TAG: 50% ou Mid-Year Book Freakout


Já estamos na metade do ano – PASSOU MUITO RÁPIDO. E, por isso, hoje trazemos para vocês a tag 50%, que consiste em fazer um apanhado das nossas leituras até agora, neste ano de 2016.

1 - Quantos livros leu até agora?

Gabs - Li 27 livros até agora
Mari - Li 16 livros até agora

2 - O melhor livro que leu até agora


Gabs – Morte Súbita
Mari – Um Livro Por Dia

3 - A melhor continuação que leu até agora


Gabs – Não li nenhuma continuação boa o suficiente que mereca ser citada.
Mari – A Menina Que Brincava com Fogo

4 - Algum lançamento do 1° Semestre que você ainda não leu, mas quer muito


Gabs – O Circo Mecânico Tresaulti
Mari – Donnie Darko

5 - O livro mais aguardado do 2° semestre


Gabs – Harry Potter and The Cursed Child
Mari – Ed e Lorraine Warren - Demonologistas

6 - O livro que mais te decepcionou este ano


Gabs – Beleza Perdida
Mari – Até agora nenhum

7 - O livro que mais te surpreendeu este ano


Gabs – A Sombra do Vento
Mari – Golem e o Gênio

8 - Autor favorito (que conheceu este ano)


Gabs – Benjamin Sàenz Alire (autor de Aristóteles e Dante Descobrem os Segredos do Universo)
Mari – Carl Sargam (autor de livros como Contato e O Mundo Assombrado Pelos Demônios)

9 - A sua "quedinha" por personagem fictício mais recente


Gabs – Tretch Farm (Tudo Pode Acontecer)
Mari – Santiago (O Velho e o Mar)

10 - Um livro que te fez chorar neste 1° semestre


Gabs – Quase Uma Rockstar
Mari – Jurassic Park

11 - Um livro que te deixou feliz


Gabs – Sobre a Escrita
Mari – O Retrato de Dorian Gray

12 - A melhor adaptação cinematográfica 


Gabs – Quarto (O Quarto de Jack)
Mari – Quarto (O Quarto de Jack)

13 -  O livro mais bonito que comprou este ano


Gabs – Todos os Contos de Clarice Lispector (Editora Rocco)
Mari – Os Miseráveis (Edição Martin Claret)

14 - Quais livros você precisa muito ler até o fim do ano?

Gabs - Hibisco Roxo; MobyDick; Salem; It - A Coisa; O Senhor dos Anéis (1°) e outros mil;
Mari - Drácula; Sagarana; As Viagens de Gúlliver; Eu Robô; 13 Anos de Escravidão; Contato e outros mil;

Crítica: O Planeta dos Macacos de Pierre Boulle

Páginas: 216

Autor(a): Pierre Boulle

Editora: Aleph

Ano de Publicação: 2015


Avaliação:

Capa: 5 estrelas

Diagramação: 5 estrelas

Obra Completa: 5 estrelas




Em pouco tempo, os desbravadores do espaço descobrem a terrível verdade: nesse mundo, seus pares humanos não passam de bestas selvagens a serviço da espécie dominante... os macacos. Desde as primeiras páginas até o surpreendente final – ainda mais impactante que a famosa cena final do filme de 1968 –, O planeta dos macacos é um romance de tirar o fôlego, temperado com boa dose de sátira. Nele, Boulle revisita algumas das questões mais antigas da humanidade: O que define o homem? O que nos diferencia dos animais? Quem são os verdadeiros inimigos de nossa espécie? Publicado pela primeira vez em 1963, O planeta dos macacos, de Pierre Boulle, inspirou uma das mais bem-sucedidas franquias da história do cinema, tendo início no clássico de 1968, estrelado por Charlton Heston, passando por diversas sequências e chegando às adaptações cinematográficas mais recentes. Com milhões de exemplares vendidos ao redor do mundo, O planeta dos macacos é um dos maiores clássicos da ficção científica, imprescindível aos fãs de cultura pop.

O Planeta dos Macacos é uma obra que já foi demasiadamente adaptada para o cinema. Ao total foram 8 – isso mesmo – filmes que ganharam inspiração através da obra de Pierre Boulle. Mas, não pense você que todos eles – ou algum, é/são fiéis ao livro escrito em 1963. Todos os filmes foram INSPIRADOS em sua forma mais superficial na obra deste autor. Nenhum chegou perto da genialidade da obra escrita e, com certeza, este é o principal motivo para que você leia logo o livro.


