que me deu mais medo. Nem O exorcista chega perto.







"Nunca odeie seus inimigos, isso atrapalha seu raciocínio." - Qual o livro mais confuso que você já leu?

Oceano no fim do caminho, de Neil Gaiman. Apesar de ter adorado, não entendi nada do início ao fim. A história em si tem sentido, mas ao mesmo tempo não tem. Confesso que até hoje esse livro é uma incógnita para mim.

"Quem lhe oferecer segurança será o traidor." - Qual livro te decepciono?

O pactor, de Joe Hill. O livro inteiro é uma batalha sobre religião, humanismo, morte, vida entre outras coisas. É uma aventura entre o passado e presente do protagonista. Muitas discussões sobre o universo e demônios. Até que chega o final e... Nossa! Tentando entender o que o Joe pensou ao escrever esse desfecho. Fiquei me perguntando se eu estava com o mesmo livro quando cheguei às páginas finais.

"Nunca deixe que ninguém de fora da família saiba o que você está pensando." - Qual livro te fez pensar na vida? 

100 dias de felicidade, de Fausto. Imagina receber a noticia de que você tem 100 dias de vida. O que você faria? Lucio tem que correr contra o tempo para tentar viver da melhor forma possível, pedir perdão, perdoar e etc. Então esse livro foi o que mais me deixou pensativa sobre a vida, sobre quais atitudes tomaria se recebesse a notícia de que tenho apenas 100 dias de vida. Confiram a critica - clica aqui - que vocês vão entender a profundidade que esse livro tem.





"Um advogado com uma pasta na mão pode matar mais que mil homens armados." - Qual livro te surpreendeu?

Um livro por dia, de Jeremy Mecer. O livro é basicamente relatos de um jornalista viajante. Jeremy foi viver em Paris, com uma situação precária e conta como conseguiu superar isso vivendo na livraria Shakespeare and Company. Eu não dava nada para este livro, porém me surpreendeu. Fiquei de ressaca após termina-lo. Infelizmente ele não é tão ‘famoso’, mas eu recomendo.

"Mantenha seus amigos perto e seus inimigos mais perto ainda." - Quem é seu melhor amigo literário? 

É difícil, já que tenho vários. Sherlock e Watson (Sherlock Holmes). Frodo, Sam, Aragorn e Bilbo (Senhor dos anéis). Não posso escolher apenas um.




"Se dedica a família?" - Qual livro você mais se dedicou a ler?

O senhor dos anéis: A sociedade do anel, de Tolkien. Quando eu era muito nova aventurei-me em Tolkien. A escrita dele é muito rebuscada para uma criança de 10 anos, então tive que me dedicar o máximo para conseguir acompanhar e entender. 









Então é isso, pessoal! Não vou indicar ninguém para fazer a TAG. Fique a vontade para fazer, caso queira. Até a próxima 
















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