TAG - O poderoso Chefão (The Godfather)

Hoje trago a TAG de um filme muito, muito, aclamado: O poderoso Chefão (The Godfather). Creio que essa TAG deve ser muito antiga, mas caminhando pelo Youtube encontrei no canal da Tati Feltrin. Como é um excelente filme e com ótimas citações, além de ser um dos meus preferidos, resolvi trazer para vocês. Recomendo que assistam, ou leiam, já que o filme é baseado em um livro homônimo escrito pelo Mario Pluzo. Quem gosta de assuntos envolvendo máfia e tudo mais, vai adorar. Creio que deve ser muito raro alguém que não tenha assistido ou nunca ouviu falar. Vamos a TAG:


* A TAG consiste em sete perguntas baseadas em citações do filme *



"Se um homem honesto como você tivesse inimigos, então eles seriam meus inimigos e temeriam você" - Qual livro te deu mais medo?

 IT – A coisa. Eu tenho coulrofobia e esse magnifico livro do Stephen tem como personagem principal um palhaço. Foi muito difícil concluir a leitura e seguir com ela, mas consegui. De todos os livros de terror esse foi o que me deu mais medo. Nem O exorcista chega perto.







"Nunca odeie seus inimigos, isso atrapalha seu raciocínio." - Qual o livro mais confuso que você já leu?

Oceano no fim do caminho, de Neil Gaiman. Apesar de ter adorado, não entendi nada do início ao fim. A história em si tem sentido, mas ao mesmo tempo não tem. Confesso que até hoje esse livro é uma incógnita para mim.

"Quem lhe oferecer segurança será o traidor." - Qual livro te decepciono?

O pactor, de Joe Hill. O livro inteiro é uma batalha sobre religião, humanismo, morte, vida entre outras coisas. É uma aventura entre o passado e presente do protagonista. Muitas discussões sobre o universo e demônios. Até que chega o final e... Nossa! Tentando entender o que o Joe pensou ao escrever esse desfecho. Fiquei me perguntando se eu estava com o mesmo livro quando cheguei às páginas finais.

"Nunca deixe que ninguém de fora da família saiba o que você está pensando." - Qual livro te fez pensar na vida? 

100 dias de felicidade, de Fausto. Imagina receber a noticia de que você tem 100 dias de vida. O que você faria? Lucio tem que correr contra o tempo para tentar viver da melhor forma possível, pedir perdão, perdoar e etc. Então esse livro foi o que mais me deixou pensativa sobre a vida, sobre quais atitudes tomaria se recebesse a notícia de que tenho apenas 100 dias de vida. Confiram a critica - clica aqui - que vocês vão entender a profundidade que esse livro tem.





"Um advogado com uma pasta na mão pode matar mais que mil homens armados." - Qual livro te surpreendeu?

Um livro por dia, de Jeremy Mecer. O livro é basicamente relatos de um jornalista viajante. Jeremy foi viver em Paris, com uma situação precária e conta como conseguiu superar isso vivendo na livraria Shakespeare and Company. Eu não dava nada para este livro, porém me surpreendeu. Fiquei de ressaca após termina-lo. Infelizmente ele não é tão ‘famoso’, mas eu recomendo.

"Mantenha seus amigos perto e seus inimigos mais perto ainda." - Quem é seu melhor amigo literário? 

É difícil, já que tenho vários. Sherlock e Watson (Sherlock Holmes). Frodo, Sam, Aragorn e Bilbo (Senhor dos anéis). Não posso escolher apenas um.




"Se dedica a família?" - Qual livro você mais se dedicou a ler?

O senhor dos anéis: A sociedade do anel, de Tolkien. Quando eu era muito nova aventurei-me em Tolkien. A escrita dele é muito rebuscada para uma criança de 10 anos, então tive que me dedicar o máximo para conseguir acompanhar e entender. 