Pode-se dizer que Planeta dos Macacos é uma história, dentro de outra história. Confuso? Calma, juro que não é! Isso se dá pela forma como o autor nos introduz a trama. Sabe quando um personagem X, encontra um manuscrito Y e começa a lê-lo para nós? É bem isso o que acontece aqui, mas a coisa vai um pouco além. Terá que ler para descobrir o que encontrará no final do arco-íris.


Era isto! Aqueles demônios queriam estudar em nós, em mim.”

A temática do livro já nos remete logo de cara a questão antropológica trabalhada pelo autor em toda a obra. É curioso e fascinante a habilidade de Boulle ao desenvolver todas essas camadas científicas. O livro, apesar de detalhista, não beira a monotonia em momento algum. As informações são absorvidas pelo leitor de maneira natural, e a habilidade do autor fica a mostra em momentos em que complemento e história são desenvolvidos de tal modo, que largar o livro antes de terminá-lo se torna quase impossível.

As discussões abertas ao longo do livro são dotadas de elementos, não só científicos, mas religiosos. Alusões são feitas em decorrência dos assuntos espinhosos, tão bem relacionados pelo autor com nossos costumes e adversidades. O ritmo é constante. Constantemente delicioso! Boulle trabalha polêmicas e suas causas como Stephenie Meyer descreveria o físico de um personagem – eu juro que é um elogio.

"Houve realmente, no início, algumas dificuldades de interpretação, as palavras "macaco" e "homem" não evocando para nós as mesmas criaturas; mas esse inconveniente logo foi solucionado. Sempre que ele pronunciava "macaco", eu traduzia como "ser superior".


Sempre detalho um pouco a edição do livro em minhas críticas, para que vocês possam enxergar a obra em todos os seus aspectos – justamente como a avalio. E, tenho a honra de dizer, que a edição da editora Aleph é uma das melhores que já vi para qualquer obra. Não apenas em seu contexto visual. A editora ousou e, além de incluir prefácio e posfácio interessantíssimos, ainda complementou com folhas de guarda lindas e uma diagramação harmoniosa e condizente com a história. Aqui, a edição não é um detalhe da obra. Ela é algo essencial!

Teci tantos elogios ao livro, que provavelmente vocês estão pensando que a cota já esgotou, certo? Mas calma… Ainda não falei do ponto que mais chamou a atenção: a empatia. Como proposto, Boulle consegue inverter os papéis. Os macacos, já fazendo papel de líder, não são de tal forma apenas nas 216 páginas que permeiam a obra. A situação se inverti! Humanos, para nós, não tem alguma importância aqui. Todo nossa atenção é redirecionado para eles. Assim como a preocupação e outras emoções quaisquer. Achei isto fascinante! O autor não prende suas ideias ao papel, apenas. Ele as expande. As expande em nossas mentes.

"Perdi a cabeça e me entreguei mais uma vez ao desespero. Na verdade, estava literalmente louco de raiva. Berrei, ululei à maneira dos homens de Soror. Manifestei minha fúria como eles, lançando-me contras as barras, mordendo-as, babando, rangendo os dentes, comportando-me, em suma, da maneira mais bestial."

Depois de um enredo bem construído. Personagens devidamente bem desenvolvidos. Um mundo novo explorado de maneira magistral, o autor tinha mais uma carta na manga. E sinceramente… Por essa eu não esperava. MESMO!

O final deste livro vai te deixar em choque. Eu lhe garanto; É impressionante a maneira como tudo se encerra e, por mais que o desfecho possa ser classificado como um 'cliffhanger', não é de fato necessário algo a mais depois daquilo. Pierre Boulle manda a mensagem. Você a pega. Você se choca. Você reflete. Depois de gargalhadas de surpresa, a catarse finalmente chega e o pensamento que invadi o cérebro é: QUE LIVRO MARAVILHOSO.


Leiam ;)

Dia dos namorados + combo do amor ♥


Hoje é o dia do amor. Em livros, filmes, séries e doramas isso é o que não falta. É exatamente por este motivo que separei um TOP6 especial para vocês. Selecionei 3 doramas e meu namorado selecionou 3 filmes românticos para ver com o parceiro/parceira. Mas, antes das indicações, vou deixar minha opinião sobre a data e sobre relacionamento.


Sobre a data e relacionamento:

12/06 é apenas mais uma data simbólica, onde casais trocam presentes e declarações de amor. Infelizmente, hoje em dia, o valor sentimental da data não existe tanto. As pessoas estão mais ligadas em comprar o presente mais caro, ou arrumar um parceiro dias antes da data apenas para comemorar e não ficar sozinho. Quando chega o fim do dia, aquele presente foi apenas mais um item e aquela namorada (o) que você arrumou apenas para comemorar, deixa de ser importante ou especial. Quem namora ou é casado sabe muito bem que dia dos namorados é comemorado todos os dias com atitudes simples, dedicação e muito muito muito amor.

Em minha opinião, um relacionamento não é apenas dizer “eu te amo” toda hora, lembre-se que falar, até papagaio fala. Comunicação, diálogo, compreensão, respeito, sinceridade, simplicidade, dedicação e amor são os principais fundamentos para ter um relacionamento verdadeiro. Saber conversar para evitar brigas, dialogar sobre assuntos que ambos dominam, ou que não dominam, mas querem aprender. Falar como foi o dia, como passou na escola, faculdade ou trabalho. Escutar quando ele ou ela precisar desabafar. Tagarelar sobre o futuro, expor opinião. Discutir sobre filmes, musicas, bandas etc. preferidos. Dar risada de coisas bobas, dar valor aos pequenos detalhes, como: jeito de sorrir, de mexer no cabelo. Enxergar no parceiro qualidade e defeitos que ninguém mais enxerga. Compreender quando ele/ela não conseguir ir te ver, ou comparecer no encontro, ouvir os motivos disso, colocar-se no lugar da pessoa. Respeitar os limites e as opiniões opostas. Ser sincero sempre, apesar de todas as circunstancias. Dedicar seu tempo à ele/ela. Proporcionar os melhores momentos com atitudes e atos simples. Cultivar o amor todos os dias. Se você tem tudo isso em seu relacionamento, não esqueça de agradecer.


“O amor é apaixonar-se pela mesma pessoa todos os dias como se fosse a primeira vez.”


Doramas:

Separei 3 k-dramas (favoritos) que tem como o assunto principal: o amor. De uma forma ou de outra todos mexeram comigo e passaram mensagens importantes.

- Hi school love on.

Sung-yeol e Woo-hyun são dois garotos de 18 anos de idade que são ambos atormentados pelas cicatrizes emocionais de famílias desestruturadas; Woo-hyun deseja ver novamente sua mãe, que o deixou como uma criança, enquanto Sung-yeol vive com uma madrasta que ele detesta e quem ele culpa pela ruptura do casamento de seus pais. Ambos são considerados anti-sociais por normas coreanas, embora popular, corajoso e público espirituoso, Woo-hyun através da escola, se recusar a aplicar-se aos estudos. Sung-Yeol é estudioso e faz bem academicamente, mas é desconsiderado e desrespeita seus pais, parecendo frio e arrogante para todos. A vida dos dois muda quando um anjo (uma anja) cai do céu por ter salvado Woo-Hyun. Ambos começam a gostar dela e fazem de tudo para conquista-la, mas o destino dela já esta traçado com um deles. Quem será?


- Angel eyes.

Durante a adolescência Yoon Soo-wan e Park Dong-joo se apaixonam intensamente. Mesmo sendo fria por causa do acidente que matou sua mãe, Soo Wan aceita Park como seu namorado. Mas, foram forçados a separar devido a circunstâncias familiares dolorosas. Soo-wan, que não enxergava, eventualmente, passa por uma cirurgia de transplante de olho que restaura sua visão. Doze anos depois, Soo-wan agora trabalha no resgate de emergência, enquanto Dong-joo é um cirurgião. Eles se encontram novamente, mas Soo-wan está noiva de um neurocirurgião, Kang Ji Woon. Sabendo disso, Park Dong-joo decidiu manter a calma e não revelar a sua identidade para Soo-wan. Será que eles vão acabar juntos, apesar de todos os obstáculos que eles têm para enfrentar?


- Boys over flowers.