Então é isso, pessoal! Não vou indicar ninguém para fazer a TAG. Fique a vontade para fazer, caso queira. Até a próxima 

#4 Cinebiografia - Abraham Lincoln

Páginas: 44

Editora: Folha de São Paulo

Ano de Publicação: 2016

Avaliação:

Capa: 5 estrelas

Diagramação: 5 estrelas

Obra Completa: 4 estrelas


* Conteúdo adicional: FILME *

Adquira o seu: Coleção folha | Livraria folha | Abraham


Estados Unidos, 1832. O jovem Abe Lincoln apresenta aos cidadãos de New Salem sua candidatura a deputado, quer estudar leis e um belo dia descobre o amor. Quando se torna advogado, assume a defesa de dois irmãos acusados da morte de um encrenqueiro, contra a fúria da população que só quer linchá-los. No tribunal, as versões se contradizem, mas a astúcia da defesa impede que o impulso e a retórica se sobreponham à razão. Os ideais da justiça e da verdade como pilares da sociedade estão no centro do filme dirigido por John Ford em 1939. O retrato da juventude do presidente mais cultuado pelos norte-americanos é também um retorno às origens dos valores que fundam a nação. No papel principal, Henry Fonda empresta sua imagem de solidez e sobriedade para dar vida ao mito.


Abraham Lincoln

Meu interesse por Abraham começou em 2012, após assistir o filme “Abraham Lincoln – o caçador de vampiros”. Apesar de ter muitas aulas de histórias sobre ele, as informações que eu tinha eram interessantes, mas não o suficiente para pesquisar por fora. O filme foi o ápice para correr atrás de referencias, conhecimentos, dados, ou qualquer outra coisa sobre Lincoln. Não podemos negar que a obra cinematográfica é ficção atrás de ficção, porém, retrata muito sobre a vida de Abe. Tirando a parte mitológica dos vampiros e tudo mais, somos apresentados a assuntos como: abolição da escravidão, passagens jurídicas, discursos políticos, vida pessoal envolvendo mulher e filhos e sua morte. Esse relato foi para vocês entenderem como desenvolvi essa admiração por Abraham. Mas, esquecendo o filme, vou tentar convence-los de conhecê-lo também.

Abe é filho de camponeses, nasceu em 12 de fereveiro de 1809 – Nolin Creek, Estado escravista do Kentucky. Desde pequeno tem influência sobre a desaprovação da escravidão, já que seus pais e sua irmã não concordam com esse ato maldoso. Infelizmente, perdeu a mãe. Mas, a vida foi um pouco bondosa e lhe deu uma madrasta que o incentivou a estudar. Desde então, Lincoln começou a apreciar a leitura: bíblia e livros de aventura.





Quando Abraham mudou-se, aos 21 anos, mal sabia que seu nome surgiria nos debates políticos. Com toda essa influencia, decidiu filiar-se ao Partido Whig, que defende o protecionismo econômico e modernização do país. Porém, como nada é perfeito, Lincoln conseguiu a vitória apenas no segundo pleito.

* O nome de Abe ficou muito mais conhecido após um julgamento – não mencionarei qual é – Essa sentença X foi o motivo da criação do filme “A mocidade de Lincoln”, conteúdo apresentado no livro. *

Com muita insistência e determinação, tornou-se presidente dos EUA. Abraham Lincoln conduziu o país de uma forma bem sucedida e com firmeza durante a Guerra Civil Americana, também conhecida como Guerra de Seceção, que durou de 1861 a 1865. Nesse tempo, perdeu dois filhos e, apesar da dor, continuou lutando pela paz e rompimento dos Sulistas. Portanto, como nem tudo são flores, após concluir suas conquistas, Abe sofreu um assassinato.


Esse é a tese representada na obra. Os pesquisadores escolheram muito bem os assuntos mesmo estando tudo resumido. Em poucas páginas são mostrado os rodeios em que Abraham passou para chegar aonde chegou. O fato das questões apresentadas serem breves é o que aguça a curiosidade do leitor a ir buscar outros meios de conhecimento sobre o presidente.