Jan Di é uma garota comum e de origem humilde que mora com seus pais e seu irmão mais novo, ela trabalha ajudando seu pai na tinturaria da família fazendo as entregas das roupas dos clientes. Não é uma garota rebelde e nem gosta de criar confusões, mas quando é para ajudar seus amigos ou não deixar que a humilhem, faz o que é preciso pra se defender. Certo dia, enquanto levava a roupa de um estudante da Escola Shinhwa, considerada a melhor do país, ela sem querer salva um estudante do suicídio, sem saber o porquê dele querer suicidar-se. Por tal ato ela ganha uma bolsa de estudos nessa mesma escola, algo que ninguém nunca havia imaginado antes, já que é uma escola da elite e apenas para a nata da sociedade. De início ela não aceita a proposta para frequentar tal escola, mas pela pressão da família ela acaba cedendo, sem saber o que lhe espera. Nessa escola tem um grupo de 4 jovens que são chamados de F4 (Flower Four), que tem o respeito de todos os estudantes e mandam e desmandam lá dentro. Para ajudar uma amiga, ela enfrenta o líder do grupo Gu Jun Pyo, sem pensar duas vezes, e ele revoltado por tal insolência faz sua vida ser impossível dentro da escola. Mas ela não desiste e sempre acaba o ridicularizando. Com o passar do tempo ele percebe que é apaixonado por ela, porém Jan Di começa a sentir algo mais por outro membro do F4, Yoon Ji Hoo, um rapaz frio e fechado, mas que aos poucos, por causa dela, começa a se abrir ao exterior e ao amor. Porém, as coisas mudam quando Jan Di descobre que Ji Hoo é apaixonada por outra garota. Com a insistência de Jun Pyo, Jan Di começa a gostar dele. Mas, a mãe de Jun Pyo, por ser presidente de uma empresa famosa, não aceita. Ela fará do impossível ao possível para separar os dois. Mas quando o amor fala mais alto, nada pode separa-los.



Filmes:

Meu namorido me ajudou a fazer o post e escolheu 3 filmes que, na opinião dele, passam as mesmas mensagens que os doramas e o texto. E claro, são filmes que também tem como o principal assunto: o amor.

- Remember-me

Nova York. Tyler Roth (Robert Pattinson) é um jovem rebelde que não tem uma boa relação com o pai, Charles (Pierce Brosnan), desde que uma tragédia abalou sua família. Ele divide um apartamento com Aidan (Tate Wellington) e com ele sai para uma boate. Ao deixar o local, Tyler se intromete em uma briga. Neil Craig (Chris Cooper), um policial traumatizado pelo assassinato de sua esposa dez anos antes, é chamado ao local. Ele libera Tyler e Aidan mas, após uma provocação de Tyler, lhe dá uma surra e manda prendê-lo. Dias depois, Aidan descobre que Ally (Emilie de Ravin), a filha de Neil, estuda com eles. Ele propõe a Tyler que tente conquistá-la, para se vingar. Inicialmente relutante, Tyler aceita a proposta. Só que, aos poucos, se apaixona por Ally.


- Antes que termine o dia.

Ian (Paul Nicholls) e Samantha (Jennifer Love Hewitt) formam um casal feliz e cheio de planos para o futuro. Enquanto Samantha busca demonstrar seu amor a todo momento, Ian procura voltar sua atenção para a carreira e os amigos. Após um dia em que tudo deu errado, eles terminam o namoro. Entretanto um acidente faz com que a vida deles mude de rumo. No dia seguinte Ian percebe que acordou novamente no dia anterior, tendo a chance de refazer tudo o que tinha feito antes, só que agora da forma correta.


- Será que?

Wallace (Daniel Radcliffe) está sozinho há um ano, após terminar com a namorada depois de vê-la com outro homem. Encerrado o período de luto pelo fim do relacionamento, ele acredita que é hora de seguir em frente. Um dia, em uma festa organizada pelo melhor amigo Allan (Adam Driver), ele conhece Chantry (Zoe Kazan), a prima dele. Não demora muito para que o papo entre eles flua naturalmente e Wallace se ofereça para levá-la até em casa. Mas, ao chegar, ele descobre que Chantry tem um namorado, Ben (Rafe Spall), o que o desanima. Dias depois, Wallace e Chantry se reencontram por acaso e, após uma rápida conversa, decidem ser apenas amigos. A partir de então, eles andam juntos por tudo quanto é canto, apesar de Wallace nutrir um sentimento romântico por ela.









Então é isso, agora corram para ver os doramas e os filmes! Beijô

Crítica: A Estrela de Prata de Jeannette Walls

Páginas: 256

Autor(a): Jeannette Walls

Editora: Globo Livros

Ano de Publicação: 2014


Avaliação:

Capa: 4 estrelas

Diagramação: 5 estrelas

Obra Completa: 4 estrelas

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O ano é 1970, os Estados Unidos estão em conflito contra o Vietnã e, numa pequena localidade californiana, as irmãs adolescentes Bean e Liz Holladay nem desconfiam que estão prestes a declarar uma guerra particular contra inimigos sem rosto: a crueldade, o preconceito e a hipocrisia que vivem à espreita no chamado mundo adulto. Filhas de pais diferentes e ausentes, subitamente elas se veem abandonadas à própria sorte pela mãe. É o início de uma jornada que as leva para a terra natal dos Holladay, na Vírginia, onde descobrem o passado materno e dos respectivos pais, testemunham a tensa integração de brancos e negros numa escola típica do interior americano e desafiando a sociedade local, enfrentam o autoritário mandachuva da cidade.

A capa intimista e 'retrô' de Estrela de Prata pode enganar o leitor a primeira vista. Muitos acham que o livro é um Nobel de literatura – não estou brincando – pois sua identidade visual conta muito para isso. O livro de Jeannette Walls não é de longe tão premiado, mas isso não quer dizer que o mesmo não carrega em si uma qualidade e sutileza superiores a muitas outras obras contemporâneas.

Logo nos primeiros capítulos o leitor já é surpreendido com os fatos contados a nós pela doce e corajosa, Bean. Ela é uma garotinha e com toda sua aparente ingenuidade nos vai mostrando como ela vive junto a sua irmã mais velha Liz e sua deslocada e ausente mãe. É triste e até chocante em primeiro momento. A personalidade das duas garotas é perspicaz e as mesmas carregam uma maturidade alta para garotas da sua idade. Tudo isso é a consequência da irônica falta de responsabilidade da mãe.

"Agora, imagine duas pré adolescentes sozinhas em uma casa, tendo que administrar as tarefas domésticas, comparecer à escola e se alimentar exclusivamente de tortas de frango congeladas?"


Já perto da página 100 o leitor é surpreendido com uma decisão das meninas e mergulha com elas em um novo mundo. Descobertas são feitas pelas meninas e o medo e a insegurança tomam lugar a dor e a dúvida. A autora teve muito tato ao explorar essa nova vida das meninas e o modo como a relação delas com a mãe é desenvolvida se mostra muito esperta. Jeannette possui um talento nítido!


O livro não é recheado de grandes acontecimentos e revelações, mas a escrita da autora é tão fluída e bem construída que é praticamente impossível não se conectar aos personagens. Ser indiferente a tudo que está acontecendo não é possível, devido aos contornos bem delineados da escrita de Walls.


A linda metáfora do título do livro é perfeitamente desenvolvida ao decorrer da trama e se mostra importante. É lindo o modo como o leitor constrói laços com as duas irmãs ao decorrer do livro. Se despedir delas não foi uma tarefa fácil. Bean e Liz são especiais. São corajosas e, apesar de enfrentarem as dúvidas da idade, nunca perdem a esperança ou a vontade de lutar.

"Peguei a Estrela de Prata e levei-a para baixo. Liz estava sentada no banquinho do piano, tocando violão.
_ Tome, para você _ eu disse, entregando-lhe a medalha. _ Você merece.
Liz colocou o violão de lado e pegou a medalha. Olhou para ela durante alguns instantes.
_ Não posso ficar com ela. Era do seu pai. _ Ela me devolveu. _ Mas eu nunca vou esquecer que você quis me dá-la." 



Apesar de linear e fluido, algumas tramas são abertas em determinados momentos do livro e nem todas elas são desenvolvidas corretamente e também algumas não tem a força necessária para manter o leitor investido ou curioso, o que ocasiona uma desconexão deste com a obra em relapsos instantes, que apesar de raros, acabam atrapalhando a experiência de leitura.


A Estrela de Prata não é um livro perfeito. Possui seus poucos problemas, mas este se mostra sensível e consegue entreter e emocionar o leitor até a última página, em seu final simples e de arrancar lágrimas dos olhos. Não é um livro que se tornou um dos favoritos, mas sem dúvidas é um livro a qual irei lembram-me durante muitos anos de minha vida. Por favor, leiam!
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