São 44 páginas de: informações sobre os sentimentos e característica de Abe, infância, discursos políticos, referência de outras pessoas sobre ele, imagens, cronologia e filme.
Como eles conseguiram posicionar tudo isso em poucas páginas de uma forma brilhante? Vocês vão ter que ler para descobrir.



A mocidade de Lincoln
*
Henry Fonda *

Todas as informações citadas acima são essenciais para a compreensão da obra cinematográfica: “A mocidade de Lincoln”. Como havia dito, um julgamento em que Abe defendeu foi o motivo da criação do filme. Porém, não é só isso. Antes de opinar sobre a cinebiografia, vou comentar sobre um item apresentado que me deixou bastante perplexa. O caso em que Abraham defendeu foi algo muito sério, já que envolve assassinato, portanto, a solução que ele encontrou para defender seus clientes, tira-los das acusações e inocenta-los foi demasiado simples. Fiquei encantada com sua inteligência.




Sem mais delongas, vamos ao que interessa. Não vou entrar em muitos detalhes para não dar spoilers. A mocidade de Lincoln, estrelado por Henry Ford, conta-nos a vida de um rapaz comum que se transformou em herói para a nação americana. O ator trouxe as qualidades e fragilidades de Abe, além da maturidade precoce e senso de justiça. Uma das melhores representações do filme foi mostrar características de Lincoln que não sabíamos, como por exemplo: ele era brincalhão e piadista. Não foi retrato apenas a vida de Abraham como presidente, e sim, de Abe para Abram Lincoln. Outra curiosidade é que era menos fascinado pelos fatos e sim pelas lendas.

Henry Ford quis distanciar-se de tudo em que o publico pudesse compara-lo com o verdadeiro Abraham. Por isso vai muito além daquilo em que as pessoas viam em discursos políticos e etc. Esses recursos agregaram mais autencidade ao retrato em que Ford representou, ou seja, transformou-se no personagem. Henry fortaleceu-se graças ao papel de Lincoln, já que Lincoln deu uma imagem humanista para o mesmo. A mocidade foi indicado ao Oscar por roteiro original e depois do filme, Ford, que tinha apenas alguns anos de experiência com o cinema, agregou-se em filmes de variados gêneros.




Eu recomendo o filme, apesar de ser preto e branco e fugir dos padrões em que somos acostumados. Para quem admira Abraha Lincoln, essa biografia cinematográfica é um prato cheio de informações.

Em suma, a coleção biografia no cinema é para todos os amantes de filmes e quer entender melhor sobre o assunto e sobre como era tratado o cinema naquela época. Além disso, Folha escolheu ícones do nosso mundo para representar isso. Quem gosta de cinema e não conhece muito sobre a vida da personalidade apresentada, com certeza, ao fechar o livro, vai correndo procurar mais detalhes.

A edição está adorável. Diagramação, fonte, cronologia foi tudo feito com muito carinho para atender as necessidades do leitor. As imagens escolhidas são lindas e em preto em branco, para combinar com o contexto de tudo. Folha presenteou-nos com um CD contendo o filme. Leiam e assistam, vale a pena os 19,90 gastos. Super recomendo a obra! Tanto na parte de biografia quanto na de cinema. Folha está de parabéns.


Beijos e até a próxima

Glory é Britney Spears justificando seu título de Princesa do Pop


Todos os fãs de música POP devem concordar comigo, quando digo que o cenário POP já esteve melhor, certo? Mesmo que esse ano tenha sido – até agora – recheado de lançamentos de grandes astros, é inegável a ausência de hits realmente marcantes no mundo da música. Eis que, de repente, surge Britney Spears… Sim! Aquela que decepcionou a todos com o terrível 'Britney Jean'. Mas calma! Dessa vez a princesinha do pop veio com tudo e pretende recuperar seu título dado a ela por direito.

Muitos fãs estão definindo Glory de uma maneira muito curiosa, e diga-se de passagem: pertinente! 'Blackout' e 'In The Zone' tiveram um filho e ele se chama Glory; Depois de ouvir o álbum três vezes, posso afirmar que sim: é um dos melhores trabalhos do ano.

1. Invitation

Srta. Spears abre o álbum bem sexy e atrevida. “Here's my invitation, babyela diz em alto e bom som. Nesta faixa Britney evoca todo seu 'sexapil' pelo qual ficou tão conhecida e entrega vocais arriscados, porém, bem conduzidos. Me lembrou um pouco 'Toxic'. É uma ótima maneira de convidar – hihihi – seu público para acompanhá-lo neste trabalho.

2. Make Me feat (G-Eazy)

Talvez a mais genérica e divertida de todo o registro. Make Me não foi escolhida como primeiro single atoa. É uma faixa daquelas que cantarolamos enquanto lavamos a louça e dançamos na boate em um sábado a noite. Possui um 'hip hop' característico e já conhecido por todos nós. Zedd está orgulhoso de nossa Miss Spears! Sem dúvida, a faixa mais radiofônica do álbum, mas como disse a Billboard: “Please, Britney, no more team-ups with rappers. You don’t need them .

3. Private Show

Não só título de música, como nome de mais um perfume de nossa musa, e olha… Poderia ter só ficado no perfume! A faixa mais problemática de todo o registro. Private Show, além de apresentar aqueles vocais infantis de Spears – sim, lá do início da carreira – é uma música EXTREMAMENTE repetitiva e irritante. Dizem que parece com Rihanna e sua Work, mas conseguiu se sair bem melhor – não foi um elogio. Ela sabe que tem uma das vozes mais conhecidas do mundo, então pra que brincar desse jeito com a mesma? Não funcionou 'My Dear'.

4. Man On The Moon

QUE FOFA <3. Britney exala simplicidade e amor nesta música. É uma mid-tempo BEM simples. Ok, talvez até demais. Mas quem liga? É divertida, bonita, dançante e tão gostosa quanto um chocolate quente no inverno.

5. Just Luv Me

Incrível! A favorita de muita gente e a escolha é justificável. Uma música com uma pegada urban acertada e vocais angelicais de nossa musa. “Imma keep it simple, real simple, just luv me“, sussurra Spears para nos encantar mais uma vez. Talvez seja uma das melhores músicas dela desde seu último lançamento em 2011. Se não for single, não só os fãs, mas todo o mundo da música perderá a promoção de uma grande canção.

6. Clumsy

Já ouviram o PRISM (Katy Perry) após 'Ghost'? Uma bagunça, né? Pois é… Clumsy é isso aí mesmo. Uma música com uma batida ora inspirada nos anos 90, ora com uma pegada Calvin Harris de ser. Não é a queridinha de ninguém e ponderá. Talvez funcione remixada por alguma pessoa desocupada que esteja interessada na música, mas apenas.

7. Do You Wanna Come Over?

Chama Lady Gaga e seu Pokerface pra apreciar mais um pop em essência. 'O Q É ISSU BRASEL?'. Desafio uma pessoa que seja a escutar esta faixa e não ter vontade de sair por aí dançando e cantando seu refrão chiclete. É divertida, sexy, inspirada e REALMENTE BOA. Minha favorita do álbum.

8. Slumber Party

Preste bastante atenção na batida da música e você notará uma leve pegada de reggae. Notou? Legal, né? Essa é daquelas músicas que todos gostam, mas ninguém considera favorita. Feita para ser ouvida em uma festinha na piscina com uma cerveja em uma mão e um espetinho – pode ser de carne? - em outra.

9. Just Like Me

Apesar de boa, não deveria estar como 9° faixa. Um bom álbum segue uma lógica narrativa. Glory é muito bom, mas não é excelente por deslizes como este. Just Like Me é boa, mas não sei se deveria estar neste retorno da nossa princesinha. A música simplesmente não combina com ela e muito menos com o restante do registro.

10. Love Me Down

Será a melhor – musicalmente – falando? A música se inicia com uma pegada trap incrível e flerta com os sintetizadores de maneira primorosa. Dá pra descer até o chão com essa ou só dançar agarradinho(a) com o crush. Relaxa, eu sei que você quer, hahaha.

11. Hard To Forget Ya

Cheia dos maneirismos clássicos, né dona Brit? É uma música bem forte, apesar de esquecível em certo ponto. É mais uma daquelas que a gente escuta, gosta, mas dificilmente lembraremos ao final do álbum. É boa! Only that.

12. What You Need

Se chama What You Need, mas poderia tomar 'Bye Comfort Zone' emprestado. Britney arrisca vocais perigosíssimos e dá um show! É uma faixa que herda os saxofones – já estão saindo de moda, né? - e flerta com o estilo de Elvis e seu clássico If I Can Dream. Outra queridinha minha!

13. Better

Moderna! Diferente! Não tem muito o que dizer. Poderia ser cantada por diversas divas que estão em ascensão este ano, e se bem trabalhada, poderá se tornar um grande 'hit'.

14. Change Your Mind (No Seas Cortes)

Se temos faixas em Francês, por que não arriscar um espanhol alá Shakira? Lana Del Rey gravaria essa música – talvez com pequenas alterações. Uma das melhores do álbum. A definição de sexy e envolvente. Uma boa música para… Beijar.

15. Liar

Alguém pediu resposta para 'Cry Me a River '? É uma música carregada de ironia e bastante agressiva. Taylor Swift deve estar orgulhosa, sem dúvidas. Eu gosto bastante da faixa, mas talvez pule ela quando for ouvir o álbum pela 4x.

16. If I'm Dancing

Coloquei-a pela 1x no volume máximo e minha mãe já me olhou com um olhar de: “o que tá fazendo ouvindo funk?” HAHAHA! Uma música claramente inspirada nas batidas mais gostosas e envolventes do nosso funk carioca. É uma música para, com o perdão da frase, 'rebolar a raba no chão'. Apesar disso, consegue ser suave. Os vocais de Spears estão deliciosos e a música acaba DO NADA. Adorei!

17. Coupure Eléctrique

U -A -U. Britney Spears, a gente sabe que você fala várias línguas e tudo, mas não precisava humilhar desse jeito! Talvez a música que mais ouvi do álbum até agora. Não é minha favorita, mas eu realmente fiquei impressionado. É uma daquelas faixas que a gente percebe que foi feita mais para o artista, do que para o público. É pessoal, bonita e um ótimo encerramento.


Estou orgulhoso! Britney Spears entregou um trabalho honesto, maduro e GRAÇAS AO BOM DEUS, lotado de farofas pra gente comer com frango <3.

Glory não é só um retorno marcante. Glory fixa Spears como a eterna Princesa do Pop e mostra para tantas outras divas o porque de sua inegável importância no cenário musical. Até mais ver Brit e obrigado ;)

Crítica: A Criatura de Laura Bergallo

Páginas: 122

Autor(a): Laura Bergallo

Editora: Escrita Fina

Ano de Publicação: 2016

Avaliação:

Capa: 5 estrelas

Diagramação: 5 estrelas

Obra Completa: 4 estrelas




O combate já vai começar. Só que, desta vez, será dentro do computador. O cibertransporte garantirá a entrada do prepotente Eugênio na máquina. Ele vai lutar, num game chamado Greeks, contra um personagem que ele próprio criou. Criador x Criatura. Será que, como nos mitos gregos, a criatura há de amargar um castigo eterno ou vai acabar virando o jogo?

Sobre a autora:

Escritora para jovens com 23 livros publicados (inclusive na França e nos EUA),
Laura Bergallo é também jornalista, publicitária e editora de publicações científicas. Seu livro 'A Criatura' recebeu o Prêmio Adolfo Aizen/2006, da União Brasileira de Escritores, como melhor livro juvenil dos anos de 2004/2005.

Segue os dados da autora caso queiram adquirir o livro ou conversar com ela:

insta 
Opinião:

Se vocês estão procurando algo para sair da ressaca literária ou para apenas entreter, “A criatura” é uma obra perfeita para isso. Sabe aquele livro com enredo leve e curto com edição chamativa? É o que encontramos. Laura Bergallo é escritora para jovens, o assunto mais abordado em seus livros é sobre tecnologia, aquela coisa de realidade virtual e tudo mais.
Não é diferente em “A criatura”. Somos apresentados a um mundo tecnológico que não é tão impossível de acontecer. Ao mesmo tempo que é ficção, podemos, sim, coincidir com a realidade.

O personagem principal, Eugênio, possui os dois valores mais conceituados na sociedade hoje em dia: inteligência e dinheiro. Apesar de ser um personagem, ou seja, totalmente fictício, a autora o fragmentou com características de uma pessoa real. Eugênio é frio, calculista, enfadonho e superior a tudo. Com isso, sabemos que quanto mais rica e talentosa a pessoa for, mais independente ela será.

Peguei-me várias vezes me imaginando no lugar de Eugênio, é magnifico quando entramos no mundo do enredo e encarnamos o personagem. É aquele momento em que começa a filosofia da vida do “SERÁ”. “Será que se eu fosse como ele teria as mesmas atitudes?”. Aquela coisa de deixar o leitor perplexo a ponto de ficar pensando horas e horas no assunto, nem todo autor domina.

O anti-herói e o herói são pessoas totalmente ao contrário do que estamos acostumados a ver. Geralmente, um é o bonzinho e o outro é o maldoso. Em “A criatura” é diferente. O herói, que é o protagonista, tem atitudes malévolas e o anti-herói é quem sofre as consequências, por isso é CRIADOR x CRIATURA. A construção dos dois foram desenvolvidas muito bem, confesso que gostei muito mais do anti-herói que é herói.

Os personagens secundários tiveram participações extremamente pequenas, mas se não fosse pela atitude de um personagem X, tudo o que ocorreu no livro não ia existir. O campo de batalha entre o Eugenio e a criatura, foi feito exatamente por esse personagem. Por isso que eu fico muito atenta a criação e organização dos secundários.

"... - Não sei, mas me impressiona muito. Tem a ver com tudo o que acontece... entre criador e criatura."

A estória apresentada é bem simples. Os diálogos são interessantes, os acontecimentos prendem a atenção do leitor e a descrições das ações são bem apresentadas, fazendo com que o leitor participe do momento. Como eu havia dito, é apenas um livro para entreter.

O desfecho foi além das minhas expectativas. Chega em um determinado momento em que a batalha entre CRIADOR X CRIATURA acaba e somos apresentados ao vencedor, até que... BUM! Viramos a página e acontece outro desenvolvimento que faz-nos sentir enganados. Eu adorei o final, foi o que eu realmente desejava para o Eugênio.

A escrita de Laura é rápida e pouco detalhista. Não tem aquela coisa que muitos consideram maçante, aonde o autor descreve até a cor da célula do pé esquerdo dos personagens. Eu, particularmente, adoro autores descritivos, mas também aprecio os que são fluidos nos detalhes e mesmo assim não deixam faltar nenhuma informação ao leitor.

Em suma, “A criatura” é uma obra curta para entreter, com personagens bem estruturados e diálogos interessantes, acontecimentos marcantes e ações bem descritas. Se vocês estão procurando algo assim, super recomendo!

A edição está maravilhosa. Algumas páginas são brancas com detalhes verdes, outras são pretas. O mais intrigante é que quando começa o momento de conflito da estória as páginas começam a ficar pretas, dando aquele ar de “dark”. Amei essa ideia. 

Beijo e até a próxima!
Eu vivo lendo. Todos os direitos reservados.©
Design e codificação por Sofisticado Design